Publicação
Salmonella spp. em répteis e anfíbios
| Resumo: | Dentro das zoonoses transmitidas pelos répteis, a salmonelose é a mais relevante. As espécies do género Salmonella devem ser consideradas agentes patogénicos facultativos pertencentes ao microbioma intestinal destes animais. Também os anfíbios cada vez mais estão a ser reconhecidos como portadores desta bactéria. A salmonelose humana é a segunda zoonose mais reportada na União Europeia, com mais de 91 mil casos relatados anualmente. Estimam-se que existam 6 milhões de répteis mantidos como animais de companhia e que representem, conjuntamente com anfíbios, a origem de 6% das infeções humanas por Salmonella spp. Uma vez que a nível nacional os dados sobre Salmonella em répteis e anfíbios são praticamente inexistentes, o objetivo geral deste estudo foi avaliar a prevalência de Salmonella spp. nestes animais, assim como o seu potencial zoonótico, no norte de Portugal. Durante o ano de 2020, foram recolhidas amostras de fezes por esfregaço cloacal de diferentes espécies de répteis de proprietários privados e/ou criadores, uma loja de animais e um jardim zoológico, bem como de Rana perezi de uma ranicultura. A cultura, identificação e o isolamento de Salmonella, foram realizadas de acordo com a ISO 6579-1:2017, e as colónias típicas foram sujeitas a análise de biologia molecular e sequenciação por método de Sanger para identificação da subespécie e serovar de Salmonella. Dos répteis e anfíbios estudados, 50,7% (35/69) e 33,3% (2/6) eram portadores desta bactéria, respetivamente. Foram identificadas quatro das seis subespécies de Salmonella enterica, sendo S. enterica subsp. enterica a subespécie mais frequente, compreendendo 80,6% de amostras positivas. A transmissão de Salmonella spp. a humanos por répteis e anfíbios é um fenómeno bastante provável e que não deve ser subestimado. Por isso, torna-se necessária a sensibilização dos profissionais de saúde humana e veterinária para esta questão numa perspetiva de Uma Só Saúde, assim como a continuidade do trabalho desenvolvido para uma melhor caracterização de Salmonella spp. em répteis e anfíbios. |
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| Autores principais: | Dantas, David Alexandre Lopes Rodrigues |
| Assunto: | Amphibia Epidemiologia Reptilia Uma só saúde Zoonose Epidemiology One health Zoonosis |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Dentro das zoonoses transmitidas pelos répteis, a salmonelose é a mais relevante. As espécies do género Salmonella devem ser consideradas agentes patogénicos facultativos pertencentes ao microbioma intestinal destes animais. Também os anfíbios cada vez mais estão a ser reconhecidos como portadores desta bactéria. A salmonelose humana é a segunda zoonose mais reportada na União Europeia, com mais de 91 mil casos relatados anualmente. Estimam-se que existam 6 milhões de répteis mantidos como animais de companhia e que representem, conjuntamente com anfíbios, a origem de 6% das infeções humanas por Salmonella spp. Uma vez que a nível nacional os dados sobre Salmonella em répteis e anfíbios são praticamente inexistentes, o objetivo geral deste estudo foi avaliar a prevalência de Salmonella spp. nestes animais, assim como o seu potencial zoonótico, no norte de Portugal. Durante o ano de 2020, foram recolhidas amostras de fezes por esfregaço cloacal de diferentes espécies de répteis de proprietários privados e/ou criadores, uma loja de animais e um jardim zoológico, bem como de Rana perezi de uma ranicultura. A cultura, identificação e o isolamento de Salmonella, foram realizadas de acordo com a ISO 6579-1:2017, e as colónias típicas foram sujeitas a análise de biologia molecular e sequenciação por método de Sanger para identificação da subespécie e serovar de Salmonella. Dos répteis e anfíbios estudados, 50,7% (35/69) e 33,3% (2/6) eram portadores desta bactéria, respetivamente. Foram identificadas quatro das seis subespécies de Salmonella enterica, sendo S. enterica subsp. enterica a subespécie mais frequente, compreendendo 80,6% de amostras positivas. A transmissão de Salmonella spp. a humanos por répteis e anfíbios é um fenómeno bastante provável e que não deve ser subestimado. Por isso, torna-se necessária a sensibilização dos profissionais de saúde humana e veterinária para esta questão numa perspetiva de Uma Só Saúde, assim como a continuidade do trabalho desenvolvido para uma melhor caracterização de Salmonella spp. em répteis e anfíbios. |
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