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O que valorizamos nos espaços verdes urbanos? uma aplicação da metodologia "Best-Worst Scaling"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A noção contemporânea de espaços verdes urbanos assenta na ideia da sua intrínseca multifuncionalidade, ou seja, na perceção que cumprem simultaneamente variadas funções e benefícios. Tal tem vindo a exigir a adoção de novos quadros conceptuais, capazes de sistematizar e ponderar os múltiplos serviços potencialmente oferecidos pelos espaços verdes, e de auxiliar os processos de decisão nos quais se ponderam as funções ou benefícios a serem privilegiados. Neste contexto, conhecer e compreender as preferências da população relativas aos espaços verdes urbanos revela-se fundamental para a construção e desenvolvimento de mecanismos de planeamento urbano participados e eficientes. Nos últimos anos têm-se desenvolvido vários estudos sobre preferências das populações relativamente a múltiplas dimensões dos espaços verdes urbanos, recorrendo a metodologias diferenciadas e que incluem observações ‘in situ’, ‘focus groups’, entrevistas ou questionários. Neste trabalho evidenciamos a utilidade da metodologia “Best-Worst Scaling” (BWS) em estudos orientados para a descriminação de preferências relativas a espaços verdes urbanos. Concretamente, descrevemos e discutimos estudos aplicados na área urbana de Lisboa (Portugal) versando a hierarquização dos benefícios atribuídos aos espaços verdes urbanos e a descriminação das caraterísticas dos jardins públicos mais valorizadas pela população.
Autores principais:Madureira, Helena
Outros Autores:Nunes, Fernando; Madureira, Teresa; Oliveira, José Vidal
Assunto:Espaços verdes urbanos Preferências BWS (best-worst scaling) Urban green spaces Preferences
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso a metadados
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:A noção contemporânea de espaços verdes urbanos assenta na ideia da sua intrínseca multifuncionalidade, ou seja, na perceção que cumprem simultaneamente variadas funções e benefícios. Tal tem vindo a exigir a adoção de novos quadros conceptuais, capazes de sistematizar e ponderar os múltiplos serviços potencialmente oferecidos pelos espaços verdes, e de auxiliar os processos de decisão nos quais se ponderam as funções ou benefícios a serem privilegiados. Neste contexto, conhecer e compreender as preferências da população relativas aos espaços verdes urbanos revela-se fundamental para a construção e desenvolvimento de mecanismos de planeamento urbano participados e eficientes. Nos últimos anos têm-se desenvolvido vários estudos sobre preferências das populações relativamente a múltiplas dimensões dos espaços verdes urbanos, recorrendo a metodologias diferenciadas e que incluem observações ‘in situ’, ‘focus groups’, entrevistas ou questionários. Neste trabalho evidenciamos a utilidade da metodologia “Best-Worst Scaling” (BWS) em estudos orientados para a descriminação de preferências relativas a espaços verdes urbanos. Concretamente, descrevemos e discutimos estudos aplicados na área urbana de Lisboa (Portugal) versando a hierarquização dos benefícios atribuídos aos espaços verdes urbanos e a descriminação das caraterísticas dos jardins públicos mais valorizadas pela população.