Publicação
Género e corporificação na sociedade mundial
| Resumo: | O feminismo contestou as ideologias de género conservadoras, realçando a construção social do género, o que suscitou o risco de tratar o género como sendo descorporificado. O género é, efetivamente, integralmente social, mas também é corporificado, dizendo respeito à forma como os corpos reprodutores entram na história da humanidade. A condução do processo de corporificação social é inerentemente política e afetada por mudanças recentes no mundo institucional. Em particular, as relações de género são reformuladas no colonialismo e na globalização pós-colonial, eles próprios processos genderizados. Na reconfiguração do poder, tem vindo a emergir um novo tipo de classe dominante, organizada à escala mundial, e a sua liderança masculinizada é articulada com patriarcados locais na nova economia. O desenfreado poder neoliberal conduz a novos níveis de mercantilização dos corpos e a novos padrões de violência de género. A resistência e a oposição também necessitarão de novas configurações políticas. |
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| Autores principais: | Connell, Raewyn |
| Assunto: | Artigos temáticos |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | Revista Lusófona de Estudos Culturais |
| Resumo: | O feminismo contestou as ideologias de género conservadoras, realçando a construção social do género, o que suscitou o risco de tratar o género como sendo descorporificado. O género é, efetivamente, integralmente social, mas também é corporificado, dizendo respeito à forma como os corpos reprodutores entram na história da humanidade. A condução do processo de corporificação social é inerentemente política e afetada por mudanças recentes no mundo institucional. Em particular, as relações de género são reformuladas no colonialismo e na globalização pós-colonial, eles próprios processos genderizados. Na reconfiguração do poder, tem vindo a emergir um novo tipo de classe dominante, organizada à escala mundial, e a sua liderança masculinizada é articulada com patriarcados locais na nova economia. O desenfreado poder neoliberal conduz a novos níveis de mercantilização dos corpos e a novos padrões de violência de género. A resistência e a oposição também necessitarão de novas configurações políticas. |
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