Publicação
A visualização e o sentido de número : um estudo no 1º ano de escolaridade
| Resumo: | O presente estudo, integrado na área da Didática da Matemática, tem como principal objetivo compreender a forma como as tarefas de contagem em contextos visuais influenciam o desenvolvimento do sentido de número em alunos do 1º ano de escolaridade. Neste âmbito foram definidas as seguintes questões de investigação: 1. Que estratégias mobilizam os alunos na resolução das tarefas de contagem em contextos visuais? 2. Que dificuldades manifestam os alunos na resolução dessas tarefas? 3. Qual o impacto das tarefas de contagem em contextos visuais no desenvolvimento do sentido de número? Elaborou-se uma proposta pedagógica constituída por 13 tarefas centradas em contextos visuais, e que foram implementadas ao longo de 13 sessões, durante o ano letivo 2011/2012. Em termos metodológicos optou-se por uma metodologia de investigação qualitativa e pelo design de estudo de caso. Realizaram-se assim dois estudos de caso, com alunos do 1º ano de escolaridade, que foram escolhidos criteriosamente. Os métodos de recolha de dados foram a observação, entrevistas, documentos, gravações áudio e vídeo e registos fotográficos. Concluiu-se que os contextos visuais permitiram a emergência de estratégias de contagem diversificadas. Quando estes contextos estavam associados a situações conhecidas, os alunos sentiram-se mais motivados e mobilizaram conhecimentos prévios, abandonando estratégias como a contagem um a um. Contudo, quando as disposições apresentadas não eram suficientemente intuitivas, surgia novamente a contagem um a um por constituir uma estratégia fácil e segura para os alunos. Não só o contexto mas também o trabalho realizado na sala de aula influencia o tipo de estratégias de contagem usadas. Neste sentido, é natural que os alunos que não estejam familiarizados com este tipo de tarefas, privilegiem, pelo menos na fase inicial, o contexto numérico por não sentirem segurança nas estratégias associadas à visualização, gerando situações de incoerência entre o registo e raciocínio utilizado. Torna-se assim essencial promover a argumentação, privilegiando a discussão de ideias em sala de aula. Face à diversidade de estratégias encontradas, salienta-se que o sentido de número é uma capacidade pessoal e que tem a ver com as ideias associadas ao número que foram sendo construídas sucessivamente pelos alunos. |
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| Autores principais: | Pereira, Ana Isabel Coutinho |
| Assunto: | Sentido de número Visualização Estratégias de contagem Aprendizagem Number sense Visualization Counting strategies Learning |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | O presente estudo, integrado na área da Didática da Matemática, tem como principal objetivo compreender a forma como as tarefas de contagem em contextos visuais influenciam o desenvolvimento do sentido de número em alunos do 1º ano de escolaridade. Neste âmbito foram definidas as seguintes questões de investigação: 1. Que estratégias mobilizam os alunos na resolução das tarefas de contagem em contextos visuais? 2. Que dificuldades manifestam os alunos na resolução dessas tarefas? 3. Qual o impacto das tarefas de contagem em contextos visuais no desenvolvimento do sentido de número? Elaborou-se uma proposta pedagógica constituída por 13 tarefas centradas em contextos visuais, e que foram implementadas ao longo de 13 sessões, durante o ano letivo 2011/2012. Em termos metodológicos optou-se por uma metodologia de investigação qualitativa e pelo design de estudo de caso. Realizaram-se assim dois estudos de caso, com alunos do 1º ano de escolaridade, que foram escolhidos criteriosamente. Os métodos de recolha de dados foram a observação, entrevistas, documentos, gravações áudio e vídeo e registos fotográficos. Concluiu-se que os contextos visuais permitiram a emergência de estratégias de contagem diversificadas. Quando estes contextos estavam associados a situações conhecidas, os alunos sentiram-se mais motivados e mobilizaram conhecimentos prévios, abandonando estratégias como a contagem um a um. Contudo, quando as disposições apresentadas não eram suficientemente intuitivas, surgia novamente a contagem um a um por constituir uma estratégia fácil e segura para os alunos. Não só o contexto mas também o trabalho realizado na sala de aula influencia o tipo de estratégias de contagem usadas. Neste sentido, é natural que os alunos que não estejam familiarizados com este tipo de tarefas, privilegiem, pelo menos na fase inicial, o contexto numérico por não sentirem segurança nas estratégias associadas à visualização, gerando situações de incoerência entre o registo e raciocínio utilizado. Torna-se assim essencial promover a argumentação, privilegiando a discussão de ideias em sala de aula. Face à diversidade de estratégias encontradas, salienta-se que o sentido de número é uma capacidade pessoal e que tem a ver com as ideias associadas ao número que foram sendo construídas sucessivamente pelos alunos. |
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