Publicação
Da crisálida à borboleta: uma metáfora sobre a liberdade de brincar e se movimentar no mundo da vida da criança
| Resumo: | O texto apresenta uma metáfora sobre a infância como crisálida que auto germina crianças-borboletas. Reconhece o brincar e se movimentar como ação imanente ao mundo da vida da criança a crescer com liberdade e autonomia e promovendo as condições necessárias para que estabeleçam um diálogo profícuo com o mundo realizando experiências significativas, metamorfoseando-se constantemente. As crianças sabem o que precisam e apenas necessitam do auxílio dos adultos para seguir adiante na sua luta pela sobrevivência. As escolas de educação de infância tem o papel de promover tempos e espaços articulados para ouvi-las e considerar respeitosamente seus desejos e interesses ao invés de suprimir a liberdade para brincar, imputando rotinas estafantes, castrando-as e esgotando-as com atividades obrigatórias. A aspiração de uniformidade para que apresentem resultados satisfatórios, todas ao mesmo tempo, desrespeita as singularidades corporais e ignora que as crianças não esperam por resultados naquilo que fazem. O excesso de trabalho e a supressão do brincar interfere na autopoiese gestada pela infância-crisálida. A criança precisa se constituir como criança para a infância e não para a adultez. O casulo da infância tem vida própria e nele não podemos encerrar a criança como se fosse uma prisão. Ser-criança supõe viver intensamente o momento presente e etimologicamente – como sujeito da educação - significa alimentar-se. Portanto os jardins-de-infância são os lugares ideais para desabrochar as borboletas coloridas de modo que descubram o mundo por si mesmas criativamente, libertas da coerção dos adultos. Aspiramos que as crianças respirem por si mesmas para habitar os jardins-de-infância como territórios férteis que cultivam borboletas curiosas e esvoaçantes que irão fecundar inúmeras flores pelo mundo afora. A alegria das crianças contagia o mundo com magia e este é o pólen que irá, pelo vento e pelas patas das borboletas, semear e fazer brotar um mundo melhor. |
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| Autores principais: | Kuhn, Roselaine |
| Outros Autores: | Cunha, António Camilo |
| Assunto: | Crianças-borboletas Brincar e se movimentar Educação de Infância Ciências Médicas::Ciências da Saúde |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O texto apresenta uma metáfora sobre a infância como crisálida que auto germina crianças-borboletas. Reconhece o brincar e se movimentar como ação imanente ao mundo da vida da criança a crescer com liberdade e autonomia e promovendo as condições necessárias para que estabeleçam um diálogo profícuo com o mundo realizando experiências significativas, metamorfoseando-se constantemente. As crianças sabem o que precisam e apenas necessitam do auxílio dos adultos para seguir adiante na sua luta pela sobrevivência. As escolas de educação de infância tem o papel de promover tempos e espaços articulados para ouvi-las e considerar respeitosamente seus desejos e interesses ao invés de suprimir a liberdade para brincar, imputando rotinas estafantes, castrando-as e esgotando-as com atividades obrigatórias. A aspiração de uniformidade para que apresentem resultados satisfatórios, todas ao mesmo tempo, desrespeita as singularidades corporais e ignora que as crianças não esperam por resultados naquilo que fazem. O excesso de trabalho e a supressão do brincar interfere na autopoiese gestada pela infância-crisálida. A criança precisa se constituir como criança para a infância e não para a adultez. O casulo da infância tem vida própria e nele não podemos encerrar a criança como se fosse uma prisão. Ser-criança supõe viver intensamente o momento presente e etimologicamente – como sujeito da educação - significa alimentar-se. Portanto os jardins-de-infância são os lugares ideais para desabrochar as borboletas coloridas de modo que descubram o mundo por si mesmas criativamente, libertas da coerção dos adultos. Aspiramos que as crianças respirem por si mesmas para habitar os jardins-de-infância como territórios férteis que cultivam borboletas curiosas e esvoaçantes que irão fecundar inúmeras flores pelo mundo afora. A alegria das crianças contagia o mundo com magia e este é o pólen que irá, pelo vento e pelas patas das borboletas, semear e fazer brotar um mundo melhor. |
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