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Promoção da Saúde: uma abordagem positiva da saúde

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O termo promoção da saúde encontra-se ligado às primeiras definições de saúde pública. Ferreira (1982) refere que Winslow, em 1923 apresentou uma definição de saúde pública que considera o estudo e a implementação de medidas sanitárias, de medicina preventiva, curativa, de promoção de saúde e de melhoria do nível de vida. A promoção da saúde tem no relatório de Lalonde uma referência, que preconiza a intervenção positiva sobre os determinantes de saúde. Parte do pressuposto que os comportamentos dos indivíduos se constituem como fatores de risco para a saúde, tornando-se necessário intervir sobre aqueles, no entanto são descuradas causas sociais da doença. O enfoque é comportamentalista. Das limitações desta abordagem emerge na década de 80 uma perspetiva socioambiental, que vai desencadear diversidade de dinâmicas e novos enfoques da saúde (Frias Osuna & Palomino Moral, 2000; Carvalho, 2004). A declaração de Alma-Ata (WHO, 1978) constitui-se como um marco ao reconhecer que a saúde é um objetivo social, no qual os governos devem investir. A participação das pessoas é um direito e um dever e os Cuidados Primários de Saúde o meio de acesso generalizado aos cuidados de saúde.
Autores principais:Graça, Luís C. C.
Assunto:Saúde Promoção da Saúde Medicina preventiva Saúde pública
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:O termo promoção da saúde encontra-se ligado às primeiras definições de saúde pública. Ferreira (1982) refere que Winslow, em 1923 apresentou uma definição de saúde pública que considera o estudo e a implementação de medidas sanitárias, de medicina preventiva, curativa, de promoção de saúde e de melhoria do nível de vida. A promoção da saúde tem no relatório de Lalonde uma referência, que preconiza a intervenção positiva sobre os determinantes de saúde. Parte do pressuposto que os comportamentos dos indivíduos se constituem como fatores de risco para a saúde, tornando-se necessário intervir sobre aqueles, no entanto são descuradas causas sociais da doença. O enfoque é comportamentalista. Das limitações desta abordagem emerge na década de 80 uma perspetiva socioambiental, que vai desencadear diversidade de dinâmicas e novos enfoques da saúde (Frias Osuna & Palomino Moral, 2000; Carvalho, 2004). A declaração de Alma-Ata (WHO, 1978) constitui-se como um marco ao reconhecer que a saúde é um objetivo social, no qual os governos devem investir. A participação das pessoas é um direito e um dever e os Cuidados Primários de Saúde o meio de acesso generalizado aos cuidados de saúde.