Publicação
Adaptabilidade do construído: reconversão da antiga Adega Cooperativa de Braga em coabitação
| Resumo: | Uma intervenção num edifício em ruínas é, cada vez mais, um processo recorrente na Arquitetura, implicando diferentes abordagens, muitas vezes com o intuito de oferecer uma nova vida a esse lugar. Neste sentido, nesta investigação propõe-se a intervenção no edifício da antiga Adega Cooperativa de Braga, que após uma detalhada análise foi possível reconhecer o seu valor patrimonial, não só pela história e memória na cidade, mas também pelo seu valor arquitetónico, tendo sido projetada pelo Arquiteto Mário Cândido de Morais Soares em 1958, quando ainda vingava o Modernismo em Portugal. O peso do valor de Património Arquitetónico que este edifício carrega influenciou, de certa forma, o nosso modo de atuação, privilegiando-se a valorização do construído através da sua conservação e revitalização. Assim, o projeto foca-se na reconversão do antigo programa em coabitação, proporcionando a oportunidade de abrir o edifício à cidade, através de um habitar temporário e de constante partilha de vivências domésticas num mesmo espaço habitacional. A adaptabilidade do construído possibilitou uma ação dinâmica, que procurou harmonizar o “novo” com o pré-existente, sem a intenção de os molestar, sendo por isso realizada inteiramente em madeira, contrastando com a solidez do betão e do granito pré-existente. Este novo elemento funciona como um “parasita” que se apodera do edifício, transformando-o no seu hospedeiro. |
|---|---|
| Autores principais: | Peixoto, Hélio Ribeiro |
| Assunto: | Adaptabilidade Construído Reconversão Programa Coabitação Adaptability Built Conversion Program Cohousing |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Uma intervenção num edifício em ruínas é, cada vez mais, um processo recorrente na Arquitetura, implicando diferentes abordagens, muitas vezes com o intuito de oferecer uma nova vida a esse lugar. Neste sentido, nesta investigação propõe-se a intervenção no edifício da antiga Adega Cooperativa de Braga, que após uma detalhada análise foi possível reconhecer o seu valor patrimonial, não só pela história e memória na cidade, mas também pelo seu valor arquitetónico, tendo sido projetada pelo Arquiteto Mário Cândido de Morais Soares em 1958, quando ainda vingava o Modernismo em Portugal. O peso do valor de Património Arquitetónico que este edifício carrega influenciou, de certa forma, o nosso modo de atuação, privilegiando-se a valorização do construído através da sua conservação e revitalização. Assim, o projeto foca-se na reconversão do antigo programa em coabitação, proporcionando a oportunidade de abrir o edifício à cidade, através de um habitar temporário e de constante partilha de vivências domésticas num mesmo espaço habitacional. A adaptabilidade do construído possibilitou uma ação dinâmica, que procurou harmonizar o “novo” com o pré-existente, sem a intenção de os molestar, sendo por isso realizada inteiramente em madeira, contrastando com a solidez do betão e do granito pré-existente. Este novo elemento funciona como um “parasita” que se apodera do edifício, transformando-o no seu hospedeiro. |
|---|