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Estimativa do índice de área foliar em povoamento de pinheiro bravo recorrente a inventário florestal, deteção remota e sistemas de informação geográfica

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Resumo:A presente tese pretende avaliar a aplicabilidade da deteção remota, sistemas de informação geográfica e inventário florestal na determinação do índice de área foliar em povoamentos de pinheiro bravo. O estudo decorreu na região do Minho Lima, onde se instalaram 35 parcelas de inventário circulares, com 500m2, para se recolherem as variáveis dendrométricas dos povoamentos e medir o Índice de área foliar (IAF), com ceptómetro. Foram utilizadas imagens do satélite Landsat 7 ETM+ e do satélite Terra/MODIS de forma a explorar as características espectrais registadas por estes sensores (bandas individuais e índices de vegetação), para a determinação indireta do IAF. As coordenadas das parcelas, levantadas por sistema de posicionamento global, juntamente com as imagens de satélite, foram introduzidas num sistema de informação geográfica (SIG), onde se fizeram os processamentos de deteção remota e análise SIG, necessários. Foram ajustados vários modelos de regressão, pelo método dos mínimos quadrados, para estimativa do IAF, tendo como variáveis independentes os parâmetros dendrométricos e as variáveis espectrais extraídas das imagens de satélite. Foram ainda estabelecidas equações para estimativa da área basal (G), do volume comercial (V) e da biomassa total (Bt), tendo como variável independente o IAF. As estatísticas do ajustamento mostraram uma moderada a boa qualidade de ajustamento para a estimação do IAF a partir das variáveis do povoamento: G (R2 aj=0.685, syx=15.7%), V (R2 aj=0.635, syx=15.7%), Bt (R2 aj=0.637, syx=15.7%), utilizadas individualmente, e Acp (área da copa) e N (número de árvores por hectare), combinadas (R2 aj=0.870, syx=9.4%). As equações ajustadas para estimativa de G, V e Bt apresentam uma capacidade preditiva similar, a partir do IAF (R2 aj=0.685, syx=23.5%; R2 aj=0.635, syx=25.9%; e R2 aj=0.637, syx=24.7%; respetivamente). As correlações observadas entre o IAF e a informação espectral extraída das imagens ETM+ foram pouco significativas e nas imagens MODIS não se observou qualquer correlação, pelo que não se estabeleceram equações para determinação do IAF com estas variáveis independentes. A comparação dos modelos desenvolvidas neste trabalho, com equações estabelecidas por outros autores, para estimativa do IAF em povoamentos de pinheiro bravo, confirmaram a boa capacidade preditiva, e o desajustamento em aplicar, nesta região, alguns modelos ajustados para outros locais. Por fim, a estimativas produzidas pelos modelos desenvolvidos foram comparadas com os produtos MOD15A2, que apresentam o mapeamento do Índice de Área Foliar global, a uma resolução de 1km x 1Km, mostrando que estes produtos não têm utilidade para estudos à escala local, com uma paisagem muito estratificada e dispersa em diferentes coberturas do solo, como é o caso da nossa área de estudo.
Autores principais:Queirós, Rogério Jorge Silva de
Assunto:Índice de Área foliar Deteção Remota SIG Pinheiro-bravo Índices de vegetação Região Minho-Lima Leaf area index Remote sensing GIS Maritime pine Vegetation indices Minho-Lima region
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:A presente tese pretende avaliar a aplicabilidade da deteção remota, sistemas de informação geográfica e inventário florestal na determinação do índice de área foliar em povoamentos de pinheiro bravo. O estudo decorreu na região do Minho Lima, onde se instalaram 35 parcelas de inventário circulares, com 500m2, para se recolherem as variáveis dendrométricas dos povoamentos e medir o Índice de área foliar (IAF), com ceptómetro. Foram utilizadas imagens do satélite Landsat 7 ETM+ e do satélite Terra/MODIS de forma a explorar as características espectrais registadas por estes sensores (bandas individuais e índices de vegetação), para a determinação indireta do IAF. As coordenadas das parcelas, levantadas por sistema de posicionamento global, juntamente com as imagens de satélite, foram introduzidas num sistema de informação geográfica (SIG), onde se fizeram os processamentos de deteção remota e análise SIG, necessários. Foram ajustados vários modelos de regressão, pelo método dos mínimos quadrados, para estimativa do IAF, tendo como variáveis independentes os parâmetros dendrométricos e as variáveis espectrais extraídas das imagens de satélite. Foram ainda estabelecidas equações para estimativa da área basal (G), do volume comercial (V) e da biomassa total (Bt), tendo como variável independente o IAF. As estatísticas do ajustamento mostraram uma moderada a boa qualidade de ajustamento para a estimação do IAF a partir das variáveis do povoamento: G (R2 aj=0.685, syx=15.7%), V (R2 aj=0.635, syx=15.7%), Bt (R2 aj=0.637, syx=15.7%), utilizadas individualmente, e Acp (área da copa) e N (número de árvores por hectare), combinadas (R2 aj=0.870, syx=9.4%). As equações ajustadas para estimativa de G, V e Bt apresentam uma capacidade preditiva similar, a partir do IAF (R2 aj=0.685, syx=23.5%; R2 aj=0.635, syx=25.9%; e R2 aj=0.637, syx=24.7%; respetivamente). As correlações observadas entre o IAF e a informação espectral extraída das imagens ETM+ foram pouco significativas e nas imagens MODIS não se observou qualquer correlação, pelo que não se estabeleceram equações para determinação do IAF com estas variáveis independentes. A comparação dos modelos desenvolvidas neste trabalho, com equações estabelecidas por outros autores, para estimativa do IAF em povoamentos de pinheiro bravo, confirmaram a boa capacidade preditiva, e o desajustamento em aplicar, nesta região, alguns modelos ajustados para outros locais. Por fim, a estimativas produzidas pelos modelos desenvolvidos foram comparadas com os produtos MOD15A2, que apresentam o mapeamento do Índice de Área Foliar global, a uma resolução de 1km x 1Km, mostrando que estes produtos não têm utilidade para estudos à escala local, com uma paisagem muito estratificada e dispersa em diferentes coberturas do solo, como é o caso da nossa área de estudo.