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Escritos de guerra. Narrar a guerra na 1ª pessoa

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Resumo:Os inícios do século XX são tempos conturbados para Portugal. No que concerne ao contexto político, a instauração do regime republicano em 5 de outubro de 1910 foi seguida de um período de instabilidade política, agravada pela instabilidade internacional e pelo início da 1ª Guerra Mundial em 1914. Após complexas negociações, e alguns golpes de teatro, Portugal entra na guerra ao lado dos aliados em 1917 e envia cerca de 55 mil soldados para França. O contexto social reflete as tensões políticas, dividido em duas posições antagónicas de contestação e de apoio à participação de Portugal no conflito. A imprensa vai desempenhar um papel fundamental, a nível nacional e a nível internacional, no apoio aos interesses oficiais portugueses e à difusão de uma visão amenizada da guerra. A fim de explorar os modos de discursivização deste conflito mundial, pretende-se analisar os escritos de guerra, publicados na revista Portugal na Guerra, com destaque para o modo como é construído o relato da guerra, na 1ª pessoa, nestas três dimensões: o eu e o(s) Outro(s), o espaço e o tempo da guerra e a guerra como objeto de discurso.
Autores principais:Marques, Aldina
Assunto:Portugal na 1ª Guerra Mundial Escritos de guerra Subjetividade Ethos Trivialização da guerra Propaganda Portugal in the 1st World War Writings of war Subjectivity Trivialization of war
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Os inícios do século XX são tempos conturbados para Portugal. No que concerne ao contexto político, a instauração do regime republicano em 5 de outubro de 1910 foi seguida de um período de instabilidade política, agravada pela instabilidade internacional e pelo início da 1ª Guerra Mundial em 1914. Após complexas negociações, e alguns golpes de teatro, Portugal entra na guerra ao lado dos aliados em 1917 e envia cerca de 55 mil soldados para França. O contexto social reflete as tensões políticas, dividido em duas posições antagónicas de contestação e de apoio à participação de Portugal no conflito. A imprensa vai desempenhar um papel fundamental, a nível nacional e a nível internacional, no apoio aos interesses oficiais portugueses e à difusão de uma visão amenizada da guerra. A fim de explorar os modos de discursivização deste conflito mundial, pretende-se analisar os escritos de guerra, publicados na revista Portugal na Guerra, com destaque para o modo como é construído o relato da guerra, na 1ª pessoa, nestas três dimensões: o eu e o(s) Outro(s), o espaço e o tempo da guerra e a guerra como objeto de discurso.