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AS VIDAS BRACERO E A FALTA DE ÓCIO NO “TEMPO LIVRE”

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O Programa Bracero recrutou mais de 4,5 milhões de trabalhadores mexicanos temporários para trabalharem na indústria agrícola nos EUA entre 1942-1964. Este programa representou uma das maiores afluências de emigrantes mexicanos aos Estados Unidos e um dos maiores esforços bi-nacionais para tornar os corpos trabalhadores pré-modernos em corpos abjetos. Enquanto a maior parte da bolsa Bracero se foca em nação, cidadania, modernidade, fratura da família mexicana e migração, este ensaio fornece um relato sobre como o poder, a legibilidade e o desejo são configurados na falta de ócio na esfera doméstica dos Bracero, através da análise de imagens selecionadas do arquivo documental de 1956, do fotógrafo Leonard Nadel. Argumenta-se que mesmo nos tempos de suposto ócio, os seus papéis de género foram reconfigurados através de variadas formas de trabalho reprodutivo na esfera doméstica homosocial.
Autores principais:Guidotti-Hernández, Nicole
Assunto:Artigos temáticos
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:Revista Lusófona de Estudos Culturais
Descrição
Resumo:O Programa Bracero recrutou mais de 4,5 milhões de trabalhadores mexicanos temporários para trabalharem na indústria agrícola nos EUA entre 1942-1964. Este programa representou uma das maiores afluências de emigrantes mexicanos aos Estados Unidos e um dos maiores esforços bi-nacionais para tornar os corpos trabalhadores pré-modernos em corpos abjetos. Enquanto a maior parte da bolsa Bracero se foca em nação, cidadania, modernidade, fratura da família mexicana e migração, este ensaio fornece um relato sobre como o poder, a legibilidade e o desejo são configurados na falta de ócio na esfera doméstica dos Bracero, através da análise de imagens selecionadas do arquivo documental de 1956, do fotógrafo Leonard Nadel. Argumenta-se que mesmo nos tempos de suposto ócio, os seus papéis de género foram reconfigurados através de variadas formas de trabalho reprodutivo na esfera doméstica homosocial.