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Qualidade de vida e solidão em idosos residentes em lar

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Resumo:Nos últimos anos, assiste-se a um aumento do interesse científico e social acerca da população idosa, sobretudo devido ao envelhecimento populacional que se atingiu, e que se espera que atinja num futuro próximo. A investigação nesta área ganha cada vez mais importância, uma vez que, só conhecendo de forma mais aprofundada a população idosa e as suas necessidades, é que poderá ser possível um apoio mais eficaz, no sentido da promoção da saúde e de um envelhecimento ativo. Face ao exposto, é objetivo deste estudo analisar a relação entre aspetos sociodemográficos e variáveis relacionadas com a institucionalização e a Solidão e a Qualidade de Vida em idosos institucionalizados. Para alcançar o objetivo proposto, delineou-se um estudo descritivo-correlacional, visto que se procura encontrar as relações existentes entre as variáveis em estudo, sendo a avaliação destas variáveis feita num único momento. Na vertente avaliativa, este estudo realizar-se-á recorrendo a uma amostra independente constituída por 47 idosos residentes em lar cuja inclusão no estudo obedeceu a dois critérios de inclusão: a) idade igual ou superior a 65 anos; b) sem patologia mental grave e; c)que aceite participar no estudo. A amostra é recolhida em dois lares de idosos do Concelho de Viana do Castelo. Para a recolha de dados elaborou-se um protocolo constituído por: questionário sobre dados sociodemográficos e variáveis relacionadas com a institucionalização; Escala de Qualidade de Vida (OMS) WHOQOL-Bref (Serra et al., 2006) e a Escala da Solidão da UCLA (Neto, 1989). A análise de dados desenvolver-se-á com base em estatística descritiva e comparativa com o suporte do SPSS, de acordo com a tradição no domínio. O grupo de idosos estudados é constituído maioritariamente por mulheres, viúvas ou solteiras, com idades compreendidas entre os 72 e 96 anos, com frequência do ensino básico, reformadas. Podemos concluir que a Solidão e a Qualidade de Vida estão negativa e fortemente correlacionadas. No que diz respeito aos fatores sociodemográficos, apenas nas visitas em lar, frequências de saídas, relações no lar e períodos de saída é que se encontram diferenças significativas entre grupos.
Autores principais:Castro, Mariana Moreira de
Assunto:Envelhecimento Qualidade de vida Solidão Institucionalização Aging Quality of life Loneliness Institutionalization
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:Nos últimos anos, assiste-se a um aumento do interesse científico e social acerca da população idosa, sobretudo devido ao envelhecimento populacional que se atingiu, e que se espera que atinja num futuro próximo. A investigação nesta área ganha cada vez mais importância, uma vez que, só conhecendo de forma mais aprofundada a população idosa e as suas necessidades, é que poderá ser possível um apoio mais eficaz, no sentido da promoção da saúde e de um envelhecimento ativo. Face ao exposto, é objetivo deste estudo analisar a relação entre aspetos sociodemográficos e variáveis relacionadas com a institucionalização e a Solidão e a Qualidade de Vida em idosos institucionalizados. Para alcançar o objetivo proposto, delineou-se um estudo descritivo-correlacional, visto que se procura encontrar as relações existentes entre as variáveis em estudo, sendo a avaliação destas variáveis feita num único momento. Na vertente avaliativa, este estudo realizar-se-á recorrendo a uma amostra independente constituída por 47 idosos residentes em lar cuja inclusão no estudo obedeceu a dois critérios de inclusão: a) idade igual ou superior a 65 anos; b) sem patologia mental grave e; c)que aceite participar no estudo. A amostra é recolhida em dois lares de idosos do Concelho de Viana do Castelo. Para a recolha de dados elaborou-se um protocolo constituído por: questionário sobre dados sociodemográficos e variáveis relacionadas com a institucionalização; Escala de Qualidade de Vida (OMS) WHOQOL-Bref (Serra et al., 2006) e a Escala da Solidão da UCLA (Neto, 1989). A análise de dados desenvolver-se-á com base em estatística descritiva e comparativa com o suporte do SPSS, de acordo com a tradição no domínio. O grupo de idosos estudados é constituído maioritariamente por mulheres, viúvas ou solteiras, com idades compreendidas entre os 72 e 96 anos, com frequência do ensino básico, reformadas. Podemos concluir que a Solidão e a Qualidade de Vida estão negativa e fortemente correlacionadas. No que diz respeito aos fatores sociodemográficos, apenas nas visitas em lar, frequências de saídas, relações no lar e períodos de saída é que se encontram diferenças significativas entre grupos.