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O humor em cuidados paliativos

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Resumo:O ser humano diferencia-se dos outros seres vivos pela capacidade que possui de sorrir. Esta característica ajuda-o a enfrentar os problemas que se lhe afiguram no quotidiano da vida, sejam eles de índole pessoal, profissional, familiar ou relacional. Assim o humor, presente desde sempre, emerge como uma necessidade para o crescimento individual, e para o processo de interação/comunicação. Definido como um modo de agir e surgindo em grande parte das interações que o ser humano vai estabelecendo, o humor faz com que as pessoas riam e fiquem bemdispostas. Deste modo, sendo os cuidados paliativos cuidados ativos, prestados a pessoas com doença avançada e progressiva, que ameaça a vida, onde muitas vezes o sofrimento, a dor e a morte estão presentes nesta fase da vida, quisemos conhecer a perspetiva dos elementos de uma equipa de cuidados paliativos sobre o humor no âmbito da prestação de cuidados. Para dar resposta a este desiderato, elaboramos este estudo, sustentado sobretudo num paradigma qualitativo, sendo do tipo descritivo e exploratório, com uma vertente quantitativa por forma a complementar os dados. A estratégia de recolha de dados incidiu sobre a entrevista semiestruturada, um questionário sociodemográfico e a Escala Multidimensional do Sentido de Humor (MSHS). Os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo, com recurso ainda a técnicas de análise estatística. O estudo decorreu numa unidade de internamento de cuidados paliativos, situada no norte do país e incidiu sobre diversos profissionais de saúde que compõe a equipa, tais como médico, enfermeiros, assistente operacional, e assistente social. Os resultados permitiram-nos observar que os profissionais atribuem vários significados ao humor, tais como: fonte de bem-estar e prazer, sorriso, alegria entre outros, todos de índole positiva. De uma maneira global, os profissionais de saúde utilizam o humor em várias situações, quer na interação com os doentes quer com os seus pares ou mesmo no quotidiano não profissional. Paralelamente evocam algumas estratégias mobilizadas para o uso do humor, desde as habilidades comunicacionais, à partilha de experiências com os seus pares. Podemos observar que, de um modo geral, o uso do humor em cuidados paliativos poderá trazer benefícios para os doentes e as suas famílias, para os profissionais e mesmo para e equipa, referindo no entanto algumas condições que podem facilitar ou dificultar o seu uso. Verificamos ainda que os participantes do estudo tem uma atitude pessoal positiva face ao humor, com bons índices de apreciação do mesmo, não fazendo de uma maneira geral, objeção ao seu uso, quer no quotidiano pessoal quer profissional. Estes resultados encaminham-nos para perspetivas futuras, quer a nível da investigação, quer a nível da prática de cuidados no que concerne ao humor em cuidados paliativos.
Autores principais:Fernandes, Cláudia Joana Alves
Assunto:Humor Cuidados paliativos Comunicação Palliative care Communication
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:O ser humano diferencia-se dos outros seres vivos pela capacidade que possui de sorrir. Esta característica ajuda-o a enfrentar os problemas que se lhe afiguram no quotidiano da vida, sejam eles de índole pessoal, profissional, familiar ou relacional. Assim o humor, presente desde sempre, emerge como uma necessidade para o crescimento individual, e para o processo de interação/comunicação. Definido como um modo de agir e surgindo em grande parte das interações que o ser humano vai estabelecendo, o humor faz com que as pessoas riam e fiquem bemdispostas. Deste modo, sendo os cuidados paliativos cuidados ativos, prestados a pessoas com doença avançada e progressiva, que ameaça a vida, onde muitas vezes o sofrimento, a dor e a morte estão presentes nesta fase da vida, quisemos conhecer a perspetiva dos elementos de uma equipa de cuidados paliativos sobre o humor no âmbito da prestação de cuidados. Para dar resposta a este desiderato, elaboramos este estudo, sustentado sobretudo num paradigma qualitativo, sendo do tipo descritivo e exploratório, com uma vertente quantitativa por forma a complementar os dados. A estratégia de recolha de dados incidiu sobre a entrevista semiestruturada, um questionário sociodemográfico e a Escala Multidimensional do Sentido de Humor (MSHS). Os dados foram analisados à luz da análise de conteúdo, com recurso ainda a técnicas de análise estatística. O estudo decorreu numa unidade de internamento de cuidados paliativos, situada no norte do país e incidiu sobre diversos profissionais de saúde que compõe a equipa, tais como médico, enfermeiros, assistente operacional, e assistente social. Os resultados permitiram-nos observar que os profissionais atribuem vários significados ao humor, tais como: fonte de bem-estar e prazer, sorriso, alegria entre outros, todos de índole positiva. De uma maneira global, os profissionais de saúde utilizam o humor em várias situações, quer na interação com os doentes quer com os seus pares ou mesmo no quotidiano não profissional. Paralelamente evocam algumas estratégias mobilizadas para o uso do humor, desde as habilidades comunicacionais, à partilha de experiências com os seus pares. Podemos observar que, de um modo geral, o uso do humor em cuidados paliativos poderá trazer benefícios para os doentes e as suas famílias, para os profissionais e mesmo para e equipa, referindo no entanto algumas condições que podem facilitar ou dificultar o seu uso. Verificamos ainda que os participantes do estudo tem uma atitude pessoal positiva face ao humor, com bons índices de apreciação do mesmo, não fazendo de uma maneira geral, objeção ao seu uso, quer no quotidiano pessoal quer profissional. Estes resultados encaminham-nos para perspetivas futuras, quer a nível da investigação, quer a nível da prática de cuidados no que concerne ao humor em cuidados paliativos.