Publicação
Compatibilização entre sombreamento acústico e sombreamento solar para uma forma urbana mais sustentável
| Resumo: | O estudo aborda a relação entre a exposição solar e o sombreamento acústico nas formas urbanas em Portugal, analisando as implicações das regulamentações existentes e propondo soluções para otimizar ambas as variáveis. A legislação portuguesa estabelece um afastamento de 45º entre edifícios, o que pode comprometer a exposição solar direta dos pisos inferiores durante o inverno, dada a altura solar. No estudo preliminar, foram analisadas diferentes tipologias urbanas, verificando-se que formatos com "reentrâncias" (U, L ou O) proporcionam melhor proteção acústica, enquanto formas lineares e compactas maximizam a exposição solar. No entanto, essas tipologias com reentrâncias podem obstruir a radiação solar, criando um conflito entre a otimização térmica e acústica. O estudo de caso realizado em Viana do Castelo validou essa relação através de medições in situ e simulações. Foram identificadas fachadas com menor exposição ao ruído (como nos pátios) e com maior exposição solar (fachadas orientadas a sul sem obstrução). A análise de sensibilidade (com variações de forma) demonstrou que soluções com pátios fechados reduzem o ruído, mas também comprometem a exposição solar, já nas fachadas lineares a exposição solar aumenta, mas também a exposição ao ruído. O estudo comprovou que a altura dos edifícios influencia as duas variáveis, isto é, a exposição solar e a redução do ruído aumentam nos pisos superiores. A experiência francesa foi analisada como referência por integrar requisitos acústicos na regulamentação térmica, demonstrando que é possível alcançar um compromisso entre proteção acústica e exposição solar. O estudo conclui que não existem soluções perfeitas, mas incentiva a consideração da compatibilização térmico-acústica desde a fase de projeto, com o objetivo de reduzir o consumo energético recomenda o uso de soluções passivas, como fachadas livres de obstáculos a sul e elementos redutores de ruído (como os pátios). Para edificações existentes, promover o equilíbrio entre proteção (isolamento) e permeabilidade (distribuição por áreas sensíveis) de forma a mitigar o impacto da exposição ao ruido e simultaneamente não condicionar a exposição solar. |
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| Autores principais: | Oliveira, Marta Isabela Fernandes |
| Assunto: | Forma urbana Radiação solar Ruído urbano Sombreamento acústico Sombreamento solar Urban form Solar radiation Urban noise Acoustic shading Solar shading |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O estudo aborda a relação entre a exposição solar e o sombreamento acústico nas formas urbanas em Portugal, analisando as implicações das regulamentações existentes e propondo soluções para otimizar ambas as variáveis. A legislação portuguesa estabelece um afastamento de 45º entre edifícios, o que pode comprometer a exposição solar direta dos pisos inferiores durante o inverno, dada a altura solar. No estudo preliminar, foram analisadas diferentes tipologias urbanas, verificando-se que formatos com "reentrâncias" (U, L ou O) proporcionam melhor proteção acústica, enquanto formas lineares e compactas maximizam a exposição solar. No entanto, essas tipologias com reentrâncias podem obstruir a radiação solar, criando um conflito entre a otimização térmica e acústica. O estudo de caso realizado em Viana do Castelo validou essa relação através de medições in situ e simulações. Foram identificadas fachadas com menor exposição ao ruído (como nos pátios) e com maior exposição solar (fachadas orientadas a sul sem obstrução). A análise de sensibilidade (com variações de forma) demonstrou que soluções com pátios fechados reduzem o ruído, mas também comprometem a exposição solar, já nas fachadas lineares a exposição solar aumenta, mas também a exposição ao ruído. O estudo comprovou que a altura dos edifícios influencia as duas variáveis, isto é, a exposição solar e a redução do ruído aumentam nos pisos superiores. A experiência francesa foi analisada como referência por integrar requisitos acústicos na regulamentação térmica, demonstrando que é possível alcançar um compromisso entre proteção acústica e exposição solar. O estudo conclui que não existem soluções perfeitas, mas incentiva a consideração da compatibilização térmico-acústica desde a fase de projeto, com o objetivo de reduzir o consumo energético recomenda o uso de soluções passivas, como fachadas livres de obstáculos a sul e elementos redutores de ruído (como os pátios). Para edificações existentes, promover o equilíbrio entre proteção (isolamento) e permeabilidade (distribuição por áreas sensíveis) de forma a mitigar o impacto da exposição ao ruido e simultaneamente não condicionar a exposição solar. |
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