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Viver com a perda : luto e depressão em pessoas idosas viúvas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Contexto: Este estudo aborda o fenómeno do envelhecimento humano, analisando-o sob a perspetiva da Gerontologia Social, que integra as dimensões biológica, psicológica e sociocultural do envelhecimento. O foco principal incide sobre luto e depressão em pessoas idosas viúvas a residir em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e utilizadores de Centro de Dia. Embora o luto seja uma resposta natural à perda, pode prolongar-se num quadro depressivo, especialmente em idosos viúvos residentes em ERPI, comprometendo seriamente o bem-estar e a saúde mental (Carr, 2020). Fundamentado no Modelo de Proatividade Preventiva e Corretiva de Kahana e Kahana (1996), entre outros. Este trabalho enfatiza a importância de comportamentos adaptativos e intervenções multidisciplinares para a promoção do envelhecimento ativo, saudável e bem-sucedido. Objetivo: Analisar a sintomatologia depressiva em pessoas idosas viúvas residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e utilizadores de Centros de Dia em função das características sociodemográficas e condição de luto. Método: Integra-se no paradigma quantitativo, é um estudo descritivo e correlacional, com delineamento transversal. A amostra constituída carateriza-se como não probabilística, por conveniência incluindo 70 participantes com 65 anos ou mais, viúvos há pelo menos seis meses, residentes em ERPI e utilizadores de Centros de Dia na Região Norte do País. A recolha de dados ocorreu entre fevereiro e março de 2024, tendo sido aplicado um protocolo constituído pelos seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico e situacional (construído para o efeito), escala de depressão geriátrica (GDS-15; Yesavage et al., 1982), validada para a população portuguesa (Pocinho et al., 2009) Resultados: A analise de resultados permite observar que os 70 participantes apresentam uma média de idade de 80,70 (DP=6,25) anos, predominantemente mulheres (84,3%), escolaridade reduzida (81,4%) frequentou apenas o ensino básico (1-4 anos), a viver em zona predominantemente rural (55,7%). Relativamente à sintomatologia depressiva verifica-se que 51,4% apresenta depressão ligeira e 20% apresenta depressão grave. Relativamente à comparação entre grupos não se observam diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) em função do género, idade, escolaridade. No entanto, é de referir, que se observam diferenças significativas na sintomatologia depressiva em função das mudanças face à perda (p<0,001). Conclusão: Este estudo demonstrou uma elevada frequência de sintomas depressivos em pessoas idosas a residir em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e utilizadores de Centro de Dia. A observação de mudanças significativas na sintomatologia depressiva associadas à perda, sugere que este é um tema relevante para a Gerontologia Social assim, recomenda-se prosseguir estudos neste domínio.
Autores principais:Campos, Ana Margarida Brandão
Assunto:Luto prolongado Sintomatologia depressiva Pessoas idosas viúvas Saúde Gerontologia Social Prolonged grief Depressive symptoms Widowers Elderly people Social Gerontology
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Contexto: Este estudo aborda o fenómeno do envelhecimento humano, analisando-o sob a perspetiva da Gerontologia Social, que integra as dimensões biológica, psicológica e sociocultural do envelhecimento. O foco principal incide sobre luto e depressão em pessoas idosas viúvas a residir em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e utilizadores de Centro de Dia. Embora o luto seja uma resposta natural à perda, pode prolongar-se num quadro depressivo, especialmente em idosos viúvos residentes em ERPI, comprometendo seriamente o bem-estar e a saúde mental (Carr, 2020). Fundamentado no Modelo de Proatividade Preventiva e Corretiva de Kahana e Kahana (1996), entre outros. Este trabalho enfatiza a importância de comportamentos adaptativos e intervenções multidisciplinares para a promoção do envelhecimento ativo, saudável e bem-sucedido. Objetivo: Analisar a sintomatologia depressiva em pessoas idosas viúvas residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e utilizadores de Centros de Dia em função das características sociodemográficas e condição de luto. Método: Integra-se no paradigma quantitativo, é um estudo descritivo e correlacional, com delineamento transversal. A amostra constituída carateriza-se como não probabilística, por conveniência incluindo 70 participantes com 65 anos ou mais, viúvos há pelo menos seis meses, residentes em ERPI e utilizadores de Centros de Dia na Região Norte do País. A recolha de dados ocorreu entre fevereiro e março de 2024, tendo sido aplicado um protocolo constituído pelos seguintes instrumentos: questionário sociodemográfico e situacional (construído para o efeito), escala de depressão geriátrica (GDS-15; Yesavage et al., 1982), validada para a população portuguesa (Pocinho et al., 2009) Resultados: A analise de resultados permite observar que os 70 participantes apresentam uma média de idade de 80,70 (DP=6,25) anos, predominantemente mulheres (84,3%), escolaridade reduzida (81,4%) frequentou apenas o ensino básico (1-4 anos), a viver em zona predominantemente rural (55,7%). Relativamente à sintomatologia depressiva verifica-se que 51,4% apresenta depressão ligeira e 20% apresenta depressão grave. Relativamente à comparação entre grupos não se observam diferenças estatisticamente significativas (p>0,05) em função do género, idade, escolaridade. No entanto, é de referir, que se observam diferenças significativas na sintomatologia depressiva em função das mudanças face à perda (p<0,001). Conclusão: Este estudo demonstrou uma elevada frequência de sintomas depressivos em pessoas idosas a residir em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas e utilizadores de Centro de Dia. A observação de mudanças significativas na sintomatologia depressiva associadas à perda, sugere que este é um tema relevante para a Gerontologia Social assim, recomenda-se prosseguir estudos neste domínio.