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Determinantes da pneumonia associada à ventilação invasiva numa Unidade de Cuidados Intensivos de um Hospital Central

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Detalhes bibliográficos
Resumo:As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são uma problemática atual dos sistemas de saúde e que a todos afeta. Dependem do local de incidência, da sua prevalência e do contexto onde se inserem. A pneumonia associada à ventilação (PAV) é disso um exemplo num contexto específico como as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Assim sendo, o presente estudo teve como objetivo principal analisar as determinantes da PAV, em doentes internados numa UCI de um Hospital Central do Norte de Portugal. O estudo adotou o método quantitativo, tratando-se de um estudo descritivo-correlacional retrospetivo, subordinado ao período de 2016-2017. A amostra é composta por todos os doentes internados na UCI do hospital em estudo, sendo que a unidade amostral é composta por registos informáticos, perfazendo um total de 705 registos. As idades variaram entre os 16 e 92 anos, com uma média de 61,5±16,2 anos, em que predominaram pessoas do sexo masculino. Entre os 705 registos, constatou-se que 32 pessoas desenvolveram PAV. Os registos foram obtidos através de vários programas (B-ICU Care® da B-Simple® e SClinico®), tendo-se construído uma base de dados única em Excel® e que depois foi transformada para um ficheiro SPSS®. As técnicas de tratamento de dados tiveram em consideração os objetivos, o tipo de estudo e as variáveis quanto à escala de medida, pelo que no tratamento de dados recorreu-se a técnicas de estatística descritiva, à análise bivariada e à regressão logística. Os resultados obtidos permitiram aferir que no diagnóstico de entrada destacaram-se as doenças do aparelho circulatório, lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas, doenças do aparelho respiratório e do aparelho digestivo; que a grande maioria das pessoas não teve tratamento prévio com antibióticos, nem apresentou infeção em outros órgãos, contudo, a infeção mais frequente foi a pneumonia, seguida da infeção abdominal e urinária. Na maioria das pessoas verificou-se o uso de clorohexidina a 0,2% oral e que não houve elevação da cabeceira a 30°/45°. Os resultados do estudo salientaram também o risco do uso da ventilação invasiva; onde a pressão cuff mínima do tubo endotraqueal variou entre 0 e 35 cmH2O e a pressão máxima entre 0 e 363 cmH2O. A avaliação da associação entre as variáveis sociodemográficas e as variáveis clínicas enquanto determinantes da PAV, permitiram concluir que a idade (quando relaxada a 10%), o sexo, o tratamento prévio com antibiótico, a reintubação endotraqueal, o nível de consciência, a pressão de cuff, o tempo de ventilação, o diagnóstico de entrada lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas constituem determinantes da PAV. A prevenção da PAV adquire destaque neste trabalho, recomendando-se o uso criterioso de antibióticos, o menor tempo possível de ventilação invasiva, implementação de protocolos de desmame ventilatório e auditorias ao cumprimento da bundle da PAV, estas irão contribuir para melhores cuidados e intervenções de enfermagem mais eficazes e seguras.
Autores principais:Matos, Artur Manuel da Silva
Assunto:Infeções associadas aos cuidados de saúde Pneumonia associada à ventilação Unidades de cuidados intensivos Healthcare associated infections Ventilation associated pneumonia Intensive care units
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são uma problemática atual dos sistemas de saúde e que a todos afeta. Dependem do local de incidência, da sua prevalência e do contexto onde se inserem. A pneumonia associada à ventilação (PAV) é disso um exemplo num contexto específico como as Unidades de Cuidados Intensivos (UCI). Assim sendo, o presente estudo teve como objetivo principal analisar as determinantes da PAV, em doentes internados numa UCI de um Hospital Central do Norte de Portugal. O estudo adotou o método quantitativo, tratando-se de um estudo descritivo-correlacional retrospetivo, subordinado ao período de 2016-2017. A amostra é composta por todos os doentes internados na UCI do hospital em estudo, sendo que a unidade amostral é composta por registos informáticos, perfazendo um total de 705 registos. As idades variaram entre os 16 e 92 anos, com uma média de 61,5±16,2 anos, em que predominaram pessoas do sexo masculino. Entre os 705 registos, constatou-se que 32 pessoas desenvolveram PAV. Os registos foram obtidos através de vários programas (B-ICU Care® da B-Simple® e SClinico®), tendo-se construído uma base de dados única em Excel® e que depois foi transformada para um ficheiro SPSS®. As técnicas de tratamento de dados tiveram em consideração os objetivos, o tipo de estudo e as variáveis quanto à escala de medida, pelo que no tratamento de dados recorreu-se a técnicas de estatística descritiva, à análise bivariada e à regressão logística. Os resultados obtidos permitiram aferir que no diagnóstico de entrada destacaram-se as doenças do aparelho circulatório, lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas, doenças do aparelho respiratório e do aparelho digestivo; que a grande maioria das pessoas não teve tratamento prévio com antibióticos, nem apresentou infeção em outros órgãos, contudo, a infeção mais frequente foi a pneumonia, seguida da infeção abdominal e urinária. Na maioria das pessoas verificou-se o uso de clorohexidina a 0,2% oral e que não houve elevação da cabeceira a 30°/45°. Os resultados do estudo salientaram também o risco do uso da ventilação invasiva; onde a pressão cuff mínima do tubo endotraqueal variou entre 0 e 35 cmH2O e a pressão máxima entre 0 e 363 cmH2O. A avaliação da associação entre as variáveis sociodemográficas e as variáveis clínicas enquanto determinantes da PAV, permitiram concluir que a idade (quando relaxada a 10%), o sexo, o tratamento prévio com antibiótico, a reintubação endotraqueal, o nível de consciência, a pressão de cuff, o tempo de ventilação, o diagnóstico de entrada lesões, envenenamento e algumas outras consequências de causas externas constituem determinantes da PAV. A prevenção da PAV adquire destaque neste trabalho, recomendando-se o uso criterioso de antibióticos, o menor tempo possível de ventilação invasiva, implementação de protocolos de desmame ventilatório e auditorias ao cumprimento da bundle da PAV, estas irão contribuir para melhores cuidados e intervenções de enfermagem mais eficazes e seguras.