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A presença da família num contexto de serviço de urgência

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Resumo:A família é o conjunto de pessoas ligadas através da consanguinidade, afinidade, relações emocionais ou legais, funcionando como um sistema (Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, 2015), ou pode ser caracterizada com base na afeição, fortes laços emocionais, sentimento de pertença e durabilidade de associação (Wright e Leahey, 2011). A família quando atravessa um processo de doença ativa todos os recursos ao seu alcance para garantir o apoio e dar resposta às necessidades específicas dos seus membros. Deste modo, compreende-se o impacto que a doença de um familiar provoca no funcionamento do seio familiar, da mesma forma que a própria família afeta especificamente o estado de saúde dos seus membros (Martins, 2002). No âmbito dos cuidados de saúde em Portugal, os serviços de urgência continuam a ser a principal porta de entrada do Serviço Nacional de Saúde. A presença de um familiar pode ter significativa importância não só na segurança e bem-estar do doente e família, mas também pode ter reflexos positivos no trabalho dos profissionais. De acordo com a Lei nº 33/2009 “Todo o cidadão admitido num serviço de urgência tem direito a ser acompanhado por uma pessoa por si indicada e deve ser informado desse direito na admissão pelo serviço” (2009, p. 4467). É neste contexto que surge este estudo que tem como principal objetivo conhecer a perspetiva dos enfermeiros e da família relativamente à presença junto do doente num contexto de Serviço de Urgência, de modo a contribuir para uma melhorar a prestação dos cuidados neste âmbito. Para a realização deste estudo optamos por um estudo com uma abordagem qualitativa, de carácter exploratório e descritivo. Relativamente a estratégia de recolha de dados optamos pela entrevista semiestruturada, dirigida a enfermeiros e familiares de um doente de um serviço de urgência de um Hospital da Região Norte. Os dados foram analisados com o recurso à técnica de análise de conteúdo segundo Bardin (2018). De acordo com os resultados obtidos, constatamos que é atribuído um significado positivo, mas também negativo relativamente à presença da família no Serviço de Urgência. Foram evidenciados os benefícios atribuídos à presença da família num serviço de urgência como também os aspetos desfavoráveis, os quais se encruzavam. Emergiram deste estudo, um conjunto de sugestões que nos proporcionam uma visão do que se pode melhorar de modo a favorecer a presença da família em contexto de serviço de urgência.
Autores principais:Matos, Rafaela Amorim
Assunto:Família Serviço de urgência Cuidar no serviço de urgência Family Emergency service Nurses in a hospital service emergency
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:A família é o conjunto de pessoas ligadas através da consanguinidade, afinidade, relações emocionais ou legais, funcionando como um sistema (Classificação Internacional para a Prática de Enfermagem, 2015), ou pode ser caracterizada com base na afeição, fortes laços emocionais, sentimento de pertença e durabilidade de associação (Wright e Leahey, 2011). A família quando atravessa um processo de doença ativa todos os recursos ao seu alcance para garantir o apoio e dar resposta às necessidades específicas dos seus membros. Deste modo, compreende-se o impacto que a doença de um familiar provoca no funcionamento do seio familiar, da mesma forma que a própria família afeta especificamente o estado de saúde dos seus membros (Martins, 2002). No âmbito dos cuidados de saúde em Portugal, os serviços de urgência continuam a ser a principal porta de entrada do Serviço Nacional de Saúde. A presença de um familiar pode ter significativa importância não só na segurança e bem-estar do doente e família, mas também pode ter reflexos positivos no trabalho dos profissionais. De acordo com a Lei nº 33/2009 “Todo o cidadão admitido num serviço de urgência tem direito a ser acompanhado por uma pessoa por si indicada e deve ser informado desse direito na admissão pelo serviço” (2009, p. 4467). É neste contexto que surge este estudo que tem como principal objetivo conhecer a perspetiva dos enfermeiros e da família relativamente à presença junto do doente num contexto de Serviço de Urgência, de modo a contribuir para uma melhorar a prestação dos cuidados neste âmbito. Para a realização deste estudo optamos por um estudo com uma abordagem qualitativa, de carácter exploratório e descritivo. Relativamente a estratégia de recolha de dados optamos pela entrevista semiestruturada, dirigida a enfermeiros e familiares de um doente de um serviço de urgência de um Hospital da Região Norte. Os dados foram analisados com o recurso à técnica de análise de conteúdo segundo Bardin (2018). De acordo com os resultados obtidos, constatamos que é atribuído um significado positivo, mas também negativo relativamente à presença da família no Serviço de Urgência. Foram evidenciados os benefícios atribuídos à presença da família num serviço de urgência como também os aspetos desfavoráveis, os quais se encruzavam. Emergiram deste estudo, um conjunto de sugestões que nos proporcionam uma visão do que se pode melhorar de modo a favorecer a presença da família em contexto de serviço de urgência.