Publicação
Contributos da visita domiciliária de enfermagem obstétrica no sucesso do aleitamento materno e ansiedade estado aos três meses após o parto
| Resumo: | Introdução: A importância da iniciação e a manutenção do aleitamento materno exclusivo encontra-se documentada por várias entidades nacionais e internacionais, pois os ganhos que se lhe associam justificam o investimento na sua promoção. A ansiedade e a depressão são comuns durante a gravidez e após o parto revelando consequências prejudiciais para a mulher e para o desenvolvimento da criança. Objectivos: este estudo teve como objetivo analisar o contributo da visita domiciliária da enfermeira especialista em saúde materna, obstétrica e ginecológica, no sucesso do aleitamento materno e na ansiedade em estado primíparas. Metodologia: Estudo pré-experimental, realizado numa amostra de 20 primíparas com ansiedade traço ≥ 40, que frequentaram curso de preparação para o parto e parentalidade distribuídas em dois grupos: experimental e controlo. A variável independente foi a visita domiciliária da enfermeira especialista realizada entre o quarto e o oitavo dias do pós-parto. As variáveis dependentes foram o sucesso em aleitamento materno, onde se considerou a sua duração aos três meses de vida da criança, a gestão de intercorrências mamárias e a satisfação com o aleitamento materno; e a saúde mental da mulher, onde se considerou a ansiedade estado. A colheita de dados ocorreu ao terceiro mês do pós-parto através de questionário, da Maternal Breastfeeding Evaluation Scale de Leff (1994) e do State-Trait Anxiety Inventory de Spielberg, Gorsuch e Lushene (1970). Resultados: A pA pA prevalência de aleitamento materno exclusivo e de aleitamento materno predominante aos três meses de vida da criança foi de 55% e 15%. A gestão de intercorrências mamárias ocorreu, para a maioria das mulheres, com a enfermeira especialista. A satisfação com o aleitamento materno foi elevada. A ansiedade estado das primíparas foi em média de 34,95 ±7,99. Entre os grupos não se registaram diferenças estatisticamente significativas, pelo que não se verificaram efeitos decorrentes da intervenção. Conclusões: o sucesso em aleitamento materno e a gestão da ansiedade são processos complexos, que derivam das dimensões biopsicossociais das mulheres, crianças e familias. A visita domiciliária não teve efeitos, no entanto não se observaram efeitos negativos. A intervenção dos enfermeiros deverá conjugar estas dimensões e desenhar-se ao longo do ciclo gravidico-peurperal. |
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| Autores principais: | Ribas, Carla Augusta Gonçalves |
| Assunto: | Visita domiciliária Pós-parto Aleitamento materno Ansiedade Enfermagem obstétrica Home visit Post-partum Breastfeeding Anxiety Midwifery |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Introdução: A importância da iniciação e a manutenção do aleitamento materno exclusivo encontra-se documentada por várias entidades nacionais e internacionais, pois os ganhos que se lhe associam justificam o investimento na sua promoção. A ansiedade e a depressão são comuns durante a gravidez e após o parto revelando consequências prejudiciais para a mulher e para o desenvolvimento da criança. Objectivos: este estudo teve como objetivo analisar o contributo da visita domiciliária da enfermeira especialista em saúde materna, obstétrica e ginecológica, no sucesso do aleitamento materno e na ansiedade em estado primíparas. Metodologia: Estudo pré-experimental, realizado numa amostra de 20 primíparas com ansiedade traço ≥ 40, que frequentaram curso de preparação para o parto e parentalidade distribuídas em dois grupos: experimental e controlo. A variável independente foi a visita domiciliária da enfermeira especialista realizada entre o quarto e o oitavo dias do pós-parto. As variáveis dependentes foram o sucesso em aleitamento materno, onde se considerou a sua duração aos três meses de vida da criança, a gestão de intercorrências mamárias e a satisfação com o aleitamento materno; e a saúde mental da mulher, onde se considerou a ansiedade estado. A colheita de dados ocorreu ao terceiro mês do pós-parto através de questionário, da Maternal Breastfeeding Evaluation Scale de Leff (1994) e do State-Trait Anxiety Inventory de Spielberg, Gorsuch e Lushene (1970). Resultados: A pA pA prevalência de aleitamento materno exclusivo e de aleitamento materno predominante aos três meses de vida da criança foi de 55% e 15%. A gestão de intercorrências mamárias ocorreu, para a maioria das mulheres, com a enfermeira especialista. A satisfação com o aleitamento materno foi elevada. A ansiedade estado das primíparas foi em média de 34,95 ±7,99. Entre os grupos não se registaram diferenças estatisticamente significativas, pelo que não se verificaram efeitos decorrentes da intervenção. Conclusões: o sucesso em aleitamento materno e a gestão da ansiedade são processos complexos, que derivam das dimensões biopsicossociais das mulheres, crianças e familias. A visita domiciliária não teve efeitos, no entanto não se observaram efeitos negativos. A intervenção dos enfermeiros deverá conjugar estas dimensões e desenhar-se ao longo do ciclo gravidico-peurperal. |
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