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Raciocínio estatístico no 6.º ano de escolaridade: a influência do contexto das tarefas

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Resumo:Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB. Encontra-se estruturado em três partes principais: a primeira, aborda a caracterização dos contextos educativos em que ocorreram as intervenções didáticas e descreve os percursos desenvolvidos nas várias áreas disciplinares; a segunda, foca-se na investigação realizada, no 2.º CEB, na área da Matemática; e a terceira, apresenta a reflexão final sobre a Prática de Ensino Supervisionada. O estudo descrito na segunda parte do relatório tem como finalidade compreender o papel do contexto na resolução de tarefas do domínio da Estatística. Para isso, foram estabelecidas as seguintes questões de investigação: (1) Como se caracteriza o raciocínio estatístico dos alunos na resolução de tarefas em diferentes tipos de contexto?; (2) Quais as dificuldades sentidas pelos alunos na resolução de tarefas em diferentes tipos de contexto? Participaram neste estudo 18 alunos de uma turma do 6.º ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos. Tendo por base o problema e as questões formuladas, foi usada uma metodologia de investigação de natureza qualitativa. As principais fontes de recolha de dados incluíram a observação participante, inquérito por questionário, notas de campo, registos escritos e registos audiovisuais. A análise dos dados revelou que, embora os alunos possuíssem conhecimentos base de Estatística, o contexto das tarefas influenciou o raciocínio estatístico. As tarefas da matemática pura pareceram facilitar a compreensão e aplicação direta de conceitos fundamentais. As tarefas da realidade proporcionaram um contexto motivador e relevante para os alunos, mas exigiram mais tempo e orientação para o desenvolvimento de análises críticas mais profundas. Já as tarefas de semirrealidade serviram como uma ponte entre os dois extremos, destacando a importância da prática contextualizada para consolidar as aprendizagens. A análise dos dados mostrou ainda que o contexto das tarefas influenciou os tipos de raciocínio estatístico. Nas tarefas de matemática pura, prevaleceram o raciocínio sobre os dados e sobre medidas estatísticas, enquanto as tarefas da realidade estimularam mais o raciocínio sobre associações e representações de dados, devido à maior complexidade e conexão com o real. As tarefas de semirrealidade equilibraram esses aspetos, favorecendo uma integração gradual.
Autores principais:Rodrigues, Irene Marisa da Costa Garelha
Assunto:Estatística Tarefas Contexto Raciocínio Aprendizagem Dificuldades Statistics Tasks Context Reasoning Learning Difficulties
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Este relatório foi elaborado no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada, integrada no Mestrado em Ensino do 1.º CEB e de Matemática e Ciências Naturais no 2.º CEB. Encontra-se estruturado em três partes principais: a primeira, aborda a caracterização dos contextos educativos em que ocorreram as intervenções didáticas e descreve os percursos desenvolvidos nas várias áreas disciplinares; a segunda, foca-se na investigação realizada, no 2.º CEB, na área da Matemática; e a terceira, apresenta a reflexão final sobre a Prática de Ensino Supervisionada. O estudo descrito na segunda parte do relatório tem como finalidade compreender o papel do contexto na resolução de tarefas do domínio da Estatística. Para isso, foram estabelecidas as seguintes questões de investigação: (1) Como se caracteriza o raciocínio estatístico dos alunos na resolução de tarefas em diferentes tipos de contexto?; (2) Quais as dificuldades sentidas pelos alunos na resolução de tarefas em diferentes tipos de contexto? Participaram neste estudo 18 alunos de uma turma do 6.º ano de escolaridade, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos. Tendo por base o problema e as questões formuladas, foi usada uma metodologia de investigação de natureza qualitativa. As principais fontes de recolha de dados incluíram a observação participante, inquérito por questionário, notas de campo, registos escritos e registos audiovisuais. A análise dos dados revelou que, embora os alunos possuíssem conhecimentos base de Estatística, o contexto das tarefas influenciou o raciocínio estatístico. As tarefas da matemática pura pareceram facilitar a compreensão e aplicação direta de conceitos fundamentais. As tarefas da realidade proporcionaram um contexto motivador e relevante para os alunos, mas exigiram mais tempo e orientação para o desenvolvimento de análises críticas mais profundas. Já as tarefas de semirrealidade serviram como uma ponte entre os dois extremos, destacando a importância da prática contextualizada para consolidar as aprendizagens. A análise dos dados mostrou ainda que o contexto das tarefas influenciou os tipos de raciocínio estatístico. Nas tarefas de matemática pura, prevaleceram o raciocínio sobre os dados e sobre medidas estatísticas, enquanto as tarefas da realidade estimularam mais o raciocínio sobre associações e representações de dados, devido à maior complexidade e conexão com o real. As tarefas de semirrealidade equilibraram esses aspetos, favorecendo uma integração gradual.