Publicação
Associação entre a atividade física e a qualidade do sono em sobreviventes de cancro da mama
| Resumo: | Objetivo: analisar se o perfil de atividade física de sobreviventes de cancro da mama influencia a qualidade de sono. Métodos: 34 sobreviventes de cancro da mama (54,7±8,0 anos e índice de massa corporal de 25,58±4,21) participaram voluntariamente no presente estudo (parecer 29/A/2022 da Comissão Científica do IPVC). Após obtenção da história clínica, a atividade física foi avaliada através do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) – versão curta. Posteriormente, os METs-min/sem foram calculados para atribuir a classificação de: i) inativas (≤600 METs-min/sem) ou de fisicamente ativas (FA; >600 METs-min/sem). A perceção da saúde e de qualidade de vida foram avaliadas através do questionário EORTC QLQ-C30. A qualidade do sono foi determinada através do índice de qualidade de sono de Pittsburgh (IQSP) que considera sete componentes: qualidade subjetiva do sono, latência do sono, duração do sono, eficiência habitual do sono, distúrbios do sono, uso de medicação para dormir e disfunção/sonolência diurna. A análise de diferenças entre os grupos inativo e FA foi realizada (nível de significância, p≤0,05). O tamanho do efeito (TE) foi calculado para determinar a magnitude das diferenças como: trivial (0,6-1,2), grande (>1,2-2,0) e muito grande (>2,0). A correlação entre as variáveis foi determinada através da correlação de Spearman. Resultados: 21 (61,76%) de sobreviventes de cancro da mama encontravam-se na fase pós-tratamentos e 13 (38,23%) na fase de tratamentos de cancro: quimioterapia (4; 11,76%) ou radioterapia (9, 26,47%). Do grupo de estudo, 25 sobreviventes de cancro da mama foram classificadas como FA (1108,89±136,91 METs-min/sem). A qualidade de sono foi classificada como “boa” em 15 (44,12%) sobreviventes. Embora sem significado estatístico na qualidade subjetiva do sono e eficiência do sono (p=0,06), o grupo FA apresentou melhor pontuação nestes dois parâmetros com um TE grande (TE=1,00) comparativamente ao grupo inativo. Não houve diferenças significativas na perceção sobre a saúde e a qualidade de vida (p>0,05) com um TE trivial. Uma correlação inversa foi observada entre o nível de atividade física e a disfunção diurna (p=0,02; r=0,44). Conclusões: os dados preliminares obtidos do presente estudo sugerem que a prática de exercício físico tende a melhorar a qualidade subjetiva do sono. |
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| Autores principais: | Barreiro, Diana Araújo |
| Assunto: | Exercício Doente oncológico PSQI Qualidade do sono Exercise Oncologic patient Sleep disorder |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Objetivo: analisar se o perfil de atividade física de sobreviventes de cancro da mama influencia a qualidade de sono. Métodos: 34 sobreviventes de cancro da mama (54,7±8,0 anos e índice de massa corporal de 25,58±4,21) participaram voluntariamente no presente estudo (parecer 29/A/2022 da Comissão Científica do IPVC). Após obtenção da história clínica, a atividade física foi avaliada através do Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) – versão curta. Posteriormente, os METs-min/sem foram calculados para atribuir a classificação de: i) inativas (≤600 METs-min/sem) ou de fisicamente ativas (FA; >600 METs-min/sem). A perceção da saúde e de qualidade de vida foram avaliadas através do questionário EORTC QLQ-C30. A qualidade do sono foi determinada através do índice de qualidade de sono de Pittsburgh (IQSP) que considera sete componentes: qualidade subjetiva do sono, latência do sono, duração do sono, eficiência habitual do sono, distúrbios do sono, uso de medicação para dormir e disfunção/sonolência diurna. A análise de diferenças entre os grupos inativo e FA foi realizada (nível de significância, p≤0,05). O tamanho do efeito (TE) foi calculado para determinar a magnitude das diferenças como: trivial (0,6-1,2), grande (>1,2-2,0) e muito grande (>2,0). A correlação entre as variáveis foi determinada através da correlação de Spearman. Resultados: 21 (61,76%) de sobreviventes de cancro da mama encontravam-se na fase pós-tratamentos e 13 (38,23%) na fase de tratamentos de cancro: quimioterapia (4; 11,76%) ou radioterapia (9, 26,47%). Do grupo de estudo, 25 sobreviventes de cancro da mama foram classificadas como FA (1108,89±136,91 METs-min/sem). A qualidade de sono foi classificada como “boa” em 15 (44,12%) sobreviventes. Embora sem significado estatístico na qualidade subjetiva do sono e eficiência do sono (p=0,06), o grupo FA apresentou melhor pontuação nestes dois parâmetros com um TE grande (TE=1,00) comparativamente ao grupo inativo. Não houve diferenças significativas na perceção sobre a saúde e a qualidade de vida (p>0,05) com um TE trivial. Uma correlação inversa foi observada entre o nível de atividade física e a disfunção diurna (p=0,02; r=0,44). Conclusões: os dados preliminares obtidos do presente estudo sugerem que a prática de exercício físico tende a melhorar a qualidade subjetiva do sono. |
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