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Diretiva antecipada de vontade: conhecimentos dos enfermeiros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: Nos dias de hoje a medicina curativa permite-nos adiar a morte mesmo em situações de condição de saúde complexas e irreversíveis. Contudo, a par desta evolução técnica e assistencial, surge a necessidade de compreender até que ponto podemos intervir sem colocar em causa a verdadeira vontade, a dignidade e a autonomia da pessoa doente. Nas situações clínicas em que não existem expectativas de recuperação, a pessoa maior de idade e habilitada psiquicamente pode manifestar a recusa de cuidados de saúde que não trarão qualquer benefício suplementar à sua condição de saúde, com recurso às Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV). A elaboração da DAV permite à pessoa manifestar as suas vontades e fazer uso da sua autonomia e autodeterminação e os profissionais de enfermagem não podem estar à margem de todo o processo de planeamento e conceção das DAV nem negligenciar o seu cumprimento. Objetivos: Analisar os conhecimentos dos enfermeiros sobre a DAV; analisar de que forma a experiência dos enfermeiros com a DAV influência a sua perceção e os seus conhecimentos acerca da mesma; e identificar as principais limitações sentidas pelos enfermeiros na aplicação da DAV na prática de cuidados Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo exploratório. Para a colheita de dados foi utilizado um questionário de autopreenchimento estruturado numa amostra de 56 enfermeiros dos serviços de Cirurgia, Medicina, Ortopedia e Polivalente de uma ULS da região norte, durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2024. Resultados: A maioria da amostra é do sexo feminino, na faixa etária dos 31-40 anos, apenas com licenciatura em enfermagem. Na generalidade, os participantes possuem conhecimento adequado sobre os aspetos legais/gerais e sobre a definição conceptual da DAV, contudo não demonstram conhecimentos adequados acerca da documentação necessária para realização de uma DAV e sobre a sua aplicação. Conclusão: Constatou-se uma falta de conhecimento generalizado sobre a DAV, sendo que penas 41,1% dos enfermeiros demonstra conhecimentos de nível 4 e 5 acerca da DAV. Observou-se também que apenas 26,8% dos enfermeiros demonstra ter uma perceção positiva acerca da DAV. A generalidade dos participantes, cerca de 73,4%, refere a “falta de conhecimentos” como a principal limitação para a aplicação da DAV na prática clínica, pelo que será importante investir no conhecimento e na formação dos enfermeiros no âmbito da DAV.
Autores principais:Pimentel, Ana Paula Gonçalves
Assunto:Enfermeiros Diretivas antecipadas de vontade Testamento vital Nurses Advance healthcare directives Living will
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Introdução: Nos dias de hoje a medicina curativa permite-nos adiar a morte mesmo em situações de condição de saúde complexas e irreversíveis. Contudo, a par desta evolução técnica e assistencial, surge a necessidade de compreender até que ponto podemos intervir sem colocar em causa a verdadeira vontade, a dignidade e a autonomia da pessoa doente. Nas situações clínicas em que não existem expectativas de recuperação, a pessoa maior de idade e habilitada psiquicamente pode manifestar a recusa de cuidados de saúde que não trarão qualquer benefício suplementar à sua condição de saúde, com recurso às Diretivas Antecipadas de Vontade (DAV). A elaboração da DAV permite à pessoa manifestar as suas vontades e fazer uso da sua autonomia e autodeterminação e os profissionais de enfermagem não podem estar à margem de todo o processo de planeamento e conceção das DAV nem negligenciar o seu cumprimento. Objetivos: Analisar os conhecimentos dos enfermeiros sobre a DAV; analisar de que forma a experiência dos enfermeiros com a DAV influência a sua perceção e os seus conhecimentos acerca da mesma; e identificar as principais limitações sentidas pelos enfermeiros na aplicação da DAV na prática de cuidados Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo exploratório. Para a colheita de dados foi utilizado um questionário de autopreenchimento estruturado numa amostra de 56 enfermeiros dos serviços de Cirurgia, Medicina, Ortopedia e Polivalente de uma ULS da região norte, durante os meses de janeiro, fevereiro e março de 2024. Resultados: A maioria da amostra é do sexo feminino, na faixa etária dos 31-40 anos, apenas com licenciatura em enfermagem. Na generalidade, os participantes possuem conhecimento adequado sobre os aspetos legais/gerais e sobre a definição conceptual da DAV, contudo não demonstram conhecimentos adequados acerca da documentação necessária para realização de uma DAV e sobre a sua aplicação. Conclusão: Constatou-se uma falta de conhecimento generalizado sobre a DAV, sendo que penas 41,1% dos enfermeiros demonstra conhecimentos de nível 4 e 5 acerca da DAV. Observou-se também que apenas 26,8% dos enfermeiros demonstra ter uma perceção positiva acerca da DAV. A generalidade dos participantes, cerca de 73,4%, refere a “falta de conhecimentos” como a principal limitação para a aplicação da DAV na prática clínica, pelo que será importante investir no conhecimento e na formação dos enfermeiros no âmbito da DAV.