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O envelhecimento activo : uma análise à luz de uma ética educativa crítica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A ética é construída histórica e socialmente a partir das relações colectivas que as pessoas mantêm entre si nas suas práticas de sociabilidade educativa e reporta para o domínio dos valores. Neste artigo, a apresentação e análise de algumas orientações políticas internacionais relativas à problemática do envelhecimento activo permite problematizar o carácter tecnocrático e instrumental que perpassa nessas orientações de teor economicista e, simultaneamente, permite mostrar que os valores inerentes a uma educação “para a decisão, para a responsabilidade social e política, para o desenvolvimento e para a democracia” tendem a estar ausentes dessas orientações. Nesta sequência analítica, defendemos que na ausência de um código deontológico estatalmente legitimado, os educadores devem proceder à construção e consolidação de uma ética educativa crítica que lhes permita perceber as desconexões axiológicas entre o que a ética do mercado exige e o que uma ética educativa comporta. Uma ética educativa crítica torna-se assim condição fundamental para uma nova concepção de educação num mundo cada vez mais envelhecido mas, nem por isso, cada vez menos pensante. A “educação para o trabalho”, vista como envelhecimento activo, é só um dos muitos vectores da educação, quiçá em não correspondência com todas as expectativas e desejos das pessoas idosas, lá para o fim das suas vidas.
Autores principais:Rocha, Maria Custódia Jorge da
Assunto:Envelhecimento – teorias Ética Educação Direito Cidadania Aging – theories Ethics Education Rights Citizenship
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A ética é construída histórica e socialmente a partir das relações colectivas que as pessoas mantêm entre si nas suas práticas de sociabilidade educativa e reporta para o domínio dos valores. Neste artigo, a apresentação e análise de algumas orientações políticas internacionais relativas à problemática do envelhecimento activo permite problematizar o carácter tecnocrático e instrumental que perpassa nessas orientações de teor economicista e, simultaneamente, permite mostrar que os valores inerentes a uma educação “para a decisão, para a responsabilidade social e política, para o desenvolvimento e para a democracia” tendem a estar ausentes dessas orientações. Nesta sequência analítica, defendemos que na ausência de um código deontológico estatalmente legitimado, os educadores devem proceder à construção e consolidação de uma ética educativa crítica que lhes permita perceber as desconexões axiológicas entre o que a ética do mercado exige e o que uma ética educativa comporta. Uma ética educativa crítica torna-se assim condição fundamental para uma nova concepção de educação num mundo cada vez mais envelhecido mas, nem por isso, cada vez menos pensante. A “educação para o trabalho”, vista como envelhecimento activo, é só um dos muitos vectores da educação, quiçá em não correspondência com todas as expectativas e desejos das pessoas idosas, lá para o fim das suas vidas.