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Auto perceção do estado de saúde e capacidade funcional do idoso de Vila Nova de Cerveira

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação surgiu da necessidade da reflexão relativamente à qualidade de vida do idoso. Tal necessidade relaciona-se com o crescimento desta população tanto a nível mundial como em Portugal. Apesar da diversidade de estudos realizados poucos se prendem à correlação da qualidade de vida com a capacidade funcional do idoso. Tal associação poderá ajudar a perceber de que forma a autonomia da pessoa interfere na auto perceção do estado de saúde. É objetivo do presente estudo perceber a existência, ou não, de correlação entre a auto perceção do estado de saúde com a capacidade funcional e a existência de hipertensão arterial, assim como a caracterização da população idosa do Concelho de Vila Nova de Cerveira. Neste sentido, elaborou-se o presente trabalho, através um estudo transversal composto por idosos residentes no referido concelho que participaram voluntariamente. Desagregou-se a amostra por sexo, 14 masculinos e 25 femininos, e presença ou não de hipertensão, 26 hipertensos e 13 não hipertensos. As idades estão compreendidas entre 70 e 93 anos. Assim temos uma amostra de 39 indivíduos (idade = 76.97± 5.11 anos, peso = 70.35± 10.97 Kg, altura = 1.60± 0.07 m, IMC = 27.24± 3.39). Para a obtenção dos resultados utilizou-se o questionário Short From 36 versão 2, teste Handgrip, teste dos seis minutos a andar e efetuou-se a avaliação das medidas antropométricas (peso, altura e IMC) e da tensão arterial. Todos os cálculos foram efetuados no SPSS versão 19.0 com o p < 0.05. Resultados: O resultado do questionário SF-36 v2 mostrou a existência de diferenças significativas entre género em todas as componentes do questionário, assim como também se constatou que a média das mesmas é positiva. Para perceção do estado de saúde, relativamente ao género, as mulheres apresentaram valores inferiores quando comparados com os resultados referentes aos homens (65.54 ± 12.35 e 76.90 ± 12.74, p <0.05), sendo que a média global de 69.62±13.79. No que se refere à componente física as mulheres apresentaram valores inferiores comparativamente com os dos homens (61.45 ± 13.70 e 73.39 ± 15.07, p <0.05) e média de 65.73 ± 15.16. Para o desempenho físico os valores para as mulheres foi de 81.00 ±14.38 e para os homens de 92.86 ± 16.96, p <0.05 com uma média de 85.26 ± 16.19. E finalmente, na componente função física também foram as mulheres que revelaram valores inferiores (66.80 ± 23.54) quando comparados com os dos homens (89.29 ± 19.79, p <0.05) sendo a média de 74.87 ± 24.56. Para o teste do Handgrip o sexo masculino obteve valores significativamente superiores aos do sexo feminino (28.86+/-8.44 Hd Esq., 29.43+/- 8.38 Hd Dir.; 18.00+/-5.10 Hd Esq, 19.04+/- 6.88 Hd Dir.), no entanto relativamente ao teste dos seis minutos a andar (400.43+/-110; 363.38+/-103.07) e IMC (27.63+/-4.32;27.63+/-4.32) não se encontraram diferença significativas entre género para p <0.05. No que se refere à condição de hipertenso/ não hipertenso não se verificaram diferenças significativas quer nas componentes avaliadas através do questionário SF – 36 v2 quer para o teste do Handgrip e teste dos seis minutos a andar. Para o género e a hipertensão verificou-se correlação positiva entre o teste de Handgrip mão direita e: perceção do estado de saúde (r = 0.33, p <0.05), componente física (r = 0.35, p <0.05) e desempenho físico (r = 0.32, p <0.05). Também teste dos seis minutos a andar apresentou correlação com 1) perceção do estado de saúde (r = 0.46, p<0.01), 2) componente física (r = 0.45, p <0.01) e 3) função física (r = 0.56, p <0.01). Contudo, apenas se verificaram no sexo masculino correlações positivas entre o teste dos seis minutos a andar e as diferentes componentes do SF – 36 v2. Sendo que o teste dos 6 minutos apresenta correlações nos homens com a saúde geral (0.72), componente física (0.69), dimensão física (0.59) e função física (0.72); nas mulheres com função física (0.45); nos hipertensos com a saúde geral (0.46), componente física (0.40) e função física (0.50); nos não hipertensos com a saúde geral (0.57), componente física (0.62), dimensão física (0.63) e função física (0.66). Conclusão: A população estudada, de um modo geral, apresentou valores positivos, tanto na avaliação da perceção do estado de saúde como na avaliação da capacidade funcional. No entanto há a realçar os valores referentes aos indivíduos do sexo masculino que apresentaram melhores resultados em comparação com os indivíduos do sexo feminino. A condição hipertensa/ não hipertensa não parece interferir quer na performance quer na auto perceção do seu estado de saúde dos indivíduos.
Autores principais:Pontedeira, Olga Maria Barbosa
Assunto:Idoso Capacidade funcional Perceção do estado de saúde SF -36 v2 Handgrip Teste dos seis minutos a andar Elderly Functional capacity Perception of health status SF -36 v2 Handgrip test The six-minute walk
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Esta dissertação surgiu da necessidade da reflexão relativamente à qualidade de vida do idoso. Tal necessidade relaciona-se com o crescimento desta população tanto a nível mundial como em Portugal. Apesar da diversidade de estudos realizados poucos se prendem à correlação da qualidade de vida com a capacidade funcional do idoso. Tal associação poderá ajudar a perceber de que forma a autonomia da pessoa interfere na auto perceção do estado de saúde. É objetivo do presente estudo perceber a existência, ou não, de correlação entre a auto perceção do estado de saúde com a capacidade funcional e a existência de hipertensão arterial, assim como a caracterização da população idosa do Concelho de Vila Nova de Cerveira. Neste sentido, elaborou-se o presente trabalho, através um estudo transversal composto por idosos residentes no referido concelho que participaram voluntariamente. Desagregou-se a amostra por sexo, 14 masculinos e 25 femininos, e presença ou não de hipertensão, 26 hipertensos e 13 não hipertensos. As idades estão compreendidas entre 70 e 93 anos. Assim temos uma amostra de 39 indivíduos (idade = 76.97± 5.11 anos, peso = 70.35± 10.97 Kg, altura = 1.60± 0.07 m, IMC = 27.24± 3.39). Para a obtenção dos resultados utilizou-se o questionário Short From 36 versão 2, teste Handgrip, teste dos seis minutos a andar e efetuou-se a avaliação das medidas antropométricas (peso, altura e IMC) e da tensão arterial. Todos os cálculos foram efetuados no SPSS versão 19.0 com o p < 0.05. Resultados: O resultado do questionário SF-36 v2 mostrou a existência de diferenças significativas entre género em todas as componentes do questionário, assim como também se constatou que a média das mesmas é positiva. Para perceção do estado de saúde, relativamente ao género, as mulheres apresentaram valores inferiores quando comparados com os resultados referentes aos homens (65.54 ± 12.35 e 76.90 ± 12.74, p <0.05), sendo que a média global de 69.62±13.79. No que se refere à componente física as mulheres apresentaram valores inferiores comparativamente com os dos homens (61.45 ± 13.70 e 73.39 ± 15.07, p <0.05) e média de 65.73 ± 15.16. Para o desempenho físico os valores para as mulheres foi de 81.00 ±14.38 e para os homens de 92.86 ± 16.96, p <0.05 com uma média de 85.26 ± 16.19. E finalmente, na componente função física também foram as mulheres que revelaram valores inferiores (66.80 ± 23.54) quando comparados com os dos homens (89.29 ± 19.79, p <0.05) sendo a média de 74.87 ± 24.56. Para o teste do Handgrip o sexo masculino obteve valores significativamente superiores aos do sexo feminino (28.86+/-8.44 Hd Esq., 29.43+/- 8.38 Hd Dir.; 18.00+/-5.10 Hd Esq, 19.04+/- 6.88 Hd Dir.), no entanto relativamente ao teste dos seis minutos a andar (400.43+/-110; 363.38+/-103.07) e IMC (27.63+/-4.32;27.63+/-4.32) não se encontraram diferença significativas entre género para p <0.05. No que se refere à condição de hipertenso/ não hipertenso não se verificaram diferenças significativas quer nas componentes avaliadas através do questionário SF – 36 v2 quer para o teste do Handgrip e teste dos seis minutos a andar. Para o género e a hipertensão verificou-se correlação positiva entre o teste de Handgrip mão direita e: perceção do estado de saúde (r = 0.33, p <0.05), componente física (r = 0.35, p <0.05) e desempenho físico (r = 0.32, p <0.05). Também teste dos seis minutos a andar apresentou correlação com 1) perceção do estado de saúde (r = 0.46, p<0.01), 2) componente física (r = 0.45, p <0.01) e 3) função física (r = 0.56, p <0.01). Contudo, apenas se verificaram no sexo masculino correlações positivas entre o teste dos seis minutos a andar e as diferentes componentes do SF – 36 v2. Sendo que o teste dos 6 minutos apresenta correlações nos homens com a saúde geral (0.72), componente física (0.69), dimensão física (0.59) e função física (0.72); nas mulheres com função física (0.45); nos hipertensos com a saúde geral (0.46), componente física (0.40) e função física (0.50); nos não hipertensos com a saúde geral (0.57), componente física (0.62), dimensão física (0.63) e função física (0.66). Conclusão: A população estudada, de um modo geral, apresentou valores positivos, tanto na avaliação da perceção do estado de saúde como na avaliação da capacidade funcional. No entanto há a realçar os valores referentes aos indivíduos do sexo masculino que apresentaram melhores resultados em comparação com os indivíduos do sexo feminino. A condição hipertensa/ não hipertensa não parece interferir quer na performance quer na auto perceção do seu estado de saúde dos indivíduos.