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Retraimento social na prematuridade: contribuição da responsividade sensível materna e do cortisol do bebé

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Summary:A presente dissertação procurou contribuir para o conhecimento da etiologia do comportamento de retraimento social numa amostra de bebés prematuros, com destaque para o papel dos comportamentos interativos maternos e do cortisol do bebé. A amostra integrou 26 díades mãe-bebé, sendo a idade dos bebés compreendida entre os 11 e os 13 meses de idade corrigida. Para avaliar o retraimento social utilizou-se a Alarm Distress Baby Scale (ADBB); a responsividade sensível materna, em termos de sensibilidade e cooperação, foi avaliada através das Escalas de Ainsworth, numa tarefa interativa com o bebé; a concentração de cortisol foi analisada nas amostras de saliva, no início da aplicação do protocolo e imediatamente após a interação com a mãe. Os resultados revelaram que tanto a responsividade sensível materna, como a reatividade do cortisol não se encontram associadas ao comportamento de retraimento social. A responsividade sensível materna mostrou ser um preditor significativo da reatividade do cortisol, pelo que bebés com mães menos responsivas apresentam um aumento da reatividade do cortisol ao longo da tarefa. Os resultados salientam o papel da responsividade sensível materna na regulação dos sistemas de resposta ao stress do bebé, nomeadamente do eixo HPA, numa amostra de bebés prematuros.
Main Authors:Beiramar, Ana Sofia Pinto Vieira
Subject:Prematuridade Retraimento social Comportamentos interativos maternos Cortisol Prematurity Social withdrawal Maternal interactive behaviours
Year:2016
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Minho
Language:Portuguese
Origin:RepositóriUM - Universidade do Minho
Description
Summary:A presente dissertação procurou contribuir para o conhecimento da etiologia do comportamento de retraimento social numa amostra de bebés prematuros, com destaque para o papel dos comportamentos interativos maternos e do cortisol do bebé. A amostra integrou 26 díades mãe-bebé, sendo a idade dos bebés compreendida entre os 11 e os 13 meses de idade corrigida. Para avaliar o retraimento social utilizou-se a Alarm Distress Baby Scale (ADBB); a responsividade sensível materna, em termos de sensibilidade e cooperação, foi avaliada através das Escalas de Ainsworth, numa tarefa interativa com o bebé; a concentração de cortisol foi analisada nas amostras de saliva, no início da aplicação do protocolo e imediatamente após a interação com a mãe. Os resultados revelaram que tanto a responsividade sensível materna, como a reatividade do cortisol não se encontram associadas ao comportamento de retraimento social. A responsividade sensível materna mostrou ser um preditor significativo da reatividade do cortisol, pelo que bebés com mães menos responsivas apresentam um aumento da reatividade do cortisol ao longo da tarefa. Os resultados salientam o papel da responsividade sensível materna na regulação dos sistemas de resposta ao stress do bebé, nomeadamente do eixo HPA, numa amostra de bebés prematuros.