Publicação
A gestão da dor numa unidade de cuidados paliativos: intervenção do enfermeiro
| Resumo: | Introdução - Os idosos são considerados os maiores beneficiários de cuidados paliativos. A finalidade destes cuidados é a redução do sofrimento. Sendo a dor o sintoma mais prevalente da pessoa em situação paliativa, considerou-se pertinente estudar a intervenção dos enfermeiros na gestão da dor. Definiu-se como objetivo: Caraterizar a gestão da dor da pessoa em situação paliativa efetuada por enfermeiros de uma unidade de cuidados paliativos. Métodos - Estudo exploratório-descritivo, documental. Recolha de dados: pesquisa documental de 34 processos clínicos de pessoas internadas numa Unidade de Cuidados Paliativos da Região Norte de Portugal. Tratamento de dados: análise de conteúdo e estatística descritiva. Resultados e discussão - Os principais resultados mostram que 68% das pessoas em situação paliativa internadas têm > 60 anos, revelando a prevalência das pessoas idosas com necessidade de cuidados paliativos. Os diagnósticos de enfermagem definidos, resumiu-se a “Dor Oncológica, Sim”. As intervenções prescritas são padronizadas e iguais para todas as pessoas, designadamente: “Monitorizar dor”; “Vigiar a dor”; “Promover conforto”; “Incentivar técnica de posicionamento antiálgico”. A monitorização da dor, executada em todos os turnos e SOS, circunscreveu-se à avaliação da intensidade com escala numérica da dor e só, esporadicamente, avaliadas outras caraterísticas, como a localização e tipo. As intervenções para alívio da dor centram-se em medidas farmacológicas. Os registos de enfermagem, revelam-se escassos face à quantidade/diversidade de intervenções executadas na gestão da dor. Conclusão - Em cuidados paliativos, o enfermeiro assume papel importante na gestão da dor exigindo-se cada vez mais competências específicas e sustentadas numa abordagem humanista. |
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| Autores principais: | Marques, Albertina |
| Outros Autores: | Sá, José |
| Assunto: | Dor Enfermagem Cuidados paliativos |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Viana do Castelo |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório Científico IPVC |
| Resumo: | Introdução - Os idosos são considerados os maiores beneficiários de cuidados paliativos. A finalidade destes cuidados é a redução do sofrimento. Sendo a dor o sintoma mais prevalente da pessoa em situação paliativa, considerou-se pertinente estudar a intervenção dos enfermeiros na gestão da dor. Definiu-se como objetivo: Caraterizar a gestão da dor da pessoa em situação paliativa efetuada por enfermeiros de uma unidade de cuidados paliativos. Métodos - Estudo exploratório-descritivo, documental. Recolha de dados: pesquisa documental de 34 processos clínicos de pessoas internadas numa Unidade de Cuidados Paliativos da Região Norte de Portugal. Tratamento de dados: análise de conteúdo e estatística descritiva. Resultados e discussão - Os principais resultados mostram que 68% das pessoas em situação paliativa internadas têm > 60 anos, revelando a prevalência das pessoas idosas com necessidade de cuidados paliativos. Os diagnósticos de enfermagem definidos, resumiu-se a “Dor Oncológica, Sim”. As intervenções prescritas são padronizadas e iguais para todas as pessoas, designadamente: “Monitorizar dor”; “Vigiar a dor”; “Promover conforto”; “Incentivar técnica de posicionamento antiálgico”. A monitorização da dor, executada em todos os turnos e SOS, circunscreveu-se à avaliação da intensidade com escala numérica da dor e só, esporadicamente, avaliadas outras caraterísticas, como a localização e tipo. As intervenções para alívio da dor centram-se em medidas farmacológicas. Os registos de enfermagem, revelam-se escassos face à quantidade/diversidade de intervenções executadas na gestão da dor. Conclusão - Em cuidados paliativos, o enfermeiro assume papel importante na gestão da dor exigindo-se cada vez mais competências específicas e sustentadas numa abordagem humanista. |
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