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PONTOS PARA UMA DISCUSSÃO OPERACIONAL SOBRE POLÍTICAS CULTURAIS (LOCAIS)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O universo que designamos como políticas culturais mantém a sua centralidade no campo analítico e social, seja ele europeu, nacional ou regional/local. Enquanto propostas de leitura e de intervenção, as políticas culturais são universos de projeto que nos permitem desenhar e concretizar dois parâmetros de uma mesma questão: as práticas de cidadania ativa na relação com as culturas e as artes; e a avaliação sustentada da maior ou menor distância entre os pressupostos de atuação delimitados e as práticas sociais de criação, mediação e receção culturais. Num outro sentido, e em salvaguarda dessa questão central, permitem-nos averiguar até que ponto as práticas culturais e artísticas dos diferentes atores sociais – sejam criadores e políticos, sejam mediadores e recetores – fundamentam um saber viver situado (porque inscrito em territórios físicos e sociais) das culturas e das artes. No contexto de final da primeira década do século XXI, as iniciativas municipais dos últimos 15 anos continuam a suscitar perplexidade quando entendidas como práticas políticas de democratização cultural e artística dos tecidos sociais locais. Nada melhor do que questionar tais modalidades de conceção e intervenção por via de um esforço ainda algo distante: observatórios regionais/locais de avaliação e intervenção.
Autores principais:Azevedo, Natália
Assunto:Artigos temáticos
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade da Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:Revista Lusófona de Estudos Culturais
Descrição
Resumo:O universo que designamos como políticas culturais mantém a sua centralidade no campo analítico e social, seja ele europeu, nacional ou regional/local. Enquanto propostas de leitura e de intervenção, as políticas culturais são universos de projeto que nos permitem desenhar e concretizar dois parâmetros de uma mesma questão: as práticas de cidadania ativa na relação com as culturas e as artes; e a avaliação sustentada da maior ou menor distância entre os pressupostos de atuação delimitados e as práticas sociais de criação, mediação e receção culturais. Num outro sentido, e em salvaguarda dessa questão central, permitem-nos averiguar até que ponto as práticas culturais e artísticas dos diferentes atores sociais – sejam criadores e políticos, sejam mediadores e recetores – fundamentam um saber viver situado (porque inscrito em territórios físicos e sociais) das culturas e das artes. No contexto de final da primeira década do século XXI, as iniciativas municipais dos últimos 15 anos continuam a suscitar perplexidade quando entendidas como práticas políticas de democratização cultural e artística dos tecidos sociais locais. Nada melhor do que questionar tais modalidades de conceção e intervenção por via de um esforço ainda algo distante: observatórios regionais/locais de avaliação e intervenção.