Publicação
Responsabilidade social das organizações, a débil articulação entre as organizações e a sociedade: um estudo de caso
| Resumo: | A Responsabilidade Social das Organizações (RSO) convida as organizações a integrarem critérios económicos, sociais, ambientais, legais, éticos e filantrópicos nos processos de tomada de decisão. É um conceito academicamente muito lavrado e bastante apropriado pelos contextos gestionários. Todavia, permanece ambíguo e com um escopo demasiado amplo, o que pode justificar potenciais viés. A RSO é um conceito multidimensional, de apropriação contextual, que contribui para a sustentabilidade organizacional pelos benefícios que promove: melhoria das relações entre as partes interessadas (PI), gestão de risco, criação de valor e capital reputacional. Ativos intangíveis que contribuem para a legitimidade organizacional, garante da renovação da licença para operar e da sustentabilidade organizacional. Tais benefícios podem estimular uma apropriação mais instrumental do que estratégica da RSO. A investigação sustentou-se num estudo de caso (EC) e decorreu numa unidade fabril que integra um grupo industrial multinacional, cujo âmbito é a produção de equipamentos tecnológicos para o setor automóvel. Na presença de um conceito ambíguo como o da RSO, refletiu-se sobre o grau de articulação entre os objetivos e as práticas de RSO. Tendo como unidades de observação essas práticas, explicou-se a RSO como mediadora da relação entre organizações e sociedade (na perspetiva gestionária) e a adoção da RSO como fator de reputação, legitimidade (na perspetiva institucionalista) e sustentabilidade organizacional. Os dados empíricos são analisados num quadro teórico composto pelos conceitos de isomorfismo organizacional, legitimidade, hipocrisia organizacional, comunicação organizacional e débil articulação. Uma vez que a RSO contribui para a sustentabilidade organizacional, este estudo aponta para a necessidade da(s) organização(ões) promover(em) uma integração articulada de critérios económicos, sociais e ambientais, equilibrando as necessidades atuais com as futuras. Mais do que implementar um conjunto de práticas avulsas, é preciso implementar a RSO como um princípio de gestão sistémico, alinhado com os objetivos estratégicos da organização. |
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| Autores principais: | Correia, Adelina |
| Assunto: | RSO Dimensões de RSO Isomorfismo Legitimidade Comunicação organizacional Débil articulação e sustentabilidade CSR CSR dimensions Isomorphism Legitimacy Lousely coupled and sustainability |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A Responsabilidade Social das Organizações (RSO) convida as organizações a integrarem critérios económicos, sociais, ambientais, legais, éticos e filantrópicos nos processos de tomada de decisão. É um conceito academicamente muito lavrado e bastante apropriado pelos contextos gestionários. Todavia, permanece ambíguo e com um escopo demasiado amplo, o que pode justificar potenciais viés. A RSO é um conceito multidimensional, de apropriação contextual, que contribui para a sustentabilidade organizacional pelos benefícios que promove: melhoria das relações entre as partes interessadas (PI), gestão de risco, criação de valor e capital reputacional. Ativos intangíveis que contribuem para a legitimidade organizacional, garante da renovação da licença para operar e da sustentabilidade organizacional. Tais benefícios podem estimular uma apropriação mais instrumental do que estratégica da RSO. A investigação sustentou-se num estudo de caso (EC) e decorreu numa unidade fabril que integra um grupo industrial multinacional, cujo âmbito é a produção de equipamentos tecnológicos para o setor automóvel. Na presença de um conceito ambíguo como o da RSO, refletiu-se sobre o grau de articulação entre os objetivos e as práticas de RSO. Tendo como unidades de observação essas práticas, explicou-se a RSO como mediadora da relação entre organizações e sociedade (na perspetiva gestionária) e a adoção da RSO como fator de reputação, legitimidade (na perspetiva institucionalista) e sustentabilidade organizacional. Os dados empíricos são analisados num quadro teórico composto pelos conceitos de isomorfismo organizacional, legitimidade, hipocrisia organizacional, comunicação organizacional e débil articulação. Uma vez que a RSO contribui para a sustentabilidade organizacional, este estudo aponta para a necessidade da(s) organização(ões) promover(em) uma integração articulada de critérios económicos, sociais e ambientais, equilibrando as necessidades atuais com as futuras. Mais do que implementar um conjunto de práticas avulsas, é preciso implementar a RSO como um princípio de gestão sistémico, alinhado com os objetivos estratégicos da organização. |
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