Publicação
Trabalhos para casa no 1º Ciclo do Ensino Básico - Sim ou Não?
| Resumo: | Este relatório constitui o culminar da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II) do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Inclui um estudo de investigação desenvolvido em contexto escolar no âmbito da referida unidade curricular, envolvendo uma turma de 18 alunos do 2º ano do 1º ciclo do Ensino Básico, na faixa etária dos 7-8 anos, bem como os respetivos encarregados de educação. A escolha do tema de investigação teve origem nas opiniões dos alunos em relação aos TPC – Trabalhos Para Casa, manifestadas espontaneamente ao longo da PES II através de verbalizações como “eu não quero trabalhos de casa porque fico sem tempo para brincar” ou “outra vez trabalhos de casa!”. Assim, e dada a falta de consenso em torno da necessidade dos TPC, do seu impacto nas aprendizagens dos alunos e na vida familiar, com destaque para o tempo disponível para brincar, considerou-se pertinente desenvolver um estudo com o objetivo principal de analisar as opiniões dos alunos e dos seus encarregados de educação sobre os TPC. Com base numa abordagem de natureza qualitativa e cariz descritivo, utilizou-se o questionário como método para a recolha de dados, aplicado quer aos alunos, quer aos seus encarregados de educação. Os resultados do estudo revelaram que a maioria dos alunos aceita os TPC, mas estes dados auto-reportados apresentam-se discordantes das observações realizadas na PES II, indicativas de que os alunos veem os TPC com desagrado, pelo que é possível concluir que não terão respondido às questões de acordo com o seu verdadeiro pensamento e sentimento. A maioria dos pais auxilia os seus filhos na realização dos TPC, sobretudo como forma de os acompanharem durante o seu trajeto escolar. Sobressai a necessidade de mais estudos que clarifiquem o papel dos TPC nas aprendizagens dos alunos, contribuindo assim para melhorar as práticas educativas por parte dos professores. |
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| Autores principais: | Fernandes, Ana Raquel Carmo |
| Assunto: | Trabalhos para casa 1º Ciclo do ensino básico Alunos Encarregados de educação Homework Primary school education Children Parents |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Este relatório constitui o culminar da unidade curricular de Prática de Ensino Supervisionada II (PES II) do Mestrado em Educação Pré-Escolar e Ensino do 1º Ciclo do Ensino Básico, da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Viana do Castelo. Inclui um estudo de investigação desenvolvido em contexto escolar no âmbito da referida unidade curricular, envolvendo uma turma de 18 alunos do 2º ano do 1º ciclo do Ensino Básico, na faixa etária dos 7-8 anos, bem como os respetivos encarregados de educação. A escolha do tema de investigação teve origem nas opiniões dos alunos em relação aos TPC – Trabalhos Para Casa, manifestadas espontaneamente ao longo da PES II através de verbalizações como “eu não quero trabalhos de casa porque fico sem tempo para brincar” ou “outra vez trabalhos de casa!”. Assim, e dada a falta de consenso em torno da necessidade dos TPC, do seu impacto nas aprendizagens dos alunos e na vida familiar, com destaque para o tempo disponível para brincar, considerou-se pertinente desenvolver um estudo com o objetivo principal de analisar as opiniões dos alunos e dos seus encarregados de educação sobre os TPC. Com base numa abordagem de natureza qualitativa e cariz descritivo, utilizou-se o questionário como método para a recolha de dados, aplicado quer aos alunos, quer aos seus encarregados de educação. Os resultados do estudo revelaram que a maioria dos alunos aceita os TPC, mas estes dados auto-reportados apresentam-se discordantes das observações realizadas na PES II, indicativas de que os alunos veem os TPC com desagrado, pelo que é possível concluir que não terão respondido às questões de acordo com o seu verdadeiro pensamento e sentimento. A maioria dos pais auxilia os seus filhos na realização dos TPC, sobretudo como forma de os acompanharem durante o seu trajeto escolar. Sobressai a necessidade de mais estudos que clarifiquem o papel dos TPC nas aprendizagens dos alunos, contribuindo assim para melhorar as práticas educativas por parte dos professores. |
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