Publicação
Bullying: um estudo exploratório das práticas parentais e das atitudes relativas à diversidade de género e etnia na compreensão do fenómeno
| Resumo: | O bullying carateriza-se por comportamentos negativos recorrentes de vitimação, perpetrada por um ou mais agressores, revertendo em agressões físicas, verbais ou psicológicas, de natureza explícita e direta ou indireta e encoberta, estando subjacente à vitimação o desequilíbrio de poder entre a vítima e o agressor. Muitos são os fatores que podem influenciar a prática destes comportamentos negativos para com os pares. O presente trabalho apresenta um estudo exploratório dos comportamentos de bullying, das atitudes perante a homossexualidade feminina e masculina e da diversidade étnica e cultural, acrescentando questões sobre as práticas parentais e o envolvimento dos pais na aprendizagem dos alunos com o objetivo de investigar a relação destas variáveis com as atitudes e as práticas de bullying.Integraram a amostra 41 alunos de duas turmas do 5º e 6º anos com idade média de 11 anos, composta por 73,8% alunos do sexo masculino e 26,2% do sexo feminino. Os resultados obtidos sugerem que os alunos percecionam positivamente o apoio e o envolvimento dos pais e dos irmãos (sendo que 97,6% recebem ajuda nos trabalhos de casa, dos quais 31,7% recebem apoio dos irmãos).As conclusões de maior relevo são: as crianças de sexo masculino são aquelas que mais perpetram bullying físico para com os pares (4,9%); muitas delas já passaram o recreio sozinhas (26,1%); os participantes do sexo masculino não concordam estabelecer relações de amizade com homossexuais (46,3%) e as participantes do sexo feminino não concordam estabelecer relações de amizade com lésbicas (19%); as crianças de ambos os sexos estariam dispostas a votar num partido racista ou xenófobo (47,5%) e 36,6% consideram positivo que sejam realizadas ações discriminatórias contra grupos minoritários. Em suma, podemos salientar, com base nos dados, a importância de um olhar atento ao fenómeno do bullying bem como ao desenvolvimento de ações para promover a tolerância, junto dos alunos, e a criação de um clima positivo e de segurança no contexto escolar, envolvendo também todos os agentes que podem promover a mudança de clima na escola (alunos, pais, professores e corpo de funcionários). |
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| Autores principais: | Cunha, Ana Catarina Rodrigues da |
| Assunto: | Crianças Práticas parentais Etnia e cultura Diversidade de género Bullying Children Parental practices Ethnic and culture Diversity of gender |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O bullying carateriza-se por comportamentos negativos recorrentes de vitimação, perpetrada por um ou mais agressores, revertendo em agressões físicas, verbais ou psicológicas, de natureza explícita e direta ou indireta e encoberta, estando subjacente à vitimação o desequilíbrio de poder entre a vítima e o agressor. Muitos são os fatores que podem influenciar a prática destes comportamentos negativos para com os pares. O presente trabalho apresenta um estudo exploratório dos comportamentos de bullying, das atitudes perante a homossexualidade feminina e masculina e da diversidade étnica e cultural, acrescentando questões sobre as práticas parentais e o envolvimento dos pais na aprendizagem dos alunos com o objetivo de investigar a relação destas variáveis com as atitudes e as práticas de bullying.Integraram a amostra 41 alunos de duas turmas do 5º e 6º anos com idade média de 11 anos, composta por 73,8% alunos do sexo masculino e 26,2% do sexo feminino. Os resultados obtidos sugerem que os alunos percecionam positivamente o apoio e o envolvimento dos pais e dos irmãos (sendo que 97,6% recebem ajuda nos trabalhos de casa, dos quais 31,7% recebem apoio dos irmãos).As conclusões de maior relevo são: as crianças de sexo masculino são aquelas que mais perpetram bullying físico para com os pares (4,9%); muitas delas já passaram o recreio sozinhas (26,1%); os participantes do sexo masculino não concordam estabelecer relações de amizade com homossexuais (46,3%) e as participantes do sexo feminino não concordam estabelecer relações de amizade com lésbicas (19%); as crianças de ambos os sexos estariam dispostas a votar num partido racista ou xenófobo (47,5%) e 36,6% consideram positivo que sejam realizadas ações discriminatórias contra grupos minoritários. Em suma, podemos salientar, com base nos dados, a importância de um olhar atento ao fenómeno do bullying bem como ao desenvolvimento de ações para promover a tolerância, junto dos alunos, e a criação de um clima positivo e de segurança no contexto escolar, envolvendo também todos os agentes que podem promover a mudança de clima na escola (alunos, pais, professores e corpo de funcionários). |
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