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O Autocuidado alimentar na pessoa com demência avançada: Intervenções dos enfermeiros no domicílio

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O progresso da medicina, do conhecimento, as melhorias no saneamento básico e da saúde pública, a melhoria socioeconómica e consequentemente, a melhoria dos cuidados de saúde, têm tido repercussões no aumento da expectativa de vida da população. Contudo, surge o aumento das doenças degenerativas, nomeadamente as demências, exigindo dos profissionais de saúde competências científicas, técnicas e humanas, de forma, a reconhecerem as necessidades efetivas da pessoa com demência e aceitarem que esta pessoa com uma doença progressiva e incurável, necessita de cuidados ativos, e globais que se foquem nela enquanto sujeito de cuidados. Neste sentido, os Cuidados Paliativos serão a solução para um tratamento rigoroso dos problemas físicos, psicossociais e espirituais. De facto, responder às exigências múltiplas da pessoa com demência quer no hospital, quer no domicílio, exige aos enfermeiros, nomeadamente dos Cuidados de Saúde Primários, uma atenção especial ao autocuidado alimentar, na medida em que, a forma como lidam com esta dimensão pode interferir na garantia de cuidados humanizados, nomeadamente no âmbito das Demências Avançadas. Assim, colocamos a seguinte questão de investigação: Quais as estratégias de cuidados mobilizados pelos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no domicílio relativamente ao autocuidado alimentar à pessoa com Demência Avançada? Com o objetivo geral de conhecer as estratégias de cuidados mobilizados pelos enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários no domicílio no autocuidado alimentar à pessoa com Demência Avançada, tendo como finalidade a garantia de cuidados cada vez mais humanizados no domicílio, nomeadamente no âmbito das Demências Avançadas. Metodologia: abordagem qualitativa, estudo de caso, utilizando a entrevista semiestruturada dirigida a enfermeiros a desenvolver funções nos Cuidados de Saúde Primários num concelho do Alto Minho, para a recolha de dados. Utilizamos a análise de conteúdo segundo Bardin (2011), como procedimento para a análise dos dados. Os procedimentos ético-moral foram respeitados. Principais Resultados: verificamos que os participantes do estudo enunciam várias caraterísticas que ajudam a “construir” o conceito de Demência Avançada, mencionado alterações inerentes ao processo de declínio das funções cognitivas e físicas. Entendem, na sua maioria, os Cuidados Paliativos como sendo cuidados dirigidos à incurabilidade. A maioria dos inquiridos considera que existe a necessidade de prestar cuidados domiciliários e paliativos à pessoa com Demência Avançada e com alterações na deglutição. Mobilizam diversas estratégias no cuidar, nomeadamente a Educação para a Saúde; favorecimento da alimentação oral; avaliação de necessidades, gestão do regime terapêutico; apoio no processo de luto e favorecimento da autonomia. Salientam, como aspetos potenciadores para a promoção da alimentação oral, a tomada de decisão concertada, como aspeto inibidor o facto de lidar com a subjetividade de cada pessoa, bem como, a falta da aceitação familiar e a sua impreparação. Conclusão: promover uma abordagem global e holística à pessoa com Demência Avançada, nomeadamente no autocuidado alimentar, exige formação em Cuidados Paliativos Equipas Comunitárias com formação especializada. Torna-se premente existir mudanças na forma de cuidar, ou seja, cuidados multidimensionais, e um maior investimento na sensibilização da população para as demências, bem como, uma referenciação mais precoce para os Cuidados Paliativos.
Autores principais:Pereira, Rita Adriana Correia da Costa
Assunto:Pessoa com demência avançada Autocuidado alimentar Cuidados de enfermagem Cuidados de saúde primários Person with advanced dementia Alimentary self-care Nursing cares Primary cares of health
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:O progresso da medicina, do conhecimento, as melhorias no saneamento básico e da saúde pública, a melhoria socioeconómica e consequentemente, a melhoria dos cuidados de saúde, têm tido repercussões no aumento da expectativa de vida da população. Contudo, surge o aumento das doenças degenerativas, nomeadamente as demências, exigindo dos profissionais de saúde competências científicas, técnicas e humanas, de forma, a reconhecerem as necessidades efetivas da pessoa com demência e aceitarem que esta pessoa com uma doença progressiva e incurável, necessita de cuidados ativos, e globais que se foquem nela enquanto sujeito de cuidados. Neste sentido, os Cuidados Paliativos serão a solução para um tratamento rigoroso dos problemas físicos, psicossociais e espirituais. De facto, responder às exigências múltiplas da pessoa com demência quer no hospital, quer no domicílio, exige aos enfermeiros, nomeadamente dos Cuidados de Saúde Primários, uma atenção especial ao autocuidado alimentar, na medida em que, a forma como lidam com esta dimensão pode interferir na garantia de cuidados humanizados, nomeadamente no âmbito das Demências Avançadas. Assim, colocamos a seguinte questão de investigação: Quais as estratégias de cuidados mobilizados pelos enfermeiros dos Cuidados de Saúde Primários no domicílio relativamente ao autocuidado alimentar à pessoa com Demência Avançada? Com o objetivo geral de conhecer as estratégias de cuidados mobilizados pelos enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários no domicílio no autocuidado alimentar à pessoa com Demência Avançada, tendo como finalidade a garantia de cuidados cada vez mais humanizados no domicílio, nomeadamente no âmbito das Demências Avançadas. Metodologia: abordagem qualitativa, estudo de caso, utilizando a entrevista semiestruturada dirigida a enfermeiros a desenvolver funções nos Cuidados de Saúde Primários num concelho do Alto Minho, para a recolha de dados. Utilizamos a análise de conteúdo segundo Bardin (2011), como procedimento para a análise dos dados. Os procedimentos ético-moral foram respeitados. Principais Resultados: verificamos que os participantes do estudo enunciam várias caraterísticas que ajudam a “construir” o conceito de Demência Avançada, mencionado alterações inerentes ao processo de declínio das funções cognitivas e físicas. Entendem, na sua maioria, os Cuidados Paliativos como sendo cuidados dirigidos à incurabilidade. A maioria dos inquiridos considera que existe a necessidade de prestar cuidados domiciliários e paliativos à pessoa com Demência Avançada e com alterações na deglutição. Mobilizam diversas estratégias no cuidar, nomeadamente a Educação para a Saúde; favorecimento da alimentação oral; avaliação de necessidades, gestão do regime terapêutico; apoio no processo de luto e favorecimento da autonomia. Salientam, como aspetos potenciadores para a promoção da alimentação oral, a tomada de decisão concertada, como aspeto inibidor o facto de lidar com a subjetividade de cada pessoa, bem como, a falta da aceitação familiar e a sua impreparação. Conclusão: promover uma abordagem global e holística à pessoa com Demência Avançada, nomeadamente no autocuidado alimentar, exige formação em Cuidados Paliativos Equipas Comunitárias com formação especializada. Torna-se premente existir mudanças na forma de cuidar, ou seja, cuidados multidimensionais, e um maior investimento na sensibilização da população para as demências, bem como, uma referenciação mais precoce para os Cuidados Paliativos.