Publicação
Estudo fenológico e qualitativo de vaccinium corymbosum
| Resumo: | A cultura do mirtilo, Vaccinium corymbosum spp., teve, em Portugal e em particular na Região do Minho, um forte aumento da superfície de produção instalada a partir do ano 2013. Tratando-se de uma cultura recentemente introduzida e sem tradição no nosso país, há necessidade de aprofundar o estudo e a investigação ao nível da produção e da conservação. O presente trabalho teve por objetivo dar continuidade a trabalhos já desenvolvidos nos anos de 2014 e 2015 e, por isso, contribuir para o melhor conhecimento e padronização da evolução fenológica das cultivares de mirtilo, Duke, Drapper, Chandler, Ozarkblue e Legacy. Cumulativamente, pretendeu-se também estudar a conservação e evolução qualitativa do mirtilo, em pós-colheita, das mesmas cultivares. As observações e recolha de dados da evolução fenológica das diferentes cultivares estudadas, decorreu entre 29 de fevereiro e 17 de julho de 2016. Para isto, marcou-se um ramo por planta em 4 plantas por cultivar, recolhendo-se os dados semanalmente, com base na escala de observação fenológica já utilizada nos anos anteriores. Para o estudo do mirtilo em pós-colheita, colheram-se frutos no momento em que se iniciou a colheita na exploração e colocaram-se em conservação em câmara frigorífica a 2ºC, durante 28 dias, tendo-se feito avaliações em laboratório, semanalmente, quanto aos parâmetros de dureza, peso de 100 frutos, % de matéria seca, ºBrix, pH e acidez. Em termos fenológicos, verificou-se que em 2016 houve um atraso generalizado, tendo-se iniciado o abrolhamento na última semana de março, a plena floração, na primeira quinzena de maio, e a maturação, na segunda quinzena de junho. Quanto à evolução dos frutos em pós-colheita, percebeu-se que existiu de forma generalizada ao longo do tempo um aumento do ºBrix e uma diminuição da acidez, contudo, a perda de firmeza foi um fator que influenciou negativamente a qualidade do fruto à medida que o tempo de pós-colheita decorreu. Pode, com este trabalho, concluir-se que a evolução fenológica e a evolução dos frutos em pós-colheita são dependentes de cada cultivar. O atraso na evolução fenológica das cultivares estudadas, em relação aos anos anteriores, poderá dever-se ao somatório tardio das horas de frio, necessárias ao abrolhamento. Porém, a duração de cada fenofase caraterizou cada cultivar. No que respeita à conservação, percebe-se que, com exceção da firmeza, o mirtilo tem capacidade de melhorar as suas características qualitativas em pós - colheita, todavia, o mercado e a logística deve ser trabalhada para que o fruto chegue ao consumidor no menor tempo possível a fim de não comprometer a sua qualidade devido à sua desidratação. |
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| Autores principais: | Araújo, Duarte Alexandre Moreno Martins |
| Assunto: | Mirtilo Fenologia Pós-colheita Conservação Qualidade Phenology Blueberry Post-harvest Conservation Quality |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | A cultura do mirtilo, Vaccinium corymbosum spp., teve, em Portugal e em particular na Região do Minho, um forte aumento da superfície de produção instalada a partir do ano 2013. Tratando-se de uma cultura recentemente introduzida e sem tradição no nosso país, há necessidade de aprofundar o estudo e a investigação ao nível da produção e da conservação. O presente trabalho teve por objetivo dar continuidade a trabalhos já desenvolvidos nos anos de 2014 e 2015 e, por isso, contribuir para o melhor conhecimento e padronização da evolução fenológica das cultivares de mirtilo, Duke, Drapper, Chandler, Ozarkblue e Legacy. Cumulativamente, pretendeu-se também estudar a conservação e evolução qualitativa do mirtilo, em pós-colheita, das mesmas cultivares. As observações e recolha de dados da evolução fenológica das diferentes cultivares estudadas, decorreu entre 29 de fevereiro e 17 de julho de 2016. Para isto, marcou-se um ramo por planta em 4 plantas por cultivar, recolhendo-se os dados semanalmente, com base na escala de observação fenológica já utilizada nos anos anteriores. Para o estudo do mirtilo em pós-colheita, colheram-se frutos no momento em que se iniciou a colheita na exploração e colocaram-se em conservação em câmara frigorífica a 2ºC, durante 28 dias, tendo-se feito avaliações em laboratório, semanalmente, quanto aos parâmetros de dureza, peso de 100 frutos, % de matéria seca, ºBrix, pH e acidez. Em termos fenológicos, verificou-se que em 2016 houve um atraso generalizado, tendo-se iniciado o abrolhamento na última semana de março, a plena floração, na primeira quinzena de maio, e a maturação, na segunda quinzena de junho. Quanto à evolução dos frutos em pós-colheita, percebeu-se que existiu de forma generalizada ao longo do tempo um aumento do ºBrix e uma diminuição da acidez, contudo, a perda de firmeza foi um fator que influenciou negativamente a qualidade do fruto à medida que o tempo de pós-colheita decorreu. Pode, com este trabalho, concluir-se que a evolução fenológica e a evolução dos frutos em pós-colheita são dependentes de cada cultivar. O atraso na evolução fenológica das cultivares estudadas, em relação aos anos anteriores, poderá dever-se ao somatório tardio das horas de frio, necessárias ao abrolhamento. Porém, a duração de cada fenofase caraterizou cada cultivar. No que respeita à conservação, percebe-se que, com exceção da firmeza, o mirtilo tem capacidade de melhorar as suas características qualitativas em pós - colheita, todavia, o mercado e a logística deve ser trabalhada para que o fruto chegue ao consumidor no menor tempo possível a fim de não comprometer a sua qualidade devido à sua desidratação. |
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