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Lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos enfermeiros: explorando a dor oculta: um olhar mais atento sobre lesões musculoesqueléticas entre os enfermeiros

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: As lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho são atualmente um problema de saúde de elevada prevalência na classe de enfermagem, de origem multifatorial e sensível à atuação do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação. A prevenção destas patologias deve ser prioritária e visa, por um lado, a promoção da qualidade de vida da pessoa com risco elevado para as mesmas e, por outro, a redução do gasto económico relacionado com o seu tratamento. Finalidade e objetivos: Este estudo visou caraterizar os enfermeiros, quanto à sintomatologia musculoesquelética relacionada com o trabalho. O objetivo geral do estudo foi descrever a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos enfermeiros do serviço de especialidades cirúrgicas de um hospital do Norte do país e explorar a sua associação com fatores sociodemográficos e contexto laboral. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e correlacional. A amostra foi obtida por conveniência, não probabilística. As variáveis de investigação são a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho e a caraterização sociodemográfica e laboral. Foi aplicado um questionário com duas partes: a parte um corresponde à caraterização sociodemográfica e laboral e a parte dois corresponde ao Questionário Nórdico Musculoesquelético. Os dados foram tratados em formato de base de dados e apresentados em tabelas, com auxílio do software IBM SPSS® Statistics, versão 29.0 para Windows, de acordo com os procedimentos de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados indicam que a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho é alta, com 92,3% dos participantes a relatar um problema musculoesquelético nos últimos 12 meses. As regiões mais afetadas são o pescoço (53,8%), os ombros (61,5%) e a região lombar (69,2%). Foram encontradas relações entre idade e as áreas afetadas, assim como foram observadas associações entre ocorrência de lesões musculoesqueléticas e anos de experiência profissional, tal como ocorrência de dor e caraterísticas laborais, como horas de trabalho semanal e tipo de horário. Conclusões: Este estudo identificou uma alta prevalência de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho. O estudo ressalva a importância de abordagens multifatoriais e sistémicas na prevenção destas lesões. Ficou evidente que é necessário procurar melhorias nas condições de trabalho dos enfermeiros, como fator preventivo de desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho.
Autores principais:Apolinário, Sandra Patrícia Faria
Assunto:Lesões musculoesqueléticas Enfermeiros Enfermagem de reabilitação Musculoskeletal disorders Nurses Rehabilitation nursing
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Introdução: As lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho são atualmente um problema de saúde de elevada prevalência na classe de enfermagem, de origem multifatorial e sensível à atuação do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação. A prevenção destas patologias deve ser prioritária e visa, por um lado, a promoção da qualidade de vida da pessoa com risco elevado para as mesmas e, por outro, a redução do gasto económico relacionado com o seu tratamento. Finalidade e objetivos: Este estudo visou caraterizar os enfermeiros, quanto à sintomatologia musculoesquelética relacionada com o trabalho. O objetivo geral do estudo foi descrever a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho nos enfermeiros do serviço de especialidades cirúrgicas de um hospital do Norte do país e explorar a sua associação com fatores sociodemográficos e contexto laboral. Metodologia: Trata-se de um estudo quantitativo, descritivo e correlacional. A amostra foi obtida por conveniência, não probabilística. As variáveis de investigação são a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho e a caraterização sociodemográfica e laboral. Foi aplicado um questionário com duas partes: a parte um corresponde à caraterização sociodemográfica e laboral e a parte dois corresponde ao Questionário Nórdico Musculoesquelético. Os dados foram tratados em formato de base de dados e apresentados em tabelas, com auxílio do software IBM SPSS® Statistics, versão 29.0 para Windows, de acordo com os procedimentos de estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os resultados indicam que a prevalência das lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho é alta, com 92,3% dos participantes a relatar um problema musculoesquelético nos últimos 12 meses. As regiões mais afetadas são o pescoço (53,8%), os ombros (61,5%) e a região lombar (69,2%). Foram encontradas relações entre idade e as áreas afetadas, assim como foram observadas associações entre ocorrência de lesões musculoesqueléticas e anos de experiência profissional, tal como ocorrência de dor e caraterísticas laborais, como horas de trabalho semanal e tipo de horário. Conclusões: Este estudo identificou uma alta prevalência de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho. O estudo ressalva a importância de abordagens multifatoriais e sistémicas na prevenção destas lesões. Ficou evidente que é necessário procurar melhorias nas condições de trabalho dos enfermeiros, como fator preventivo de desenvolvimento de lesões musculoesqueléticas relacionadas com o trabalho.