Publicação
Metamorfoses de um espaço urbano: a zona arqueológica da R. Afonso Henriques n.ºs 42 a 56, em Braga
| Resumo: | Este artigo analisa a sequência de ocupação registada nas escavações realizadas em 1998 e 2002 no miolo de um quarteirão da área do Centro Histórico de Braga, identificado pelos n.ºs 42 e 56 da R. Afonso Henriques. Os trabalhos de arqueologia preventiva aí realizados permitiram identificar vestígios integrados num quarteirão da cidade romana, pertencentes a uma domus, construída em meados do século I, arrasada no século II para a construção de umas termas públicas, que se mantiveram em funcionamento até ao século V. Os sucessivos saques dos muros do edifício datam da Alta e Baixa Idade Média e poderão associar-se à construção das sucessivas cercas medievais erguidas nas imediações da área intervencionada. A ausência de construções posteriores à Antiguidade Tardia assinala a transformação da área em logradouro, anexo às casas que compunham um dos quarteirões do medieval Bairro das Travessas que persistiu na trama urbana da cidade de Braga até à segunda metade do século XIX. |
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| Autores principais: | Martins, Manuela |
| Outros Autores: | Cunha, Armandino; Magalhães, Fernanda; Ribeiro, Jorge; Braga, Cristina; Peñin, Raquel Martínez |
| Assunto: | Braga Arquitetura romana Evolução urbana Roman architecture Urban evolution |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Este artigo analisa a sequência de ocupação registada nas escavações realizadas em 1998 e 2002 no miolo de um quarteirão da área do Centro Histórico de Braga, identificado pelos n.ºs 42 e 56 da R. Afonso Henriques. Os trabalhos de arqueologia preventiva aí realizados permitiram identificar vestígios integrados num quarteirão da cidade romana, pertencentes a uma domus, construída em meados do século I, arrasada no século II para a construção de umas termas públicas, que se mantiveram em funcionamento até ao século V. Os sucessivos saques dos muros do edifício datam da Alta e Baixa Idade Média e poderão associar-se à construção das sucessivas cercas medievais erguidas nas imediações da área intervencionada. A ausência de construções posteriores à Antiguidade Tardia assinala a transformação da área em logradouro, anexo às casas que compunham um dos quarteirões do medieval Bairro das Travessas que persistiu na trama urbana da cidade de Braga até à segunda metade do século XIX. |
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