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Diretiva antecipada de vontade na pessoa com demência: conhecimentos e práticas dos enfermeiros de cuidados de saúde primários

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Resumo:No âmbito da realização do Estágio de Natureza Profissional (ENP), do mestrado em Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa, que decorreu numa Equipa de Cuidados Paliativos de uma Unidade Local de Saúde (ULS) do Norte do país, emergiu o presente relatório com o desígnio de descrever as atividades realizadas, bem como refletir criticamente sobre os seus contributos para o desenvolvimento e aquisição de competências especializadas na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa (EPSP). O atual aumento da longevidade implica um maior número de população idosa que, por consequência, leva a um aumento das doenças crónicas e progressivas. Aliado a esta realidade, assiste-se a um aumento de pessoas com demência, doença que se caracteriza pela perda da capacidade cognitiva e motora, danificando progressiva e irreversivelmente a sua autonomia e a capacidade de tomar qualquer tipo de decisão. Os enfermeiros, nomeadamente, os especialistas, procuram no seu cuidado, implementar práticas baseadas na evidência, seguras e eficazes centradas nas necessidades das pessoas doentes. A Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) desempenha um papel crucial em pessoas com demência, uma vez que lhes permite tomar decisões, numa fase inicial da doença, relativamente aos cuidados e tratamentos que deseja ou não receber, antes de perder as capacidades de discernimento, devido à progressão da doença. Neste sentido, procuramos desenvolver um estudo onde pretendemos analisar os conhecimentos e práticas dos enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários (CSP) relativamente à aplicação da DAV em pessoas com demência. Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo com enfermeiros de CSP de uma ULS da região norte. A maioria da amostra é do sexo feminino e 50% apresenta, apenas, licenciatura em enfermagem. Como principais resultados destacamos que 53.3% do global da amostra apresentava conhecimentos razoáveis, e apenas 21.9% aplicou a DAV. Grande parte da amostra nunca aplicou a DAV (78.1%), nem aplicou em pessoas com demência (84.4%), devido à falta de conhecimentos e à existência de equipas especializadas na ULS. Desta experiência de formação prática, salientamos o papel fundamental do enfermeiro especialista em EPSP na diferenciação e melhoria contínua dos cuidados à pessoa e família e na promoção da aprendizagem na e da equipa pluridisciplinar. Do ponto de vista individual, destacamos o aprofundamento do saber agir profissional, pelo desenvolvimento de competências especializadas comuns e específicas, na interação com a pessoa em cuidados paliativos, familiares e com todo o ambiente clínico.
Autores principais:Silva, Inês Filipa Costa
Assunto:Enfermagem Cuidados paliativos Cuidados de saúde primários Testamentos quanto à vida Síndrome demencial Nursing Palliative care Primary health care Living wills Dementia syndrome
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Viana do Castelo
Idioma:português
Origem:Repositório Científico IPVC
Descrição
Resumo:No âmbito da realização do Estágio de Natureza Profissional (ENP), do mestrado em Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa, que decorreu numa Equipa de Cuidados Paliativos de uma Unidade Local de Saúde (ULS) do Norte do país, emergiu o presente relatório com o desígnio de descrever as atividades realizadas, bem como refletir criticamente sobre os seus contributos para o desenvolvimento e aquisição de competências especializadas na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Paliativa (EPSP). O atual aumento da longevidade implica um maior número de população idosa que, por consequência, leva a um aumento das doenças crónicas e progressivas. Aliado a esta realidade, assiste-se a um aumento de pessoas com demência, doença que se caracteriza pela perda da capacidade cognitiva e motora, danificando progressiva e irreversivelmente a sua autonomia e a capacidade de tomar qualquer tipo de decisão. Os enfermeiros, nomeadamente, os especialistas, procuram no seu cuidado, implementar práticas baseadas na evidência, seguras e eficazes centradas nas necessidades das pessoas doentes. A Diretiva Antecipada de Vontade (DAV) desempenha um papel crucial em pessoas com demência, uma vez que lhes permite tomar decisões, numa fase inicial da doença, relativamente aos cuidados e tratamentos que deseja ou não receber, antes de perder as capacidades de discernimento, devido à progressão da doença. Neste sentido, procuramos desenvolver um estudo onde pretendemos analisar os conhecimentos e práticas dos enfermeiros de Cuidados de Saúde Primários (CSP) relativamente à aplicação da DAV em pessoas com demência. Trata-se de um estudo quantitativo e descritivo com enfermeiros de CSP de uma ULS da região norte. A maioria da amostra é do sexo feminino e 50% apresenta, apenas, licenciatura em enfermagem. Como principais resultados destacamos que 53.3% do global da amostra apresentava conhecimentos razoáveis, e apenas 21.9% aplicou a DAV. Grande parte da amostra nunca aplicou a DAV (78.1%), nem aplicou em pessoas com demência (84.4%), devido à falta de conhecimentos e à existência de equipas especializadas na ULS. Desta experiência de formação prática, salientamos o papel fundamental do enfermeiro especialista em EPSP na diferenciação e melhoria contínua dos cuidados à pessoa e família e na promoção da aprendizagem na e da equipa pluridisciplinar. Do ponto de vista individual, destacamos o aprofundamento do saber agir profissional, pelo desenvolvimento de competências especializadas comuns e específicas, na interação com a pessoa em cuidados paliativos, familiares e com todo o ambiente clínico.