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Educação financeira e a publicidade : Proposta didática para o 2º e 3º ano de escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório foi realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada II (PES II). A prática foi desenvolvida numa escola de 1.º ciclo no distrito de Viana do Castelo, num 2º e 3º ano de escolaridade ao longo de quinze semanas. O projeto de investigação desenvolvido tem como tema central a Educação Financeira, sendo que a proposta didática se focou na influência da publicidade no que diz respeito ao ato de consumo. O estudo envolveu a participação de 12 alunos do 2º e 3º ano e pretendeu desenvolver conhecimentos dos alunos sobre a edução financeira e um olhar crítico no que concerne à publicidade. Para orientar o estudo definiram-se as seguintes questões: 1) Que conhecimentos manifestaram os alunos sobre a Educação Financeira?; 2) Em que aspetos se focaram quando analisaram a publicidade?; 3)Em que se basearam os alunos para tomar decisões?; 4)Que significados atribuíram os alunos aos conceitos trabalhados?. Com a sequência de tarefas implementada e analisada pretendeu-se ajudar os alunos a alcançar os seguintes objetivos: a) Estabelecer a diferença entre “necessitar” e “querer”; b) Distinguir e exemplificar despesas necessárias e despesas supérfluas; c) Compreender a noção de rendimento; d) Compreender a moeda enquanto meio de pagamento; e) Simular pagamentos e efetuar trocos com notas e moedas; f) Reconhecer a importância de notas e moedas para adquirir bens; g) Reconhecer criticamente a compra por impulso; h) Analisar publicidade; i) Tomar decisões fundamentadas. Tendo em conta as questões de orientação e os objetivos definidos optou-se por um estudo desenvolvido no paradigma interpretativo, seguindo a metodologia qualitativa e o método descritivo e interpretativo, com objetivo exploratório. A recolha de dados foi realizada através de observação participante, questionários, meios audiovisuais e documentos dos alunos produzidos durante a realização das tarefas. Para a análise dos dados foram definidas categorias que tiveram por base as questões orientadoras. Após a análise dos resultados constatou-se que o envolvimento da Educação Financeira nas escolas é uma mais-valia para a formação dos futuros cidadãos, na medida em que são dadas as bases para que os alunos possam desenvolver capacidades e confiança para tomar decisões e fazer escolhas refletidas/ conscientes em relação ao seu bem-estar financeiro (OCDE, 2006).
Autores principais:Tomé, Luísa Lopes da Silva
Assunto:Educação financeira Matemática Publicidade Consumo Proposta didática Financial education Mathematics Advertising Consumerism Didactic proposal
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:O presente relatório foi realizado no âmbito da Prática de Ensino Supervisionada II (PES II). A prática foi desenvolvida numa escola de 1.º ciclo no distrito de Viana do Castelo, num 2º e 3º ano de escolaridade ao longo de quinze semanas. O projeto de investigação desenvolvido tem como tema central a Educação Financeira, sendo que a proposta didática se focou na influência da publicidade no que diz respeito ao ato de consumo. O estudo envolveu a participação de 12 alunos do 2º e 3º ano e pretendeu desenvolver conhecimentos dos alunos sobre a edução financeira e um olhar crítico no que concerne à publicidade. Para orientar o estudo definiram-se as seguintes questões: 1) Que conhecimentos manifestaram os alunos sobre a Educação Financeira?; 2) Em que aspetos se focaram quando analisaram a publicidade?; 3)Em que se basearam os alunos para tomar decisões?; 4)Que significados atribuíram os alunos aos conceitos trabalhados?. Com a sequência de tarefas implementada e analisada pretendeu-se ajudar os alunos a alcançar os seguintes objetivos: a) Estabelecer a diferença entre “necessitar” e “querer”; b) Distinguir e exemplificar despesas necessárias e despesas supérfluas; c) Compreender a noção de rendimento; d) Compreender a moeda enquanto meio de pagamento; e) Simular pagamentos e efetuar trocos com notas e moedas; f) Reconhecer a importância de notas e moedas para adquirir bens; g) Reconhecer criticamente a compra por impulso; h) Analisar publicidade; i) Tomar decisões fundamentadas. Tendo em conta as questões de orientação e os objetivos definidos optou-se por um estudo desenvolvido no paradigma interpretativo, seguindo a metodologia qualitativa e o método descritivo e interpretativo, com objetivo exploratório. A recolha de dados foi realizada através de observação participante, questionários, meios audiovisuais e documentos dos alunos produzidos durante a realização das tarefas. Para a análise dos dados foram definidas categorias que tiveram por base as questões orientadoras. Após a análise dos resultados constatou-se que o envolvimento da Educação Financeira nas escolas é uma mais-valia para a formação dos futuros cidadãos, na medida em que são dadas as bases para que os alunos possam desenvolver capacidades e confiança para tomar decisões e fazer escolhas refletidas/ conscientes em relação ao seu bem-estar financeiro (OCDE, 2006).