Publicação
Literacia em saúde e o autocuidado e autocontrolo no idoso com diabetes tipo 2
| Resumo: | A diabetes sendo uma doença crónica, torna-se um grave problema de saúde pública a nível mundial, pelo aumento da sua incidência, e também pela sua elevada taxa de morbilidade e mortalidade. Capacitar a pessoa diabética para a gestão do regime terapêutico da doença crónica, é um objetivo da enfermagem. A diabetes tem uma prevalência superior na faixa etária dos 65 ou mais anos, sendo necessário difundir a literacia em saúde para capacitação deste grupo (Sousa, Peixoto e Martins, 2008). O enfermeiro e particularmente o enfermeiro especialista em enfermagem de saúde comunitária, tem grande responsabilidade em fomentar no utente a obtenção de conhecimentos e aptidões para o seu próprio autocuidado. A pertinência deste estudo prende-se com o facto de a diabetes ser uma doença crónica com fortes repercussões na vida da pessoa e tem como objetivo geral analisar os efeitos de um programa de literacia em saúde sobre a capacidade de controlo da diabetes no idoso. Este trabalho de investigação pretende avaliar os conhecimentos dos diabéticos acerca da sua doença e da sua capacidade para as atividades de autocuidado. Optamos por um estudo quasi-experimental de grupo único, com 2 momentos de avaliação, antes e após a intervenção. Recorremos a diferentes instrumentos: Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica, construído para o efeito, Questionário de Conhecimentos sobre Diabetes (DKQ-24), Escala de Atividade de Autocuidado com a Diabetes, e o Questionário de Literacia “Newest Vital Sign” e uma Checklist de Conhecimentos. Estes instrumentos foram aplicados em uma amostra emparelhada (n = 40) de pessoas diabéticas tipo 2, com 65 ou mais anos de idade e autónomas que se deslocaram à consulta de Enfermagem no ACES Cávado III Barcelos/Esposende em três momentos distintos. O perfil sociodemográfico dos inquiridos carateriza-se por ser maioritariamente constituído por pessoas do sexo feminino (52,5%), possuir o ensino básico (60,0%) como habilitações académicas e uma idade média de 72 anos. A situação profissional é predominante reformado(a) (92,5%), utilizando antidiabéticos orais (92,5%) como tipo de tratamento para a sua doença. Na vertente clinica, os inquiridos apresentaram valores médios anos como diabético de 10,1 anos. A hemoglobina glicada média é de 6,9 e IMC 29,6 kg/m2. Os resultados demonstraram a existência de diferenças estatisticamente significativas a nível dos conhecimentos sobre diabetes, sendo de realçar o facto de as mulheres no momento 1 terem 52,1% de respostas corretas, aumentando para 84,3% no momento 2, nos homens verificou-se a mesma tendência, tendo no 1 momento 59,0% de respostas corretas, evoluindo para 84,0% de respostas corretas no momento 2. Relativamente às atividades de autocuidado com a diabetes foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas atividades alimentação, alimentação específica e cuidados com os pés. A nível da literacia em saúde na 1ª avaliação os idosos que constituem a amostra situavam-se a um nível de alta probabilidade de literacia limitada e após a intervenção evoluíram para o nível de possibilidade de literacia limitada. Na Checklist de Conhecimentos em termos globais, as mulheres e os homens apresentam, respetivamente, 91,2% e 94,2% de respostas corretas. |
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| Autores principais: | Castro, Maria Edite Rua |
| Assunto: | Literacia em saúde Autocuidado Diabetes melitus Doença crónica Health literacy Self-care Diabetes mellitus Chronic disease |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A diabetes sendo uma doença crónica, torna-se um grave problema de saúde pública a nível mundial, pelo aumento da sua incidência, e também pela sua elevada taxa de morbilidade e mortalidade. Capacitar a pessoa diabética para a gestão do regime terapêutico da doença crónica, é um objetivo da enfermagem. A diabetes tem uma prevalência superior na faixa etária dos 65 ou mais anos, sendo necessário difundir a literacia em saúde para capacitação deste grupo (Sousa, Peixoto e Martins, 2008). O enfermeiro e particularmente o enfermeiro especialista em enfermagem de saúde comunitária, tem grande responsabilidade em fomentar no utente a obtenção de conhecimentos e aptidões para o seu próprio autocuidado. A pertinência deste estudo prende-se com o facto de a diabetes ser uma doença crónica com fortes repercussões na vida da pessoa e tem como objetivo geral analisar os efeitos de um programa de literacia em saúde sobre a capacidade de controlo da diabetes no idoso. Este trabalho de investigação pretende avaliar os conhecimentos dos diabéticos acerca da sua doença e da sua capacidade para as atividades de autocuidado. Optamos por um estudo quasi-experimental de grupo único, com 2 momentos de avaliação, antes e após a intervenção. Recorremos a diferentes instrumentos: Questionário de Caracterização Sociodemográfica e Clínica, construído para o efeito, Questionário de Conhecimentos sobre Diabetes (DKQ-24), Escala de Atividade de Autocuidado com a Diabetes, e o Questionário de Literacia “Newest Vital Sign” e uma Checklist de Conhecimentos. Estes instrumentos foram aplicados em uma amostra emparelhada (n = 40) de pessoas diabéticas tipo 2, com 65 ou mais anos de idade e autónomas que se deslocaram à consulta de Enfermagem no ACES Cávado III Barcelos/Esposende em três momentos distintos. O perfil sociodemográfico dos inquiridos carateriza-se por ser maioritariamente constituído por pessoas do sexo feminino (52,5%), possuir o ensino básico (60,0%) como habilitações académicas e uma idade média de 72 anos. A situação profissional é predominante reformado(a) (92,5%), utilizando antidiabéticos orais (92,5%) como tipo de tratamento para a sua doença. Na vertente clinica, os inquiridos apresentaram valores médios anos como diabético de 10,1 anos. A hemoglobina glicada média é de 6,9 e IMC 29,6 kg/m2. Os resultados demonstraram a existência de diferenças estatisticamente significativas a nível dos conhecimentos sobre diabetes, sendo de realçar o facto de as mulheres no momento 1 terem 52,1% de respostas corretas, aumentando para 84,3% no momento 2, nos homens verificou-se a mesma tendência, tendo no 1 momento 59,0% de respostas corretas, evoluindo para 84,0% de respostas corretas no momento 2. Relativamente às atividades de autocuidado com a diabetes foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nas atividades alimentação, alimentação específica e cuidados com os pés. A nível da literacia em saúde na 1ª avaliação os idosos que constituem a amostra situavam-se a um nível de alta probabilidade de literacia limitada e após a intervenção evoluíram para o nível de possibilidade de literacia limitada. Na Checklist de Conhecimentos em termos globais, as mulheres e os homens apresentam, respetivamente, 91,2% e 94,2% de respostas corretas. |
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