Publicação
Perceção da desesperança pelo doente paliativo em contexto domiciliário
| Resumo: | O aumento da incidência do número de doentes crónicos na população portuguesa tornou-se um fenómeno preocupante com repercussões sociais, económicas e de saúde, apresentando estes doentes sofrimento nas diversas dimensões, levando a sentimentos de desesperança. Assim, cuidar dos doentes em processo de fim de vida no domicílio, constitui-se num desafio para os enfermeiros no sentido da prevenção da desesperança pelo alívio do sofrimento experienciado nesta etapa da vida. Com base nestes fatos, colocou-se a seguinte questão de investigação: “Como é que o doente paliativo perceciona a desesperança em contexto domiciliário?”, com o objetivo de compreender a perceção do doente paliativo sobre a desesperança, em contexto domiciliário, podendo assim, contribuir com cuidados que vão de encontro ao alívio do sofrimento experienciado pelo doente paliativo, de forma a evitar a desesperança. A opção metodológica recaiu sobre um estudo de natureza qualitativa, com base numa perspetiva fenomenológica; a colheita de dados foi realizada através da entrevista semi-estruturada a sete doentes paliativos adultos no domicílio, selecionados com base nos critérios definidos para a população-alvo. Posteriormente, as entrevistas foram transcritas e submetidas a análise de conteúdo. Os resultados obtidos não sendo generalizáveis, referem que grande parte dos doentes paliativos entrevistados, não tem esperança por possuírem uma doença avançada, progressiva e incurável. Salientam a deterioração física, a presença de emoções/sentimentos negativos, as alterações psicológicas, a dor intensa, a idade avançada e as alterações comunicacionais, como sendo as causas da desesperança. São várias as estratégias que adotam para preservar a esperança que vão desde manter atividades de lazer a pensamentos positivos. Consideram ainda, que os enfermeiros têm um papel muito importante na manutenção da esperança quando facilitam a exteriorização de sentimentos/emoções. São diversas as preocupações manifestadas, tais como: deixar os filhos, não deixar recursos financeiros, abandono do trabalho pela filha e falta de resignação dos filhos à sua condição de saúde. Também surgiu o sentimento de culpa e medo em relação ao que poderá acontecer depois da morte. A morte é percecionada por alguns doentes como algo inevitável, aceitando-a e entregando-se. |
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| Autores principais: | Costa, Tânia Sofia Caldas |
| Assunto: | desesperança doente paliativo domicílio hopelessness sick palliative domicile |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | O aumento da incidência do número de doentes crónicos na população portuguesa tornou-se um fenómeno preocupante com repercussões sociais, económicas e de saúde, apresentando estes doentes sofrimento nas diversas dimensões, levando a sentimentos de desesperança. Assim, cuidar dos doentes em processo de fim de vida no domicílio, constitui-se num desafio para os enfermeiros no sentido da prevenção da desesperança pelo alívio do sofrimento experienciado nesta etapa da vida. Com base nestes fatos, colocou-se a seguinte questão de investigação: “Como é que o doente paliativo perceciona a desesperança em contexto domiciliário?”, com o objetivo de compreender a perceção do doente paliativo sobre a desesperança, em contexto domiciliário, podendo assim, contribuir com cuidados que vão de encontro ao alívio do sofrimento experienciado pelo doente paliativo, de forma a evitar a desesperança. A opção metodológica recaiu sobre um estudo de natureza qualitativa, com base numa perspetiva fenomenológica; a colheita de dados foi realizada através da entrevista semi-estruturada a sete doentes paliativos adultos no domicílio, selecionados com base nos critérios definidos para a população-alvo. Posteriormente, as entrevistas foram transcritas e submetidas a análise de conteúdo. Os resultados obtidos não sendo generalizáveis, referem que grande parte dos doentes paliativos entrevistados, não tem esperança por possuírem uma doença avançada, progressiva e incurável. Salientam a deterioração física, a presença de emoções/sentimentos negativos, as alterações psicológicas, a dor intensa, a idade avançada e as alterações comunicacionais, como sendo as causas da desesperança. São várias as estratégias que adotam para preservar a esperança que vão desde manter atividades de lazer a pensamentos positivos. Consideram ainda, que os enfermeiros têm um papel muito importante na manutenção da esperança quando facilitam a exteriorização de sentimentos/emoções. São diversas as preocupações manifestadas, tais como: deixar os filhos, não deixar recursos financeiros, abandono do trabalho pela filha e falta de resignação dos filhos à sua condição de saúde. Também surgiu o sentimento de culpa e medo em relação ao que poderá acontecer depois da morte. A morte é percecionada por alguns doentes como algo inevitável, aceitando-a e entregando-se. |
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