Publicação
Stress nos enfermeiros que exercem funções nas viaturas médicas de emergência e reanimação
| Resumo: | O stress ocupacional é um fenómeno transversal a todas as profissões, sendo um dos problemas em ascensão da atualidade nas organizações. Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), o stress ocupacional representa o segundo problema mais prevalente que afeta os trabalhadores, manifestando-se não só na saúde dos mesmos, mas também na vertente económica e financeira dos países. Os enfermeiros estão entre as profissões mais stressantes do mundo, motivado por variados fatores, tais como físicos, sociais e psicológicos, na maior parte das vezes desenvolvidas aquando do “cuidar” do outro (Dantas [et al.], 2014). A especificidade da atuação dos enfermeiros em contexto extra-hospitalar é caracterizada por um conjunto de desafios, dificuldades e responsabilidades, conferindo um risco acrescido para estes profissionais, não só de ordem física, mas também psicológica e emocional. A presente investigação teve como objetivo identificar as situações causadoras de stress no exercício profissional nos enfermeiros que exercem funções nas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) no distrito do Porto. Como instrumento de recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e profissional associado à Escala de Stress Profissional dos Enfermeiros (ESPE), validada para a população portuguesa por Santos e Teixeira (2008). Trata-se de um estudo de natureza quantitativo de carácter descritivo, exploratório e transversal. A amostra foi composta por 67 enfermeiros que desempenham funções nas VMER no distrito do Porto, predominantemente masculina com 73,1%, com idades compreendidas entre os 32 e os 55 anos, com o tempo médio de experiência profissional no meio VMER de 11,6 anos. A carga de trabalho foi o fator mais identificado pelos enfermeiros como stressante, seguido pelas situações de morte. O fator sentido como menos stressante foi a falta de apoio dos colegas. Em relação aos ambientes, o ambiente físico é aquele em que os enfermeiros das VMER têm maior perceção do stress, seguido do psicológico e social. Constatamos que o sexo feminino é aquele que tem maior perceção dos fatores de stress em todos os seus ambientes: físico, psicológico e social, por sua vez ser profissional VMER há mais anos e ter mais habilitações profissionais não interfere na perceção de menos fatores desencadeantes de stress, assim como, o serviço de origem dos profissionais que exercem na VMER não interfere na perceção de stress. Para além destes aspetos os enfermeiros enunciaram mais três fatores considerados por eles como stressantes nomeadamente: vítima com idade pediátrica, riscos associados à deslocação para o local e a falha de material/equipamento utilizados em situações de emergência (inoperacionalidade). Como sugestões para minimizar o stress os participantes identificaram melhoria relativamente à formação com ênfase para a importância da recertificação, reuniões de equipa para partilha de experiências e ter o material verificado e meios/equipamentos operacionais para executar cuidados de excelência. Sendo o extra-hospitalar e concretamente as VMER uma área pouco estudada, este trabalho contribui para sensibilizar as organizações para a importância dos enfermeiros que atuam neste contexto, assim como, para identificar os fatores que frequentemente são identificadas como stressantes. |
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| Autores principais: | Valente, Manuel Filipe Soares |
| Assunto: | Emergência Enfermeiros Extra-hospitalar Pré-hospitalar Stress ocupacional Emergency Nurses Out-of-hospital Pre-hospital Occupational stress |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | O stress ocupacional é um fenómeno transversal a todas as profissões, sendo um dos problemas em ascensão da atualidade nas organizações. Segundo a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), o stress ocupacional representa o segundo problema mais prevalente que afeta os trabalhadores, manifestando-se não só na saúde dos mesmos, mas também na vertente económica e financeira dos países. Os enfermeiros estão entre as profissões mais stressantes do mundo, motivado por variados fatores, tais como físicos, sociais e psicológicos, na maior parte das vezes desenvolvidas aquando do “cuidar” do outro (Dantas [et al.], 2014). A especificidade da atuação dos enfermeiros em contexto extra-hospitalar é caracterizada por um conjunto de desafios, dificuldades e responsabilidades, conferindo um risco acrescido para estes profissionais, não só de ordem física, mas também psicológica e emocional. A presente investigação teve como objetivo identificar as situações causadoras de stress no exercício profissional nos enfermeiros que exercem funções nas Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER) no distrito do Porto. Como instrumento de recolha de dados foi utilizado um questionário sociodemográfico e profissional associado à Escala de Stress Profissional dos Enfermeiros (ESPE), validada para a população portuguesa por Santos e Teixeira (2008). Trata-se de um estudo de natureza quantitativo de carácter descritivo, exploratório e transversal. A amostra foi composta por 67 enfermeiros que desempenham funções nas VMER no distrito do Porto, predominantemente masculina com 73,1%, com idades compreendidas entre os 32 e os 55 anos, com o tempo médio de experiência profissional no meio VMER de 11,6 anos. A carga de trabalho foi o fator mais identificado pelos enfermeiros como stressante, seguido pelas situações de morte. O fator sentido como menos stressante foi a falta de apoio dos colegas. Em relação aos ambientes, o ambiente físico é aquele em que os enfermeiros das VMER têm maior perceção do stress, seguido do psicológico e social. Constatamos que o sexo feminino é aquele que tem maior perceção dos fatores de stress em todos os seus ambientes: físico, psicológico e social, por sua vez ser profissional VMER há mais anos e ter mais habilitações profissionais não interfere na perceção de menos fatores desencadeantes de stress, assim como, o serviço de origem dos profissionais que exercem na VMER não interfere na perceção de stress. Para além destes aspetos os enfermeiros enunciaram mais três fatores considerados por eles como stressantes nomeadamente: vítima com idade pediátrica, riscos associados à deslocação para o local e a falha de material/equipamento utilizados em situações de emergência (inoperacionalidade). Como sugestões para minimizar o stress os participantes identificaram melhoria relativamente à formação com ênfase para a importância da recertificação, reuniões de equipa para partilha de experiências e ter o material verificado e meios/equipamentos operacionais para executar cuidados de excelência. Sendo o extra-hospitalar e concretamente as VMER uma área pouco estudada, este trabalho contribui para sensibilizar as organizações para a importância dos enfermeiros que atuam neste contexto, assim como, para identificar os fatores que frequentemente são identificadas como stressantes. |
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