Publicação
Construção de uma boa morte numa estrutura residencial
| Resumo: | O crescente envelhecimento da população e o desenvolvimento de doenças crónicas, degenerativas e incuráveis nesta fase da vida, confrontam o idoso com a morte. As representações sociais da morte e do final da vida sofreram diversas mudanças, transportando a emergência de novas preocupações voltadas à gestão do morrer. A oferta do aumento do tempo de vida acarreta aos profissionais de saúde e nomeadamente aos cuidadores de uma estrutura residencial um processo de gestão dos limites entre profissionais, idosos e familiares, colocando discussão ética, em torno dos novos significados que passaram a ser atribuídos à morte. Com a finalidade de contribuir não só para a reflexão dos profissionais de saúde em relação aos cuidados prestados em fim de vida, mas também para o desenvolvimento de estratégias de intervenção favoráveis à construção de uma boa morte, colocamos a questão de investigação: “Qual o significado de boa morte na perspetiva do idoso em processo de fim de vida e cuidador formal numa Estrutura Residencial?”. Constitui-se objetivo deste estudo: compreender o significado de boa morte para o Idoso em processo de fim de vida e cuidador formal numa estrutura residencial para idosos, na procura de descobrir quais as melhores atitudes a adotar perante um idoso em processo de fim de vida, com o propósito de proporcionar um final de vida com qualidade, segundo as expetativas destes idosos Estudo de natureza qualitativa, usando como metodologia o estudo de caso, com recurso à entrevista semi-estruturada. No estudo participaram idosos em processo de fim de vida e cuidadores numa estrutura residencial. Os dados foram analisados segundo Bardin (2004). Os resultados obtidos evidenciam unanimidade em relação às opiniões dos idosos e cuidadores. A morte é encarada como um processo natural, mas gerador de sentimentos e emoções negativos. Poder estar acompanhado, ser respeitado, com os pedidos satisfeitos e sem sofrimento seria uma boa morte. Como fatores potenciadores de uma boa morte foram realçados a presença de tranquilidade e a necessidade de uma preparação para a morte. A solidão, o abandono, não poder despedir-se dos seus entes queridos são alguns dos fatores que poderiam inibir a boa morte. Os idosos temem a morte, mas anseiam que lhes proporcionem a morte idealizada, segundo as suas necessidades, perspetivas, desejos e que lhe sejam perdoados os pecados. Os cuidadores preocupam-se em proporcionar o máximo de conforto e tranquilidade no momento final da vida de forma que o idoso morra em paz. Sobressai deste estudo que a boa morte deve ser encarada como um direito do idoso numa estrutura residencial. |
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| Autores principais: | Silva, Carla Manuela Dias |
| Assunto: | Morte Boa morte Idoso em processo de fim de vida Cuidador formal Estrutura residencial Death Good death Elderly in the dying process Caregiver Residential home |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | O crescente envelhecimento da população e o desenvolvimento de doenças crónicas, degenerativas e incuráveis nesta fase da vida, confrontam o idoso com a morte. As representações sociais da morte e do final da vida sofreram diversas mudanças, transportando a emergência de novas preocupações voltadas à gestão do morrer. A oferta do aumento do tempo de vida acarreta aos profissionais de saúde e nomeadamente aos cuidadores de uma estrutura residencial um processo de gestão dos limites entre profissionais, idosos e familiares, colocando discussão ética, em torno dos novos significados que passaram a ser atribuídos à morte. Com a finalidade de contribuir não só para a reflexão dos profissionais de saúde em relação aos cuidados prestados em fim de vida, mas também para o desenvolvimento de estratégias de intervenção favoráveis à construção de uma boa morte, colocamos a questão de investigação: “Qual o significado de boa morte na perspetiva do idoso em processo de fim de vida e cuidador formal numa Estrutura Residencial?”. Constitui-se objetivo deste estudo: compreender o significado de boa morte para o Idoso em processo de fim de vida e cuidador formal numa estrutura residencial para idosos, na procura de descobrir quais as melhores atitudes a adotar perante um idoso em processo de fim de vida, com o propósito de proporcionar um final de vida com qualidade, segundo as expetativas destes idosos Estudo de natureza qualitativa, usando como metodologia o estudo de caso, com recurso à entrevista semi-estruturada. No estudo participaram idosos em processo de fim de vida e cuidadores numa estrutura residencial. Os dados foram analisados segundo Bardin (2004). Os resultados obtidos evidenciam unanimidade em relação às opiniões dos idosos e cuidadores. A morte é encarada como um processo natural, mas gerador de sentimentos e emoções negativos. Poder estar acompanhado, ser respeitado, com os pedidos satisfeitos e sem sofrimento seria uma boa morte. Como fatores potenciadores de uma boa morte foram realçados a presença de tranquilidade e a necessidade de uma preparação para a morte. A solidão, o abandono, não poder despedir-se dos seus entes queridos são alguns dos fatores que poderiam inibir a boa morte. Os idosos temem a morte, mas anseiam que lhes proporcionem a morte idealizada, segundo as suas necessidades, perspetivas, desejos e que lhe sejam perdoados os pecados. Os cuidadores preocupam-se em proporcionar o máximo de conforto e tranquilidade no momento final da vida de forma que o idoso morra em paz. Sobressai deste estudo que a boa morte deve ser encarada como um direito do idoso numa estrutura residencial. |
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