Publicação
Alteração hidrotermal ácido-sulfato associada aos jazigos de sulfuretos maciços de Lagoa Salgada, Caveira, Lousal, Aljustrel e São Domingos (Faixa Piritosa Ibérica)
| Resumo: | RESUMO: A Faixa Piritosa Ibérica é caracterizada por dezenas de jazigos de sulfuretos maciços formados no Famenniano e Tournaisiano em ambiente marinho pela circulação de fluidos hidrotermais através das rochas vulcânicas e sedimentares encaixantes. O seu enquadramento geológico decorre do evento hidrotermal e de processos posteriores como metamorfismo regional, deformação varisca e tardi-varisca e, em alguns casos, exumação, erosão e alteração supergénica. Nos 7 jazigos estudados - Lagoa Salgada, Caveira, Lousal, Algares, São João, São Domingos e Chança, definem-se as seguintes fases de veios de alunite: a) gerados em período sin/tardi-Varisco em deformação dúctil/semi-dúctil e associados a corredores estruturais com cisalhamento - I (paralelos a S1), IIa (oblíquos a S1) e IIb (redes deformadas), sendo a paragénese marcada por alunite/natroalunite ± pirite ± minamiite ± wavellite e acompanhada por argilização precoce (caulinite ± greenalite), apresentando estes veios estrutura em pente, dobramento e génese anterior ou coeva da clivagem S2; b) formados em fases tardi-variscas/eoalpinas/alpinas semi-frágéis/frágeis, com textura porcelanosa e matriz homogénea com pseudocubos de alunite - IIb (redes com veios sub-horizontais) e III (em falhas desligamento) e IV (fraturas irregulares). Em contexto supergénico ocorrem a jarosite e natrojarosite. Não existe uma relação direta entre a argilização supergénica e os veios de alunite I, IIa, IIb e III. A alteração ácido-sulfato foi marcada pela circulação de fluidos muito ácidos e oxidantes, de baixa temperatura, por um período de tempo geológico significativo. O modelo metalogenético infere uma evolução contínua. A caracterização dos chapéus de ferro nos jazigos estudados reflete o seu zonamento: topo com texturas terrosas e cavidades por erosão/dissolução/precipitação; zonas basais mais compactas e maciças, que transitam a muro a níveis de enriquecimento supergénico e, inferiormente, a mineralização primária. Identificaram-se também depósitos coluviais e brechas de preenchimento. A cartografia desenvolvida sobre a alteração ácidosulfato, argilização e oxidação constitui um vetor de prospeção mineral indicador das mineralizações de sulfuretos da Faixa Piritosa. |
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| Autores principais: | Matos, João Xavier |
| Assunto: | Alteração ácido-sulfato Oxidação e argilização Sulfuretos maciços polimetálicos Estratigrafia Faixa Piritosa Ibérica Acid-sulphate alteration Oxidation and clay alteration Polimetallic massive sulfides Stratigraphy Iberian Pyrite Belt |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Laboratório Nacional de Energia e Geologia, I.P. |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório do LNEG |
| Resumo: | RESUMO: A Faixa Piritosa Ibérica é caracterizada por dezenas de jazigos de sulfuretos maciços formados no Famenniano e Tournaisiano em ambiente marinho pela circulação de fluidos hidrotermais através das rochas vulcânicas e sedimentares encaixantes. O seu enquadramento geológico decorre do evento hidrotermal e de processos posteriores como metamorfismo regional, deformação varisca e tardi-varisca e, em alguns casos, exumação, erosão e alteração supergénica. Nos 7 jazigos estudados - Lagoa Salgada, Caveira, Lousal, Algares, São João, São Domingos e Chança, definem-se as seguintes fases de veios de alunite: a) gerados em período sin/tardi-Varisco em deformação dúctil/semi-dúctil e associados a corredores estruturais com cisalhamento - I (paralelos a S1), IIa (oblíquos a S1) e IIb (redes deformadas), sendo a paragénese marcada por alunite/natroalunite ± pirite ± minamiite ± wavellite e acompanhada por argilização precoce (caulinite ± greenalite), apresentando estes veios estrutura em pente, dobramento e génese anterior ou coeva da clivagem S2; b) formados em fases tardi-variscas/eoalpinas/alpinas semi-frágéis/frágeis, com textura porcelanosa e matriz homogénea com pseudocubos de alunite - IIb (redes com veios sub-horizontais) e III (em falhas desligamento) e IV (fraturas irregulares). Em contexto supergénico ocorrem a jarosite e natrojarosite. Não existe uma relação direta entre a argilização supergénica e os veios de alunite I, IIa, IIb e III. A alteração ácido-sulfato foi marcada pela circulação de fluidos muito ácidos e oxidantes, de baixa temperatura, por um período de tempo geológico significativo. O modelo metalogenético infere uma evolução contínua. A caracterização dos chapéus de ferro nos jazigos estudados reflete o seu zonamento: topo com texturas terrosas e cavidades por erosão/dissolução/precipitação; zonas basais mais compactas e maciças, que transitam a muro a níveis de enriquecimento supergénico e, inferiormente, a mineralização primária. Identificaram-se também depósitos coluviais e brechas de preenchimento. A cartografia desenvolvida sobre a alteração ácidosulfato, argilização e oxidação constitui um vetor de prospeção mineral indicador das mineralizações de sulfuretos da Faixa Piritosa. |
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