Publicação
Fatores que contribuem para o insucesso das startups : o reverso da "medalha"
| Resumo: | A literatura na área do empreendedorismo revela que existe uma elevada taxa de insucesso nas novas empresas. Este tema apresenta-se como relevante, sobretudo no contexto atual, e existem três argumentos que contribuem para explicar este fenómeno, a saber: (1) a taxa de sobrevivência das novas empresas ao fim de três anos é ainda de 47,1%, apesar da existência de um número cada vez maior de estudos que procuram identificar os fatores que contribuem para o seu sucesso; (2) o facto de a maioria dos estudos se focar no sucesso e não no insucesso; e (3) a inexistência de uma correlação direta entre os fatores que respetivamente contribuem para o sucesso e para o insucesso. A literatura distingue três níveis de análise entre os principais fatores de insucesso: (1) nível do empreendedor; (2) nível da organização; e, (3) nível do ambiente. Contudo, existe ainda uma ausência de consenso acerca das razões do insucesso de uma startup o que conduz, na maioria dos casos, a resultados empíricos controversos e fragmentados. Neste sentido, este estudo procura analisar o outro lado deste fenómeno, nomeadamente identificar e compreender os fatores que contribuem para o insucesso das micro e startups. Para tal, foi feita uma análise aprofundada com base em 29 entrevistas semiestruturadas em que se distinguiram dois grupos de intervenientes: (1) os empreendedores que vivenciaram o insucesso e (2) os especialistas que interagem com startups, distinguindo-se neste último grupo, especialistas de caráter investidor e especialistas em empreendedorismo e/ou inovação. Após a análise e tratamento dos dados obtidos através de uma rigorosa análise de conteúdo das entrevistas, procedeu-se à conceção de um modelo integrado que contribui para uma melhor compreensão deste fenómeno. Assim, o modelo proposto considera as seguintes razões explicativas: (1) as causas que contribuem para o insucesso das startups centram-se em oito fatores (serão devidamente especificados); (2) o modelo deve assumir um enfoque mais relacional e uma natureza mais personalizada em detrimento de uma maior padronização; e, (3) as inter-relações entre diversos atores e stakeholders podem assumir um papel fundamental na organização de uma startup, antecipando problemas futuros e possibilitando contorná-los. |
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| Autores principais: | Silva, Francisco Aguiar de Melo e |
| Assunto: | Startups Insucesso Sobrevivência Desempenho Sucesso Business angel Capital de risco Consenso Empreendedorismo Crescimento Interação Failure Survival Performance Success Business angel Venture capital Agreement Entrepreneurship Growth Interaction |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A literatura na área do empreendedorismo revela que existe uma elevada taxa de insucesso nas novas empresas. Este tema apresenta-se como relevante, sobretudo no contexto atual, e existem três argumentos que contribuem para explicar este fenómeno, a saber: (1) a taxa de sobrevivência das novas empresas ao fim de três anos é ainda de 47,1%, apesar da existência de um número cada vez maior de estudos que procuram identificar os fatores que contribuem para o seu sucesso; (2) o facto de a maioria dos estudos se focar no sucesso e não no insucesso; e (3) a inexistência de uma correlação direta entre os fatores que respetivamente contribuem para o sucesso e para o insucesso. A literatura distingue três níveis de análise entre os principais fatores de insucesso: (1) nível do empreendedor; (2) nível da organização; e, (3) nível do ambiente. Contudo, existe ainda uma ausência de consenso acerca das razões do insucesso de uma startup o que conduz, na maioria dos casos, a resultados empíricos controversos e fragmentados. Neste sentido, este estudo procura analisar o outro lado deste fenómeno, nomeadamente identificar e compreender os fatores que contribuem para o insucesso das micro e startups. Para tal, foi feita uma análise aprofundada com base em 29 entrevistas semiestruturadas em que se distinguiram dois grupos de intervenientes: (1) os empreendedores que vivenciaram o insucesso e (2) os especialistas que interagem com startups, distinguindo-se neste último grupo, especialistas de caráter investidor e especialistas em empreendedorismo e/ou inovação. Após a análise e tratamento dos dados obtidos através de uma rigorosa análise de conteúdo das entrevistas, procedeu-se à conceção de um modelo integrado que contribui para uma melhor compreensão deste fenómeno. Assim, o modelo proposto considera as seguintes razões explicativas: (1) as causas que contribuem para o insucesso das startups centram-se em oito fatores (serão devidamente especificados); (2) o modelo deve assumir um enfoque mais relacional e uma natureza mais personalizada em detrimento de uma maior padronização; e, (3) as inter-relações entre diversos atores e stakeholders podem assumir um papel fundamental na organização de uma startup, antecipando problemas futuros e possibilitando contorná-los. |
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