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Viagem à Itália: por entre as ruínas, para além das ruínas

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O objeto de estudo deste trabalho é a ruína – a ruína arquitetônica, a ruína do cinema, e a ruína do tempo. Especificamente, esta dissertação procura compreender e refletir sobre a ruína de um lugar como Nápoles, cujo passado não é mera coisa morta mas coexiste com o presente num todo vivo. Assim, sentindo o impulso que, historicamente, tem atraído viajantes artísticos, literários e cinematográficos a esta terra, embarcaremos em um grand tour pela ruinosa Nápoles de Roberto Rossellini no seu filme Viaggio in Italia (1954). O “viajar” impulsiona a narrativa deste filme e, por isso, também será o catalisador por trás deste trabalho, atuando ao mesmo tempo como ferramenta e objeto de estudo. A dissertação divide-se em dois volumes: No primeiro, com o cinema, iremos percorrer o terreno ruinoso de Nápoles e preencher os seus vazios esculpidos pelo tempo e pela destruição para encontrar, sob os escombros, aquilo que não pode ser destruído. No segundo volume, iremos expandir esta “viagem cinematográfica” para além dos limites da tela através de uma outra jornada, silenciosa e íntima: a minha viagem à Itália.
Autores principais:Braga, Bruna Costa
Assunto:Cinema Corpo Movimento Nápoles Paisagem Ruínas Viagem Body Landscape Movement Naples Ruins Travel
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O objeto de estudo deste trabalho é a ruína – a ruína arquitetônica, a ruína do cinema, e a ruína do tempo. Especificamente, esta dissertação procura compreender e refletir sobre a ruína de um lugar como Nápoles, cujo passado não é mera coisa morta mas coexiste com o presente num todo vivo. Assim, sentindo o impulso que, historicamente, tem atraído viajantes artísticos, literários e cinematográficos a esta terra, embarcaremos em um grand tour pela ruinosa Nápoles de Roberto Rossellini no seu filme Viaggio in Italia (1954). O “viajar” impulsiona a narrativa deste filme e, por isso, também será o catalisador por trás deste trabalho, atuando ao mesmo tempo como ferramenta e objeto de estudo. A dissertação divide-se em dois volumes: No primeiro, com o cinema, iremos percorrer o terreno ruinoso de Nápoles e preencher os seus vazios esculpidos pelo tempo e pela destruição para encontrar, sob os escombros, aquilo que não pode ser destruído. No segundo volume, iremos expandir esta “viagem cinematográfica” para além dos limites da tela através de uma outra jornada, silenciosa e íntima: a minha viagem à Itália.