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Obesidade infantil: contributos para a (Co) Construção de um programa de intervenção com as famílias

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Resumo:Enquadramento: A obesidade infantil é um desafio de saúde pública, influenciado por fatores individuais, familiares, sociais e culturais. Os pais desempenham um papel central na promoção de estilos de vida saudáveis, sendo o enfermeiro de saúde familiar, inserido na perspetiva bioecossistémica, um facilitador estratégico na capacitação parental e na promoção da saúde familiar. Objetivos: Identificar contributos dos pais das crianças com diagnóstico de excesso de peso ou obesidade para criação de programa de intervenção; Analisar o desenvolvimento de competências no âmbito do Estágio de Natureza Profissional com Relatório Final no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na Área da Enfermagem de Saúde Familiar. Metodologia: Estudo exploratório, de paradigma misto, fundamentado nos princípios da abordagem de Pesquisa-ação Participativa em Saúde (PaPS). A recolha de dados combinou questionários sociodemográfico e FANTÁSTICO (Silva et al, 2014) e grupos de discussão participativa. O tratamento e análise de dados foi realizado com recurso ao SPSS e análise de conteúdo. O estudo teve aprovação ética (CEHB:28_2025) e consentimento informado dos participantes. Resultados: Participaram 3 mães de crianças com diagnóstico de excesso de peso ou obesidade. Os grupos participativos constituíram espaços de partilha, reflexão e empoderamento parental, evidenciando barreiras como influência de pares e familiares, contexto escolar e falta de tempo, mas também forças como motivação e envolvimento familiar. Emergiram estratégias práticas, ajustadas ao contexto familiar, que contribuem para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Sugerem-se estratégias potenciadoras da adesão, combinem abordagens online, gamificação intergeracional e intervenção ao nível dos multissistemas. Conclusão: O estudo reforça a relevância de intervenções familiares, co construídas e contextualizadas, destacando o enfermeiro de saúde familiar como agente de mudança e mediador entre o saber científico e a experiência.
Autores principais:Lopes, Bebiana Andreia Freitas
Assunto:Obesidade infantil Excesso de peso Família Enfermagem de saúde familiar Childhood obesity Overweight Family Family health nursing
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Enquadramento: A obesidade infantil é um desafio de saúde pública, influenciado por fatores individuais, familiares, sociais e culturais. Os pais desempenham um papel central na promoção de estilos de vida saudáveis, sendo o enfermeiro de saúde familiar, inserido na perspetiva bioecossistémica, um facilitador estratégico na capacitação parental e na promoção da saúde familiar. Objetivos: Identificar contributos dos pais das crianças com diagnóstico de excesso de peso ou obesidade para criação de programa de intervenção; Analisar o desenvolvimento de competências no âmbito do Estágio de Natureza Profissional com Relatório Final no âmbito do Curso de Mestrado em Enfermagem Comunitária na Área da Enfermagem de Saúde Familiar. Metodologia: Estudo exploratório, de paradigma misto, fundamentado nos princípios da abordagem de Pesquisa-ação Participativa em Saúde (PaPS). A recolha de dados combinou questionários sociodemográfico e FANTÁSTICO (Silva et al, 2014) e grupos de discussão participativa. O tratamento e análise de dados foi realizado com recurso ao SPSS e análise de conteúdo. O estudo teve aprovação ética (CEHB:28_2025) e consentimento informado dos participantes. Resultados: Participaram 3 mães de crianças com diagnóstico de excesso de peso ou obesidade. Os grupos participativos constituíram espaços de partilha, reflexão e empoderamento parental, evidenciando barreiras como influência de pares e familiares, contexto escolar e falta de tempo, mas também forças como motivação e envolvimento familiar. Emergiram estratégias práticas, ajustadas ao contexto familiar, que contribuem para a promoção de hábitos alimentares saudáveis. Sugerem-se estratégias potenciadoras da adesão, combinem abordagens online, gamificação intergeracional e intervenção ao nível dos multissistemas. Conclusão: O estudo reforça a relevância de intervenções familiares, co construídas e contextualizadas, destacando o enfermeiro de saúde familiar como agente de mudança e mediador entre o saber científico e a experiência.