Publicação
Envelhecimento ativo e suporte social : Um estudo sobre o jardim PAM
| Resumo: | Face ao aumento da esperança média de vida e à diminuição da mortalidade e da natalidade, assiste-se a um aumento da longevidade e ao envelhecimento da população, sendo múltiplos os desafios colocados aos indivíduos e à sociedade (Paúl & Ribeiro, 2012). Assim, têm surgindo nos últimos anos e ao nível mundial, uma série de políticas sociais e de saúde no âmbito do envelhecimento ativo no sentido de solucionar os problemas identificados na estrutura e funcionamento da sociedade. O tema do envelhecimento ativo tem ocupado um dos lugares cimeiros nas agendas mundiais, nomeadamente da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2005) que avança com a definição de Envelhecimento Ativo, como sendo, “o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (OMS, 2005, p.13). O envelhecimento ativo não se restringe à promoção da saúde, na medida em que diz também respeito aos fatores ambientais e pessoais associados ao bem-estar. A sociedade, a comunidade e a família exercem igualmente um enorme impacto na forma como se envelhece (Cabral & Ferreira, 2014), evidenciando-se neste sentido a importância das relações de apoio social (Antonucci, Lansford e Akiyama, 2001). É importante sublinhar que o principal argumento a favor do envelhecimento ativo evidencia a necessidade de assegurar a inclusão social das pessoas que envelhecem e de garantir a sua presença na vida coletiva, assim como em atividades que promovam a coesão e a interação social. Neste sentido, o presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de (1) caracterizar os participantes do Jardim das Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM), em termos sociodemográficos e das vivências associadas a esta participação; (2) avaliar as redes sociais e a satisfação com o suporte social dos participantes no Jardim PAM; e (3) analisar a existência de diferenças nas variáveis em estudo (redes sociais e satisfação com o suporte social) em função de variáveis sociodemográficas. Para esta investigação optou-se por um processo de seleção amostral de carácter não probabilístico, consubstanciando-se a amostra nos participantes da segunda edição do Jardim PAM & Bem-estar (N = 27), sendo 81.5% mulheres, com idades compreendidas entre 54 e 89 anos de idade (M= 70.67; dp= 8.88), com escolaridade reduzida, predominantemente até quatro anos (59.3%), e maioritariamente casados (48.1%). Relativamente à estratégia de recolha de dados, utilizou-se o Protocolo de Investigação Jardim PAM & Bem-estar (Bastos, Faria, Moreira & Melo de Carvalho, 2013) que incluía, para além de outras medidas, a escala de satisfação com o suporte social (Pais-Ribeiro, 1999) e a Escala Breve de Redes Sociais de Lubben (Lubben, 1988; versão portuguesa de Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo, Araújo, Barbosa & Paúl, 2012). Analisada a satisfação com o suporte social em função das características sociodemográficas não se observaram diferenças estatisticamente significativas (p<0.05) em função do género, grupo etário e escolaridade. Relativamente à rede social 89,9% dos participantes não apresentam risco de isolamento social. |
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| Autores principais: | Pinto, Nazaré Carvalho |
| Assunto: | Envelhecimento ativo Suporte social Gerontologia social Active aging Social support Social gerontology |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Face ao aumento da esperança média de vida e à diminuição da mortalidade e da natalidade, assiste-se a um aumento da longevidade e ao envelhecimento da população, sendo múltiplos os desafios colocados aos indivíduos e à sociedade (Paúl & Ribeiro, 2012). Assim, têm surgindo nos últimos anos e ao nível mundial, uma série de políticas sociais e de saúde no âmbito do envelhecimento ativo no sentido de solucionar os problemas identificados na estrutura e funcionamento da sociedade. O tema do envelhecimento ativo tem ocupado um dos lugares cimeiros nas agendas mundiais, nomeadamente da Organização Mundial de Saúde (OMS, 2005) que avança com a definição de Envelhecimento Ativo, como sendo, “o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas” (OMS, 2005, p.13). O envelhecimento ativo não se restringe à promoção da saúde, na medida em que diz também respeito aos fatores ambientais e pessoais associados ao bem-estar. A sociedade, a comunidade e a família exercem igualmente um enorme impacto na forma como se envelhece (Cabral & Ferreira, 2014), evidenciando-se neste sentido a importância das relações de apoio social (Antonucci, Lansford e Akiyama, 2001). É importante sublinhar que o principal argumento a favor do envelhecimento ativo evidencia a necessidade de assegurar a inclusão social das pessoas que envelhecem e de garantir a sua presença na vida coletiva, assim como em atividades que promovam a coesão e a interação social. Neste sentido, o presente estudo foi desenvolvido com o objetivo de (1) caracterizar os participantes do Jardim das Plantas Aromáticas e Medicinais (PAM), em termos sociodemográficos e das vivências associadas a esta participação; (2) avaliar as redes sociais e a satisfação com o suporte social dos participantes no Jardim PAM; e (3) analisar a existência de diferenças nas variáveis em estudo (redes sociais e satisfação com o suporte social) em função de variáveis sociodemográficas. Para esta investigação optou-se por um processo de seleção amostral de carácter não probabilístico, consubstanciando-se a amostra nos participantes da segunda edição do Jardim PAM & Bem-estar (N = 27), sendo 81.5% mulheres, com idades compreendidas entre 54 e 89 anos de idade (M= 70.67; dp= 8.88), com escolaridade reduzida, predominantemente até quatro anos (59.3%), e maioritariamente casados (48.1%). Relativamente à estratégia de recolha de dados, utilizou-se o Protocolo de Investigação Jardim PAM & Bem-estar (Bastos, Faria, Moreira & Melo de Carvalho, 2013) que incluía, para além de outras medidas, a escala de satisfação com o suporte social (Pais-Ribeiro, 1999) e a Escala Breve de Redes Sociais de Lubben (Lubben, 1988; versão portuguesa de Ribeiro, Teixeira, Duarte, Azevedo, Araújo, Barbosa & Paúl, 2012). Analisada a satisfação com o suporte social em função das características sociodemográficas não se observaram diferenças estatisticamente significativas (p<0.05) em função do género, grupo etário e escolaridade. Relativamente à rede social 89,9% dos participantes não apresentam risco de isolamento social. |
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