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Diferenças de género na adesão terapêutica na diabetes Mellitus tipo 2

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O impacto da Diabetes Mellitus no estilo de vida do doente pode ser dramático, uma vez que o tratamento torna-se extremamente exigente e complexo do ponto de vista físico e psicológico, implicando um envolvimento activo por parte do paciente, na gestão da sua doença (Silva, 2006). É sabido que o género é um dos factores sociais directamente implicados nas desigualdades de saúde, tanto por determinantes sociais de género, como por determinantes subjectivos e identidades de género (Arias, 2009; Marques, 2010). Contudo, a literatura acerca da Diabetes, tem-se focado, essencialmente, nas diferenças de sexo na adesão terapêutica, negligenciando o género, como um factor determinante na compreensão das diferenças entre homens e mulheres na diabetes. O presente estudo tem por objectivos centrais compreender como os determinantes psicossociais de género influenciam as diferenças entre homens e mulheres ao nível da adesão terapêutica na diabetes tipo 2; e compreender como os determinantes sociais de género condicionam a actuação dos profissionais de saúde junto dos doentes diabéticos e conduzem a diferenças de género na adesão terapêutica na diabetes tipo 2. A presente investigação qualitativa compreendeu a realização de três estudos empíricos, onde estão distribuídos os 12 participantes que compõem a amostra em estudo. O Estudo 1, referente à adesão terapêutica em homens diabéticos tipo 2, abrangeu 5 participantes; o Estudo 2, referente à adesão terapêutica em mulheres diabéticas tipo 2, abrangeu 5 participantes; e o Estudo 3, referente à percepção dos profissionais de saúde de diferenças de sexo na adesão terapêutica na diabetes tipo 2, abrangeu 2 participantes. Uma vez constituído o corpus de análise, e através da análise temática, foram identificados dois temas principais em cada estudo empírico. No Estudo 1 (homens diabéticos) e Estudo 2 (mulheres diabéticas), os temas identificados foram: (i) experiência subjectiva da diabetes e (ii) adesão terapêutica. No estudo 3 (profissionais de saúde), os temas identificados foram: (i) modelo de género tradicional e saúde e (ii) adesão terapêutica na diabetes. Em geral, foi possível verificar que existem diferenças entre homens e mulheres na adesão terapêutica na diabetes tipo 2, evidenciando-se uma maior prevalência de determinantes psicossociais de vulnerabilidade de género na mulher diabética, criando desigualdades de género na adesão terapêutica e, consequentemente no controlo metabólico da diabetes tipo 2. Nesta investigação, foi ainda possível verificar que as desigualdades de género na adesão terapêutica na diabetes tipo 2 não são, unicamente determinadas por factores psicossociais de género, mas inclusivamente por factores sociais de género.
Autores principais:Cunha, Andreia Alves da
Assunto:Sexo Género Saúde Diabetes mellitus Adesão terapêutica Sex Gender Health Diabetes mellitus Therapeutic acceptance
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O impacto da Diabetes Mellitus no estilo de vida do doente pode ser dramático, uma vez que o tratamento torna-se extremamente exigente e complexo do ponto de vista físico e psicológico, implicando um envolvimento activo por parte do paciente, na gestão da sua doença (Silva, 2006). É sabido que o género é um dos factores sociais directamente implicados nas desigualdades de saúde, tanto por determinantes sociais de género, como por determinantes subjectivos e identidades de género (Arias, 2009; Marques, 2010). Contudo, a literatura acerca da Diabetes, tem-se focado, essencialmente, nas diferenças de sexo na adesão terapêutica, negligenciando o género, como um factor determinante na compreensão das diferenças entre homens e mulheres na diabetes. O presente estudo tem por objectivos centrais compreender como os determinantes psicossociais de género influenciam as diferenças entre homens e mulheres ao nível da adesão terapêutica na diabetes tipo 2; e compreender como os determinantes sociais de género condicionam a actuação dos profissionais de saúde junto dos doentes diabéticos e conduzem a diferenças de género na adesão terapêutica na diabetes tipo 2. A presente investigação qualitativa compreendeu a realização de três estudos empíricos, onde estão distribuídos os 12 participantes que compõem a amostra em estudo. O Estudo 1, referente à adesão terapêutica em homens diabéticos tipo 2, abrangeu 5 participantes; o Estudo 2, referente à adesão terapêutica em mulheres diabéticas tipo 2, abrangeu 5 participantes; e o Estudo 3, referente à percepção dos profissionais de saúde de diferenças de sexo na adesão terapêutica na diabetes tipo 2, abrangeu 2 participantes. Uma vez constituído o corpus de análise, e através da análise temática, foram identificados dois temas principais em cada estudo empírico. No Estudo 1 (homens diabéticos) e Estudo 2 (mulheres diabéticas), os temas identificados foram: (i) experiência subjectiva da diabetes e (ii) adesão terapêutica. No estudo 3 (profissionais de saúde), os temas identificados foram: (i) modelo de género tradicional e saúde e (ii) adesão terapêutica na diabetes. Em geral, foi possível verificar que existem diferenças entre homens e mulheres na adesão terapêutica na diabetes tipo 2, evidenciando-se uma maior prevalência de determinantes psicossociais de vulnerabilidade de género na mulher diabética, criando desigualdades de género na adesão terapêutica e, consequentemente no controlo metabólico da diabetes tipo 2. Nesta investigação, foi ainda possível verificar que as desigualdades de género na adesão terapêutica na diabetes tipo 2 não são, unicamente determinadas por factores psicossociais de género, mas inclusivamente por factores sociais de género.