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Um contributo para a didática da História de Portugal no 2º ciclo: da ditadura à democracia

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Resumo:Este relatório final surge na sequência da experiência por mim vivenciada, no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, que decorreu numa escola localizada numa freguesia limítrofe do concelho e, simultaneamente, do distrito de Viana do Castelo. É um relatório direcionado para a disciplina de História e Geografia de Portugal, uma vez que o seu tema se relaciona com a revolução do 25 de abril de 1974, tendo, portanto, sido escolhido o seguinte título: “Um contributo para a Didática da História de Portugal no 2.º ciclo – Da Ditadura à Democracia.” Assim, este relatório teve sempre como objetivo constatar o que a Revolução de abril significa, nos dias de hoje, para os mais jovens, neste caso para os alunos do 6.º ano de escolaridade. A pertinência deste estudo reside no facto de terem passado praticamente quatro décadas (38 anos, quando da aplicação dos inquéritos nas turmas) da “Revolução dos Cravos”, revolução que, para além de instaurar a democracia, libertou Portugal para o exterior e possibilitou um desenvolvimento assinalável, bem como a adesão à União Europeia, em 1986. Quase quatro décadas depois, é importante saber o que pensam e, sobretudo, o que sabem acerca deste acontecimento maior da História do nosso país. Grande parte deste relatório centra-se na análise dos dados pertencentes às distintas áreas (informações acerca da vida familiar, hábitos de estudo dos alunos e conhecimentos históricos) do inquérito apresentado aos alunos. No entanto, são também contempladas neste relatório final a parte didática desta matéria, “O 25 de abril de 1974”, e a análise de dois manuais escolares relativamente à mesma temática. Para que o trabalho ficasse mais completo e rico ao nível didático e histórico, entrevistei um dos símbolos da revolução, o Coronel Otelo Saraiva de Carvalho. Esta entrevista acrescenta um testemunho na primeira pessoa de alguém que, para além de viver bem de perto a revolução, coordenou e comandou muitas das operações que fizeram com que a revolução fosse um sucesso. Convém também lembrar que, na altura de aplicação do inquérito, os alunos de ambas as turmas tinham acabado de ter contacto com os conteúdos programáticos em questão e tinham celebrado há escassos dias as comemorações do 38.º aniversário da Revolução do 25 de abril de 1974.
Autores principais:Cepa, Carlos Miguel Leal
Assunto:25 de abril de 1974 Revolução Democracia Didática 25th of April of 1974 Revolution Democracy Didactics
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Este relatório final surge na sequência da experiência por mim vivenciada, no âmbito da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II, que decorreu numa escola localizada numa freguesia limítrofe do concelho e, simultaneamente, do distrito de Viana do Castelo. É um relatório direcionado para a disciplina de História e Geografia de Portugal, uma vez que o seu tema se relaciona com a revolução do 25 de abril de 1974, tendo, portanto, sido escolhido o seguinte título: “Um contributo para a Didática da História de Portugal no 2.º ciclo – Da Ditadura à Democracia.” Assim, este relatório teve sempre como objetivo constatar o que a Revolução de abril significa, nos dias de hoje, para os mais jovens, neste caso para os alunos do 6.º ano de escolaridade. A pertinência deste estudo reside no facto de terem passado praticamente quatro décadas (38 anos, quando da aplicação dos inquéritos nas turmas) da “Revolução dos Cravos”, revolução que, para além de instaurar a democracia, libertou Portugal para o exterior e possibilitou um desenvolvimento assinalável, bem como a adesão à União Europeia, em 1986. Quase quatro décadas depois, é importante saber o que pensam e, sobretudo, o que sabem acerca deste acontecimento maior da História do nosso país. Grande parte deste relatório centra-se na análise dos dados pertencentes às distintas áreas (informações acerca da vida familiar, hábitos de estudo dos alunos e conhecimentos históricos) do inquérito apresentado aos alunos. No entanto, são também contempladas neste relatório final a parte didática desta matéria, “O 25 de abril de 1974”, e a análise de dois manuais escolares relativamente à mesma temática. Para que o trabalho ficasse mais completo e rico ao nível didático e histórico, entrevistei um dos símbolos da revolução, o Coronel Otelo Saraiva de Carvalho. Esta entrevista acrescenta um testemunho na primeira pessoa de alguém que, para além de viver bem de perto a revolução, coordenou e comandou muitas das operações que fizeram com que a revolução fosse um sucesso. Convém também lembrar que, na altura de aplicação do inquérito, os alunos de ambas as turmas tinham acabado de ter contacto com os conteúdos programáticos em questão e tinham celebrado há escassos dias as comemorações do 38.º aniversário da Revolução do 25 de abril de 1974.