Publicação
Estímulos criativos no ensino e aprendizagem da escrita
| Resumo: | A escrita é uma competência primordial na construção do indivíduo e é essencial ser desenvolvida desde os primeiros anos. Para que as crianças sintam gosto em escrever é importante que o professor seja capaz de dinamizar as suas aulas, implementar atividades e recursos estimulantes, inovadores e instalar climas e ambientes proporcionadores de aprendizagem. Só assim os alunos começarão a interessar-se pela escrita e a sentir prazer em escrever. Neste enquadramento, justifica-se o presente estudo que teve como principal objetivo perceber se ao proporcionar ambientes estimuladores e criativos, os alunos desenvolvem a expressão escrita a nível da geração de ideias e a nível linguístico e discursivo. O estudo foi realizado com crianças do 1.º Ciclo durante a unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II. Privilegiou-se uma metodologia de cariz qualitativo e recolheram-se dados através da observação participante, dos registos visuais e áudio, das produções textuais dos alunos e dos questionários. Num primeiro momento implementou-se na prática pedagógica um questionário inicial com o intuito de perceber qual o significado que os alunos atribuem à escrita, se têm hábitos de escrita, se gostam, sentem prazer em escrever e em ler o que escrevem. Num segundo momento implementou-se um conjunto de cinco atividades alicerçadas em estratégias criativas diferentes, nomeadamente o recurso à banda desenhada, a títulos diversificados, a uma música, à presença de uma personagem mistério e a um programa informático. No fim implementou-se o questionário final que teve como objetivo reconhecer aspetos salientados pelos alunos que os auxiliaram de certa forma a melhorar a sua escrita e como avaliação de todo o percurso. Para a análise dos dados privilegiaram-se três categorias de análise (fluência, flexibilidade e elaboração) que permitiram analisar e avaliar as produções textuais dos alunos relativamente à quantidade, diversidade, qualidade e aperfeiçoamento das ideias. A recolha de dados permitiu verificar a grande predisposição e entusiasmo demonstrado por parte dos alunos, o que consequentemente favoreceu uma melhoria ao nível da produção textual. Com o desenrolar das atividades, os alunos foram apresentando evolução e diversidade nas ideias expostas, desenvolveram e aperfeiçoaram a sua competência de escrita, aumentaram o seu campo lexical, melhoraram a tessitura discursiva, sentindo-se mais autónomos e capazes de materializar textualmente uma narrativa. O modelo de análise tornou patente que o percurso pedagógico realizado constituiu uma mais-valia para os alunos, motivou-os para a escrita e potenciou usos de escrita mais proficientes. |
|---|---|
| Autores principais: | Alpoim, Fabiana Chaves Gonçalves |
| Assunto: | Criatividade Motivação Ideias Produção escrita Creativity Motivation Ideas Writing production |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A escrita é uma competência primordial na construção do indivíduo e é essencial ser desenvolvida desde os primeiros anos. Para que as crianças sintam gosto em escrever é importante que o professor seja capaz de dinamizar as suas aulas, implementar atividades e recursos estimulantes, inovadores e instalar climas e ambientes proporcionadores de aprendizagem. Só assim os alunos começarão a interessar-se pela escrita e a sentir prazer em escrever. Neste enquadramento, justifica-se o presente estudo que teve como principal objetivo perceber se ao proporcionar ambientes estimuladores e criativos, os alunos desenvolvem a expressão escrita a nível da geração de ideias e a nível linguístico e discursivo. O estudo foi realizado com crianças do 1.º Ciclo durante a unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II. Privilegiou-se uma metodologia de cariz qualitativo e recolheram-se dados através da observação participante, dos registos visuais e áudio, das produções textuais dos alunos e dos questionários. Num primeiro momento implementou-se na prática pedagógica um questionário inicial com o intuito de perceber qual o significado que os alunos atribuem à escrita, se têm hábitos de escrita, se gostam, sentem prazer em escrever e em ler o que escrevem. Num segundo momento implementou-se um conjunto de cinco atividades alicerçadas em estratégias criativas diferentes, nomeadamente o recurso à banda desenhada, a títulos diversificados, a uma música, à presença de uma personagem mistério e a um programa informático. No fim implementou-se o questionário final que teve como objetivo reconhecer aspetos salientados pelos alunos que os auxiliaram de certa forma a melhorar a sua escrita e como avaliação de todo o percurso. Para a análise dos dados privilegiaram-se três categorias de análise (fluência, flexibilidade e elaboração) que permitiram analisar e avaliar as produções textuais dos alunos relativamente à quantidade, diversidade, qualidade e aperfeiçoamento das ideias. A recolha de dados permitiu verificar a grande predisposição e entusiasmo demonstrado por parte dos alunos, o que consequentemente favoreceu uma melhoria ao nível da produção textual. Com o desenrolar das atividades, os alunos foram apresentando evolução e diversidade nas ideias expostas, desenvolveram e aperfeiçoaram a sua competência de escrita, aumentaram o seu campo lexical, melhoraram a tessitura discursiva, sentindo-se mais autónomos e capazes de materializar textualmente uma narrativa. O modelo de análise tornou patente que o percurso pedagógico realizado constituiu uma mais-valia para os alunos, motivou-os para a escrita e potenciou usos de escrita mais proficientes. |
|---|