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A perspetiva do cuidador do doente crónico face às intervenções dos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários do Alto Minho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Ao longo dos últimos anos, o aumento da esperança média de vida e o desenvolvimento da medicina têm induzido o acréscimo significativo de uma maior prevalência de doenças crónicas, e como tal, ao surgimento de limitações físicas, emocionais e cognitivas, tornando as pessoas progressivamente dependentes de outros. Neste sentido, a família assume um papel fundamental na resposta efetiva às necessidades físicas, psíquicas e sociais da pessoa doente, promovendo a sua qualidade de vida e preservando a sua dignidade numa etapa em que enfrenta a incurabilidade da doença. É de realçar que a escolha de quem será o cuidador principal é difícil, na medida em que envolve a dimensão relacional, afetiva, emocional, psicológica, ética e sociocultural. Efetivamente, o cuidador vai necessitar de apoio/acompanhamento dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, para que possam ter respostas adequadas às necessidades existentes e impostas pela situação de doença crónica. Neste sentido, justifica-se a premência dos cuidados de proximidade no domicílio, assumindo particular relevância os cuidados prestados pela família/ cuidador informal. Assim, tendo em conta estes pressupostos pareceu ser primordial realizar a pesquisa numa comunidade no Alto Minho, tendo-se colocado como questão de investigação Qual a perspetiva do cuidador do doente crónico acerca das intervenções dos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no Alto Minho potenciadoras do seu cuidar, com o objetivo geral: Conhecer a perspetiva do cuidador do doente crónico acerca das intervenções dos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no Alto Minho potenciadoras do seu cuidar, tendo como finalidade contribuir para a promoção da segurança e minimização do sofrimento do cuidador no cuidar do doente crónico e consequentemente contribuir para a redução do internamento hospitalar. Metodologia: Estudo qualitativo, exploratório descritivo; recolha de dados: entrevista semiestruturada. Participantes: cuidadores informais de doentes crónicos de uma unidade de cuidados de saúde primários do Alto Minho. Efetuada análise de conteúdo segundo o referencial de Bardin (2011). O estudo respeitou os princípios ético-morais. Resultados: Os cuidadores participantes do estudo têm idades compreendidas entre os 41 e os 81 anos, maioritariamente do sexo feminino e coabitam com a pessoa a quem prestam cuidados. São várias as dificuldades que experienciam, nomeadamente diminuição do rendimento socioeconómico; desgaste físico e emocional; défice de conhecimentos relativos à execução de cuidados, perda de interação social, diminuição da relação conjugal, falta de tempo para cuidar de si. Como maior necessidade os cuidadores manifestam o apoio financeiro. Percecionam as intervenções dos enfermeiros como potenciadoras do seu cuidar e esperam que estes não os “abandonem” de forma a poderem manter o seu ente querido em casa e a não recorrerem ao internamento. Para cuidar a multidimensionalidade da pessoa com doença crónica e acompanhar o cuidador é fundamental que os enfermeiros se foquem na pessoa doente e cuidador como uma unidade de cuidados.
Autores principais:Cruz, Marisa de Jesus Gomes da
Assunto:Pessoa com doença crónica Cuidadores Enfermeiros Cuidados de saúde primários Person with chronic illness Caregivers Nurses Primary health care
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Ao longo dos últimos anos, o aumento da esperança média de vida e o desenvolvimento da medicina têm induzido o acréscimo significativo de uma maior prevalência de doenças crónicas, e como tal, ao surgimento de limitações físicas, emocionais e cognitivas, tornando as pessoas progressivamente dependentes de outros. Neste sentido, a família assume um papel fundamental na resposta efetiva às necessidades físicas, psíquicas e sociais da pessoa doente, promovendo a sua qualidade de vida e preservando a sua dignidade numa etapa em que enfrenta a incurabilidade da doença. É de realçar que a escolha de quem será o cuidador principal é difícil, na medida em que envolve a dimensão relacional, afetiva, emocional, psicológica, ética e sociocultural. Efetivamente, o cuidador vai necessitar de apoio/acompanhamento dos profissionais de saúde, nomeadamente dos enfermeiros, para que possam ter respostas adequadas às necessidades existentes e impostas pela situação de doença crónica. Neste sentido, justifica-se a premência dos cuidados de proximidade no domicílio, assumindo particular relevância os cuidados prestados pela família/ cuidador informal. Assim, tendo em conta estes pressupostos pareceu ser primordial realizar a pesquisa numa comunidade no Alto Minho, tendo-se colocado como questão de investigação Qual a perspetiva do cuidador do doente crónico acerca das intervenções dos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no Alto Minho potenciadoras do seu cuidar, com o objetivo geral: Conhecer a perspetiva do cuidador do doente crónico acerca das intervenções dos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no Alto Minho potenciadoras do seu cuidar, tendo como finalidade contribuir para a promoção da segurança e minimização do sofrimento do cuidador no cuidar do doente crónico e consequentemente contribuir para a redução do internamento hospitalar. Metodologia: Estudo qualitativo, exploratório descritivo; recolha de dados: entrevista semiestruturada. Participantes: cuidadores informais de doentes crónicos de uma unidade de cuidados de saúde primários do Alto Minho. Efetuada análise de conteúdo segundo o referencial de Bardin (2011). O estudo respeitou os princípios ético-morais. Resultados: Os cuidadores participantes do estudo têm idades compreendidas entre os 41 e os 81 anos, maioritariamente do sexo feminino e coabitam com a pessoa a quem prestam cuidados. São várias as dificuldades que experienciam, nomeadamente diminuição do rendimento socioeconómico; desgaste físico e emocional; défice de conhecimentos relativos à execução de cuidados, perda de interação social, diminuição da relação conjugal, falta de tempo para cuidar de si. Como maior necessidade os cuidadores manifestam o apoio financeiro. Percecionam as intervenções dos enfermeiros como potenciadoras do seu cuidar e esperam que estes não os “abandonem” de forma a poderem manter o seu ente querido em casa e a não recorrerem ao internamento. Para cuidar a multidimensionalidade da pessoa com doença crónica e acompanhar o cuidador é fundamental que os enfermeiros se foquem na pessoa doente e cuidador como uma unidade de cuidados.