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Valorisation of halophyte plants present in Portuguese territory through the investigation of their protective effects against food toxicants

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Resumo:As halófitas são plantas capazes de tolerar salinidade, em parte devido à elevada acumulação de compostos bioativos. Consequentemente, estas plantas têm apresentado propriedades biológicas extraordinárias, como antioxidante, mas muitas outras podem ainda não ter sido reveladas. O estudo de atividades biológicas de extratos de halófitas contra químicos tóxicos aos quais humanos são expostos na dieta, tal como tóxicos neoformados que contaminam alimentos e causam reações adversas (e.g., stresse oxidativo e danos no DNA) no trato gastrointestinal que podem contribuir para a carcinogénese, pode promover o desenvolvimento de aplicações industriais. Para aplicações alimentares, o impacto da digestão na composição química e bioatividades do extrato pode restringir a sua eficácia. Os objetivos deste trabalho são valorizar halófitas de Portugal através do aumento da consciencialização do seu potencial como fontes de compostos bioativos com alto valor medicinal e económico, encontrar extratos com atividades biológicas com potencial para mitigar a toxicidade induzida por contaminantes e, por fim, identificar um extrato cujas propriedades protetoras persistem após a digestão para potencial aplicação como ingrediente funcional alimentar. Este trabalho mostrou que extratos das halófitas Polygonum maritimum L. (PME) and Carpobrotus edulis (L.) N.E. Br (CEE) do Sul de Portugal revelaram composição rica em polifenóis e uma forte capacidade antioxidante que pode mediar, em parte, a antigenotoxicidade contra dano oxidativo induzido por H2O2 encontrada em linhas celulares humanas de fígado e colon. Adicionalmente, PME e CEE diminuíram a mutagenicidade e genotoxicidade induzidas pelo contaminante neoformado benzo[a]pireno (BaP) em bactéria e linhas humanas de fígado e colon, respetivamente. Digestão simulada in vitro de PME afetou a sua composição química e as suas propriedades protetoras, mas estas permaneceram relevantes ao longo do trato gastrointestinal, pelo menos até alcançar o colon. Efeitos protetores de PME contra toxicidade induzida por BaP também foram encontrados num ensaio de alimentação com Danio rerio. Estes resultados sugerem que as propriedades protetoras de PME persistem após a digestão, tornando-o um candidato promissor para aplicação como ingrediente funcional alimentar para combater a toxicidade induzida por contaminantes no trato gastrointestinal e melhorar a saúde humana. Em geral, este trabalho destaca o potencial de PME e CEE, ou dos seus compostos isolados, para serem aplicados em indústrias como a alimentar, nutracêutica e cosmética.
Autores principais:Oliveira, Daniela dos Santos
Assunto:Antigenotoxicidade Carpobrotus edulis (L.) N.E. Br Contaminantes alimentares Halófitas Polygonum maritimum L. Antigenotoxicity Food contaminants
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As halófitas são plantas capazes de tolerar salinidade, em parte devido à elevada acumulação de compostos bioativos. Consequentemente, estas plantas têm apresentado propriedades biológicas extraordinárias, como antioxidante, mas muitas outras podem ainda não ter sido reveladas. O estudo de atividades biológicas de extratos de halófitas contra químicos tóxicos aos quais humanos são expostos na dieta, tal como tóxicos neoformados que contaminam alimentos e causam reações adversas (e.g., stresse oxidativo e danos no DNA) no trato gastrointestinal que podem contribuir para a carcinogénese, pode promover o desenvolvimento de aplicações industriais. Para aplicações alimentares, o impacto da digestão na composição química e bioatividades do extrato pode restringir a sua eficácia. Os objetivos deste trabalho são valorizar halófitas de Portugal através do aumento da consciencialização do seu potencial como fontes de compostos bioativos com alto valor medicinal e económico, encontrar extratos com atividades biológicas com potencial para mitigar a toxicidade induzida por contaminantes e, por fim, identificar um extrato cujas propriedades protetoras persistem após a digestão para potencial aplicação como ingrediente funcional alimentar. Este trabalho mostrou que extratos das halófitas Polygonum maritimum L. (PME) and Carpobrotus edulis (L.) N.E. Br (CEE) do Sul de Portugal revelaram composição rica em polifenóis e uma forte capacidade antioxidante que pode mediar, em parte, a antigenotoxicidade contra dano oxidativo induzido por H2O2 encontrada em linhas celulares humanas de fígado e colon. Adicionalmente, PME e CEE diminuíram a mutagenicidade e genotoxicidade induzidas pelo contaminante neoformado benzo[a]pireno (BaP) em bactéria e linhas humanas de fígado e colon, respetivamente. Digestão simulada in vitro de PME afetou a sua composição química e as suas propriedades protetoras, mas estas permaneceram relevantes ao longo do trato gastrointestinal, pelo menos até alcançar o colon. Efeitos protetores de PME contra toxicidade induzida por BaP também foram encontrados num ensaio de alimentação com Danio rerio. Estes resultados sugerem que as propriedades protetoras de PME persistem após a digestão, tornando-o um candidato promissor para aplicação como ingrediente funcional alimentar para combater a toxicidade induzida por contaminantes no trato gastrointestinal e melhorar a saúde humana. Em geral, este trabalho destaca o potencial de PME e CEE, ou dos seus compostos isolados, para serem aplicados em indústrias como a alimentar, nutracêutica e cosmética.