Publicação
Análise e caraterização da competência motora
| Resumo: | Objetivos: caraterização da competência motora (CM) e aptidão física (AF) em bailarinas, bem como a comparação da CM entre bailarinas e voleibolistas. Métodos: Participaram neste estudo 34 sujeitos do sexo feminino. Dois grupos foram criados: GD- bailarinas (n=17, praticantes de várias modalidades), com idades compreendidas entre os 13 e 31 anos (18.00±4.80) que se subdividiram em G1 - bailarinas que praticam até 3 modalidades (n=10) e G2 - bailarinas que praticam 4 ou mais modalidades (n=7); e GV: voleibolistas (n=17), com idades entre os 14 e 24 anos (18.30± 3.24). A análise da CM foi avaliada através da bateria de testes Motor Competence Assessment (MCA) nos testes de estabilização, locomoção e manipulação. A AF foi avaliada através da bateria de testes do programa Fit Escolas. Os dados foram avaliados através de análises descritivas univariadas. Realizaram-se testes de Teste-t (t), qui quadrado (χ2), teste U de MannWhitney (U) e Shapiro-Wilk. Medidas de tamanho de efeito (Cohen´s d/Phi) foram feitas para complementar estas análises. Na fase de comparação entre diferentes modalidades realizaram-se regressões lineares. Resultados: Na comparação entre bailarinas não se verificaram diferenças significativas, já na comparação entre modalidades, na CM as jogadoras destacaram-se nos testes de manipulação, nos saltos laterais e no shuttle run. Já na transposição de plataformas e no salto horizontal não se verificaram diferenças entre os grupos. No que respeita às variáveis de controlo e co-variáveis, a idade e os METs-min/sem não foram significativos em nenhum dos modelos, no entanto, o IMC mostrou-se significativo para o salto horizontal e pontapear (B=-0.063; B=1.178, respetivamente). Conclusões: O presente estudo sugere que o desenvolvimento da CM está intimamente dependente das experiências motoras realizadas, onde as voleibolistas mostraram melhores resultados nos testes de manipulação saltos laterais e shuttle run. Possivelmente por serem menos expressivos nas modalidades e mais complexos na execução, os testes de salto horizontal e transposição de plataformas, não se mostraram diferentes entre os grupos. |
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| Autores principais: | Alves, Daniela Ariana Martinez |
| Assunto: | MCA Competência motora Aptidão física Dança Voleibol Physical exercise Coordinative abilities Conditional abilities Dance Volleyball |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Objetivos: caraterização da competência motora (CM) e aptidão física (AF) em bailarinas, bem como a comparação da CM entre bailarinas e voleibolistas. Métodos: Participaram neste estudo 34 sujeitos do sexo feminino. Dois grupos foram criados: GD- bailarinas (n=17, praticantes de várias modalidades), com idades compreendidas entre os 13 e 31 anos (18.00±4.80) que se subdividiram em G1 - bailarinas que praticam até 3 modalidades (n=10) e G2 - bailarinas que praticam 4 ou mais modalidades (n=7); e GV: voleibolistas (n=17), com idades entre os 14 e 24 anos (18.30± 3.24). A análise da CM foi avaliada através da bateria de testes Motor Competence Assessment (MCA) nos testes de estabilização, locomoção e manipulação. A AF foi avaliada através da bateria de testes do programa Fit Escolas. Os dados foram avaliados através de análises descritivas univariadas. Realizaram-se testes de Teste-t (t), qui quadrado (χ2), teste U de MannWhitney (U) e Shapiro-Wilk. Medidas de tamanho de efeito (Cohen´s d/Phi) foram feitas para complementar estas análises. Na fase de comparação entre diferentes modalidades realizaram-se regressões lineares. Resultados: Na comparação entre bailarinas não se verificaram diferenças significativas, já na comparação entre modalidades, na CM as jogadoras destacaram-se nos testes de manipulação, nos saltos laterais e no shuttle run. Já na transposição de plataformas e no salto horizontal não se verificaram diferenças entre os grupos. No que respeita às variáveis de controlo e co-variáveis, a idade e os METs-min/sem não foram significativos em nenhum dos modelos, no entanto, o IMC mostrou-se significativo para o salto horizontal e pontapear (B=-0.063; B=1.178, respetivamente). Conclusões: O presente estudo sugere que o desenvolvimento da CM está intimamente dependente das experiências motoras realizadas, onde as voleibolistas mostraram melhores resultados nos testes de manipulação saltos laterais e shuttle run. Possivelmente por serem menos expressivos nas modalidades e mais complexos na execução, os testes de salto horizontal e transposição de plataformas, não se mostraram diferentes entre os grupos. |
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