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Avaliação de porta-enxertos parcialmente resistentes no controlo de nemátodes-das-galhas-radiculares em tomateiro

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Resumo:A cultura do tomateiro apresenta uma grande relevância no setor hortícola em Portugal. Contudo, os nemátodes-das-galhas-radiculares (NGR), Meloidogyne spp., são os responsáveis por uma das principais doenças transmitidas pelo solo na produção de tomate em cultura protegida. A enxertia tem sido descrita como uma técnica que contribui para o controlo desta doença, uma vez que alguns porta-enxertos (p.e.) têm demonstrado tolerância aos NGR. Os objetivos deste estudo incluíram a avaliação de quatro p.e. na produtividade e qualidade dos frutos de tomateiro, na reprodução dos NGR (número de galhas e massas de ovos) e nos danos causados nas raízes das plantas, e ainda, a avaliação do efeito na comunidade microbiana do solo causado pela inoculação do fungo Pochonia chlamydosporia utilizado no controlo biológico de NGR.O primeiro ensaio realizou-se numa estufa na Estela, Póvoa de Varzim. Tomateiros da cv. Anairis foram enxertados nos p.e. Embajador, Emperador, Multifort e Silex, tendo-se utilizado plantas não enxertadas e auto-enxertadas como controlo. O segundo ensaio realizou-se na Apúlia, Esposende, onde se plantaram tomateiros da cv. Coração de Boi não enxertado e enxertado no p.e. Embajador, sem e com inoculação do fungo P. chlamydosporia. Recolheram-se amostras de solo mensalmente e analisou-se a comunidade microbiológica através da técnica Biolog®. O potencial benefício da enxertia de aumento da produtividade não ocorreu, mas as plantas enxertadas em qualquer um dos quatro porta-enxertos sofreram significativamente menos danos causados por NGR, tendo o p.e. Embajador permitido uma maior reprodução de NGR. Estes resultados estão de acordo com outros estudos realizados em produção biológica e em condições de uma baixa pressão de NGR no solo. O calibre dos frutos foi melhorado pela enxertia, mas a matéria seca e o ᵒBrix foram superiores nas plantas não enxertadas. No segundo ensaio, as amostras de solo dos tratamentos de plantas enxertadas, sem inoculação de fungo, apresentaram uma menor diversidade e atividade microbiológica, em comparação com os restantes tratamentos. De um modo geral não se se verificou dominância de subgrupos microbianos, mas sim, uma ampla utilização de vários substratos uniformemente. Concluiu-se que a utilização da enxertia será benéfica se a severidade da doença causada por NGR for alta e que os p.e. utilizados apresentaram maior tolerância a esta doença do que as plantas não enxertadas. Plantas enxertadas, sem inoculação de P. chlamydosporia pareceram não fomentar a diversidade e atividade microbiológica do solo, em comparação com os restantes tratamentos e não se observou dominância de subgrupos microbianos, mas sim um aumento da utilização de vários substratos uniformemente
Autores principais:Sá, Carlos Gil Silva
Assunto:Biolog Enxertia Meloidogyne spp. Pochonia chlamydosporia Tomate Graftingtomato. Tomato
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:A cultura do tomateiro apresenta uma grande relevância no setor hortícola em Portugal. Contudo, os nemátodes-das-galhas-radiculares (NGR), Meloidogyne spp., são os responsáveis por uma das principais doenças transmitidas pelo solo na produção de tomate em cultura protegida. A enxertia tem sido descrita como uma técnica que contribui para o controlo desta doença, uma vez que alguns porta-enxertos (p.e.) têm demonstrado tolerância aos NGR. Os objetivos deste estudo incluíram a avaliação de quatro p.e. na produtividade e qualidade dos frutos de tomateiro, na reprodução dos NGR (número de galhas e massas de ovos) e nos danos causados nas raízes das plantas, e ainda, a avaliação do efeito na comunidade microbiana do solo causado pela inoculação do fungo Pochonia chlamydosporia utilizado no controlo biológico de NGR.O primeiro ensaio realizou-se numa estufa na Estela, Póvoa de Varzim. Tomateiros da cv. Anairis foram enxertados nos p.e. Embajador, Emperador, Multifort e Silex, tendo-se utilizado plantas não enxertadas e auto-enxertadas como controlo. O segundo ensaio realizou-se na Apúlia, Esposende, onde se plantaram tomateiros da cv. Coração de Boi não enxertado e enxertado no p.e. Embajador, sem e com inoculação do fungo P. chlamydosporia. Recolheram-se amostras de solo mensalmente e analisou-se a comunidade microbiológica através da técnica Biolog®. O potencial benefício da enxertia de aumento da produtividade não ocorreu, mas as plantas enxertadas em qualquer um dos quatro porta-enxertos sofreram significativamente menos danos causados por NGR, tendo o p.e. Embajador permitido uma maior reprodução de NGR. Estes resultados estão de acordo com outros estudos realizados em produção biológica e em condições de uma baixa pressão de NGR no solo. O calibre dos frutos foi melhorado pela enxertia, mas a matéria seca e o ᵒBrix foram superiores nas plantas não enxertadas. No segundo ensaio, as amostras de solo dos tratamentos de plantas enxertadas, sem inoculação de fungo, apresentaram uma menor diversidade e atividade microbiológica, em comparação com os restantes tratamentos. De um modo geral não se se verificou dominância de subgrupos microbianos, mas sim, uma ampla utilização de vários substratos uniformemente. Concluiu-se que a utilização da enxertia será benéfica se a severidade da doença causada por NGR for alta e que os p.e. utilizados apresentaram maior tolerância a esta doença do que as plantas não enxertadas. Plantas enxertadas, sem inoculação de P. chlamydosporia pareceram não fomentar a diversidade e atividade microbiológica do solo, em comparação com os restantes tratamentos e não se observou dominância de subgrupos microbianos, mas sim um aumento da utilização de vários substratos uniformemente